Francisco Queirós
A Inquisição voltou! Começou a sua obra abjeta numa Escola de Famalicão…
A Inquisição voltou! Começou a sua obra abjeta numa Escola de Famalicão…

O Estado, o mesmo Estado que deixa crianças morrerem às mãos de psicopatas, que deixa meninas ciganas abandonarem o ensino obrigatório por razões “culturais” e que torna a reprovação quase impossível nas escolas públicas, persegue sem parança uma família estável e quer que os respectivos filhos, excelentes alunos, nas matérias que importam, não passem de ano sem a frequência da exótica disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Como a família não cedeu às ameaças, que duram desde 2018, o Estado subiu o grau das ditas e agora exige que os rapazes em questão sejam sequestrados do lar paterno durante o ano lectivo, ideia aparentemente ilegal e comprovadamente alucinada. Não tarda, pede-se a prisão dos pais, que é para aprenderem a ancestral arte da subjugação. História tenebrosa e Fétida. O texto em que o Ministério Público (Inquisição) declara guerra aquela família, é um exercício de delírios, calúnias e brutalidade. Segundo os Inquisidores Mores do República os pais “põem em perigo” os jovens. Os jovens arriscam sofrer “maus-tratos psíquicos”. Os jovens sofrem “coerção emocional”. Os jovens estão “sujeitos a comportamentos dos pais que afectam gravemente o seu equilíbrio emocional”. Os jovens não recebem “os cuidados de afeição adequado às suas idades e situação pessoal”. Os jovens podem “ser obrigados a atividades inadequadas à sua idade”. A Estupidez Macabra das citações acima não merece comentários, só uns apontamentos sobre a esta Imundice:
Acha o MP (Inquisição) que ao não acederem à “formação em matérias como direitos humanos, igualdade de género, saúde, sexualidade, segurança, defesa, paz e bem-estar animal” é grave? Gravíssimo mesmo! Ora nenhuma das “matérias” em causa é competência da escola! A escola deveria existir, para fornecer conhecimentos técnicos, científicos e culturais relativamente consensuais. Não pode existir, para despejar em cima dos fedelhos os dogmas do momento e os evangelhos da moda.
Mas a Inquisição (travestida de MP) não cessa de nos repugnar e afirma que os pais dão “exemplo de foras da lei, que decidem não cumprir, decidindo em causa própria como se juízes fossem”. Frase repugnante que caberia no 1984 ou no Fahrenheit 451. Para o Inquisição (MP), que possui franqueza de sobra, educar é impor leis acéfalas sem esboço de hesitação ou dúvida. Nessa linha, a educação não se distingue da submissão dos indivíduos à força de quem manda, até ao ponto em que deixam de ser indivíduos e se reduzem a zombies reverentes e agradecidos.
Quem, por ignorância e fé, abdica da vida e da liberdade e dos filhos pode doutorar-se em Cidadania, mas nunca será “Cidadão”!
Fosse eu um destes pais e talvez aplicasse a estes Pseudo Juízes “umas salutares bofetadas”!
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