Francisco Queirós
Brexit: sair e quanto mais cedo melhor! (II)
“Parece-me que as notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas”, Mark Twain

Afinal a Montanha parece estar a “parir ratos” e as previsões mais catastrofista sobre a saída do RU da União Europeia não passavam de vulgar e ignóbil propaganda dos “federalistas/tecnocratas/incompetentes” senhores de Bruxelas e seus acólitos. Uma cambada de cobardes, Mente capetas acéfalas e invejosos cujo único desígnio parece ser uma total subserviência à façanhuda Alemanha, cuja existência enquanto País apenas nos trouxe de concreto 2 Guerras Mundiais, um terrível Holocausto, uma das mais refinadas e horrendas ideologias de Morte/extermínio de todos os tempos e ainda uma devoradora máquina de dopagem e falsificação de resultados desportivos que alguma vez existiu protagonizada pela miserável antiga RDA. Curioso: até hoje o Comité Olímpico Internacional ainda não se dignou anular resultados uma interminável coleção de resultados fraudulentos obtidos à custa da destruição de seres humanos em nome de uma ideologia… porque será? Ai se fossem os Ingleses…
Afinal a “City” fica em Londres!
Uma ameaça constante é a de que o sector financeiro do Reino Unido, concentrado na histórica City of London, iria abandonar o país, causando um enorme “buraco” económico, visto representar uma parcela substancial do PIB nacional. A Bloomberg noticiou, entretanto, o obvio: as empresas precisam de escritórios e estruturas para operar, que não se conhecem na Europa. Ao todo, estima-se que um grande êxodo da “City” exigiria um milhão de metros quadrados de espaço comercial de qualidade na Europa continental ou em Dublin. O que manifestamente não existe: as infraestruturas onde assenta a City londrina são únicas e provêm de um aprimoramento de edifícios, pessoas, estruturas, conexões internacionais e serviços com mais de 150 de história. São Irrepetíveis/irreplicáveis!
Face a estes constrangimentos, as empresas terão de considerar se os custos de sair da City valem a pena. A Moody’s certamente considera que não, notando que mesmo na eventualidade de um Brexit imediato “os impactos directos seriam modestos” e sentir-se-iam principalmente através de “um ligeiro aumento das despesas administrativas” algo que a empresa considera que reduziria um pouco a lucratividade, mas que “pode ser facilmente gerido”.
“Leave now!”
Desmascaradas as previsões catastrofistas e provado o acerto da decisão de abandonar o navio fantasma da Desunião Europeia, muitos dos colegas parlamentares de Theresa May defendem agora que a primeira-ministra avance para uma saída imediata. Há quem afirme mesmo que é melhor sir sem acordo de que com um mau acordo!
Theresa afirmou, no entanto, que não receava a ameaça de veto das negociações de saída por parte de algum Estado-membro: a líder ‘tory’ tem a certeza de que “os 27 vão assinar um acordo connosco”, pois apenas têm a ganhar com isso, e não deixará de ser “ambiciosa” nas suas exigências!
Tem espaço de manobra: a UE encontra-se politicamente fragilizada, dividida num número de subgrupos que não se entendem entre si! Além disso como membro da EFTA terá acesso livre, segundo as regras do acordo de 1992, ao Espaço Económico Europeu.
Comércio continua…
Fora da UE, mesmo que unilateralmente, o Reino Unido continuará a exportar para todo o planeta segundo as regras da Organização Mundial de Comércio. As temidas “taxas alfandegárias” para os produtos britânicos entrarem na UE não serão tão elevadas quanto isso: é que os 27 exportam imenso para o RU e se querem continuara faze-lo terão de ser razoáveis, caso contrário o RU pode fechar-lhes as portas e procurar outros fornecedores por esse mundo fora! Além disso muito do que vem do RU é produto de luxo os impactos serão ainda menores! Não faltam interessados… Não esquecer que muita da eletrónica de consumo vem da ásia e nem por isso deixa de ter acesso ao mercado Único!
Por sua vez, o Reino Unido fica também livre para reactivar as negociações de um espaço de comércio livre na Commonwealth (em “banho de maria” desde 1973). Tanto o Canadá como a Austrália e a Nova Zelândia já mostraram abertura à ideia e negociações avançadas estão já em marcha.
O Brexit mete medo aos Europeístas? Muito medo mesmo: é que a podemos estar na Aurora de um novo Império Britânico à escala Mundial! Além disso a UE fica amputada do seu único “braço militar” consistente!
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