Festa do Concelho sem consenso na Assembleia Municipal

Executivo faz balanço positivo mas oposição queria mais

As Festas do Concelho que se realizaram entre os dias 24 e 29 de junho, em S. Pedro do Sul dividiram as opiniões na última Assembleia Municipal, realizada em Carvalhais, no passado dia 1 de julho. Lopes Ribeiro, deputado do PSD, considera que se não fossem as associações do concelho as festas teriam sido “um autêntico fracasso”. Já o executivo e a Bancada Socialista defendem esta última edição. Como defende Teresa Sobrinho, “em tempos de vacas magras tenho a opinião que devemos dar aos nossos”.

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Para Lopes Ribeiro, esta edição das Festas do Concelho ficou aquém das expectativas. Como referiu na última Assembleia Municipal, se não fosse “a criatividade das coletividades e das juntas de freguesia que trouxeram a alegria, a juventude e a esperança de um futuro melhor” as festas seriam, “um autêntico fracasso”. O deputado do PSD vai mais longe, como defende “ou se faz ou não se faz”.

André Matias não concorda e avança nas críticas, como referiu “eu compreendo que para o Engenheiro Ribeiro, umas festas que enobrecessem o concelho são umas festas com um concerto do Tony Carreira, sem pagar entrada a 30 ou 35 mil euros “. O deputado do Partido Socialista não fica por aqui, como acrescenta, “este executivo ainda está a pagar contas de uma festa das cidades de há mais de 2 ou 3 anos atrás”. Para Teresa Sobrinho estas festas não foram desmerecedoras, “foram diferentes”. “Uma aposta na diferença e nas comunidades”, acrescenta a vereadora com o pelouro da cultura que explica que esta foi a solução encontrada perante “a falta de verbas para grandes investimentos”.

Na sua intervenção Lopes Ribeiro defendeu ainda que o executivo deveria escolher um novo local para as Festas. Para o deputado os Jardins Municipais são “um espaço nobre” que não deve servir “para este tipo de eventos”. O Social-democrata criticou ainda a posição do palco, “um palco virado ao contrário”, referiu.

Em resposta, André Matias pediu que a Bancada Social-democrata apresenta-se alternativas ao local atual da realização das Festas. Quanto ao palco, Teresa Sobrinho explica que a posição do palco teve como objetivo “promover o convívio entre os sampedrenses”, uma vez que permitia que as pessoas pudessem estar “todas reunidas naquele espaço”.Redação Gazeta da Beira

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