Fórum Florestal Nacional acusa o Governo de não conseguir atacar a origem do problema

O Fórum Florestal Nacional, uma estrutura federativa que agrega mais de meia centena de associações e cooperativas florestais espalhadas por todo o país, emitiu hoje, 23 de Outubro de 2017 comunicado com fortes críticas às medidas recentemente anunciadas pelo Governo por considerar que se centram únicamente no sistema de combate e nada é dito sobre as questões estruturais que estão na origem dos grandes fogos.

“Como sempre, os argumentos do costume e as soluções de sempre… mais investimento no combate!!!” acusação feita pelo Fórum Florestal.

Segundo a direcção deste Fórum, presidida por António Louro, o problema dos fogos florestais ou rurais assume dimensões que ultrapassam a a questão florestal quer nos prejuízos quer nas origens do fenómeno.

“A total insustentabilidade da Paisagem Rural Nacional perante tão elevadas cargas de Biomassa; A insuficiência e total ineficácia das políticas e medidas existentes para reverter ou atenuar sequer a desagregação do mundo rural; A demonstração inequívoca da completa impossibilidade de controlo da situação, através da estratégia seguida pelo País da aposta no combate, como solução para o problema dos incêndios florestais.”

Considera ainda o Fórum Florestal Nacional que chegou “o momento de assumir que o fulcro da problematica dos incêndios esta relaçionado com o colapso de muitos territórios do interior e do deficit de soluções e acções por parte dos sucessivos governos para os problemas da falta de gestão e ordenamento do território.” Chegou “o momento da análise cuidada das razões pelas quais as supostas “ajudas” ao sector e ao mundo rural não estão a demonstrar qualquer efeito prático em atenuar  sequer esta problemática.”

 

Neste comunicado o Fórum Florestal acusa ainda os Governosde terem esvaziado o interior de serviços públicos, nomeadamente  os serviços florestais e valoriza a acção das associações que apesar das dificuldades que enfrentam têm conseguido aguentar-se nos territórios. “Os serviços do estado abandonaram há muito o território, as Estruturas Associativas dos proprietários possuem hoje um conhecimento do terreno e uma capacidade técnica que o Pais não pode de modo algum desperdiçar.”

Sobre as associações afirma a necessidade de as apoiar para evitar o seu desaparecimento face a estas tragédias e á falat ade reconhecimento nas políticas publicas e na reforma floreslatal anúnciada. Adianata que “está em causa o seu rapido desaparecimento, pois muitas delas ficaram completamente despojadas, de todas as fontes de finaciamento com o desaparecimento da floresta produtiva dos seus territórios de implantação. Como susbsistirão as equipas de sapadores nos territórios afetados, se está completamente inviabilizada a realização de actividades de silvicultura preventiva que eram suportadas pelos proprietários florestais?”

 

No comunicado hoje divulgado a Fórum Florestal recalama  urgente “apoio direto àss entidades associativas, cujos territórios foram fortemente afetados pelos incêndios, de modo a salvagurdar a sua subsistênçia num momento em que a sua existênçia é fulcral para o futuro” e reclama do  “governo assuma politicamente, que procurará desenvolver e aplicar novas politicas de gestão e ordenamento para o mundo rural, para alavancar o início de uma nova era da floresta portuguesa”.

 

“A floresta Portuguesa não é só negligencia e Incêndios florestais, é também fonte de criação de riqueza e representa cerca de 5% do PIB, mais de 9% das nossas exportações e quase 90.000 postos de trabalho, sendo fulcral para o desenvolvimento económico de Portugal” pode ler-se ainda no referido comunicado.

Na região de Lafões são assocaiadas desta estrutura federativa a Associação de Desenvolvimento Rural de Lafões e a Cooperativa 3 Serras de Lafões.

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