Fábrica de resinas pode reabrir em Figueiredo de Alva

• Texto de Fernando Morgado

A antiga fábrica da resina situada em Figueiredo de Alva, concelho de S. Pedro do Sul pode reabrir novamente para esta actividade da resina, pois há um empresário interessado no negócio. A fábrica fechou portas na década de 90 quando o preço da matéria-prima caiu. O investimento poderá reativar esta actividade que caiu em desuso nos últimos anos e, por conseguinte, deixou de haver resineiros e os pinhais para o efeito foram abandonados. Este novo projecto está orçado em 5 milhões de euros e vai ser candidato este ano ao quadro comunitário de apoio. A ideia vai ser financiada por dinheiros comunitários e, possivelmente a fábrica estará a laborar no ano de 2018 e prevê-se uma criação de 30 postos de trabalho e mais cerca de 20 na altura da safra da resina. Naquela zona é todo o comércio que lucra, comércio em geral, industria e restaurantes com a presença da fábrica e o distrito tem condições ideais e a matéria-prima necessária para desenvolver a actividade numa área enorme de pinhal. Toda a zona florestal de S. Pedro do Sul e Castro Daire o potencial da resina deve ultrapassar as dez mil toneladas de resina por ano. O produto tratado na fábrica terá como destino o mercado externo, pois a nossa resina é boa e para o nosso mercado tem interesse para produtos de cosmética e indústria alimentar e é usada para fazer diluentes, colas, pastilhas elásticas, tintas e para ambientadores de automóveis. Este investimento terá ainda um impacto ecológico muito importante e neste momento há um abandono completo da floresta e os proprietários não ligam aos seus pinhais, desconhecendo o valor que os mesmos têm. Estando a ser explorados os proprietários passam a ter mais rendimentos, a estar mais cuidados e isso é muito bom para evitar os incêndios.

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