Francisco Queirós
Eu Celebro a Maria, Mãe do Redentor, e não “Heterónimos/Invocações” particulares e Ideias despojadas de Elementar Bom senso
“Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.” João 19:26-27
Na Cruz Cristo despojasse de tudo e “oferece” à Humanidade a sua própria Mãe que se torna, assim, Mãe Espiritual de todo e cada Vivente: de TODOS sem Excepção!
Vem isto a propósito de certas formas de conceber e venerar Maria que me parecem perfeitamente disparatadas e fora de qualquer contexto racional e objectivo. Maria sempre me mereceu Admiração pela sua Simplicidade – Maria só pediu aos Pastorinhos a Oração (do Terço em concreto talvez por ser Oração popular em Portugal) e não Sacrifícios e Holocaustos que nunca lhe agradaram com não agradam a Deus; pela sua Inteligência (quando o Anjo lhe anunciou o projecto de Deus quis Saber como “Seria isso se não Conhecia Homem”), pela sua Generosidade e Atenção aos Outros (nas Bodas de Caná intercedeu para ajudar aqueles Noivos e os privar da vergonha de não terem mãos vinho para os convivas da Boda) e pela Capacidade de Sofrimento: o Nascimento de Jesus em circunstâncias tão difíceis, a perseguição de Herodes, fuga para Egipto, a perca do menino na ida a Jerusalém e, Horror dos Horrores: ver o Filho Condenado e Cruxificado!
A forma como é Vivenciada na Europa do Sul merece-me pouca simpatia e até repudio: aqui “faz-se negócio” com Maria! Sim: quem lhe pede algo em troca do cumprimento de uma promessa está a fazer um “negócio” inaceitável com a Mãe Celeste. Infelizmente a Igreja não põe, a meu ver porque não quer, Travão nesse tipo de vivência da Fé que é zombada pelos povos do centro e norte da Europa!
Há uns dois anos estava a assistir a uma Festa Mariana próximo aqui de São Miguel do Mato e o Pregador (Padre que não conheço) discursava de forma entusiasmada grupo de ideias que dizia ser “Ensinar Doutrina em Nome de Deus e do Padre X”. Dizia, a dado passo, que D. Nuno Alvares Pereira rezava o Terço entes de Aljubarrota já os Exércitos Castelhanos se aproximavam. Instado a parar e preparar o Combate negou-se continuara a rezar o Terço e só terminada a Oração foi para o Comendo do seu Exército enfrentar o Exército do Rei de Castela. Pelos vistos Portugal ganhou Aljubarrota não por mérito/fortuna militar:
1) Excelente Organização do nosso Exército;
2) Os Castelhanos terem chegado exaustos pois a viagem foi muito longa e estávamos a 14 de agosto de 1385, por certo dia de calor abrasador;
3) As estacas que foram colocadas como minas no terreno e que arrasaram a Cavalaria Inimiga;
4) Apoio dos Arqueiros Ingleses, etc.
…mas por Nossa Senhora nos ter ajudado visto não simpatizar por aí além com os Espanhóis. Espantoso Disparate! Inaceitável vindo de um Padre! Como poderia a Mãe de Todos os Viventes acudir por uns em detrimento dos outros? Como seria isso possível? Não é claro, mas é com este chorrilho de asneiras que criam as mais infundadas e aberrantes ideias descabidas no Povo! Povo que pouco letrado e instruído aceita com verdades absolutas: de facto quanto mais Ignorante e Alienado é um Povo mais facilmente se domina e Escraviza perante os interesses instituídos!
Senhores da Igreja de que faço parte: Sede Sérios e professai o Evangelho por Actos de Fiel Imitação de Cristo e não por Palavras Circunstanciais. Inspirem-se no Exemplo de Maria e ponham em Prática e Evangelho na Terra!Redação Gazeta da Beira
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