Entrevista a Miguel António Henriques Rodrigues

Inspetor da Polícia judiciária (na situação de aposentado)

 

Durante muitos anos, considerei ter a melhor profissão do mundo: ajudar a Justiça a combater a criminalidade, com o risco até da própria vida, é certo, defendendo os valores que nos permitem viver sadiamente em sociedade

 

Ficha Biográfica

Nome: Miguel António Henriques Rodrigues

Idade: 69

Onde vive: Bordonhos, São Pedro do Sul

Profissão: Inspetor da Polícia judiciária (na situação de aposentado).

Livro: O Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa.

Música: Everybody Hurts, dos REM, não só pela sua belíssima melodia, mas pela mensagem

de ânimo, quando nos sentimos em baixo, que a própria letra nos transmite.

Destino de sonho: Grécia, pelo fascínio que sempre nutri pelos históricos e grandes

pensadores da humanidade, baluartes indefetíveis da nossa atual civilização.

Personalidade que admira: sinceramente, não me ocorre ninguém em concreto, mas sim a

personalidade de todos aqueles que trabalham em prol dos outros, muitas vezes com o

risco da própria vida, sem que para isso sejam devidamente compensados ou sequer

reconhecidos. Esses, sim, é que eu considero verdadeiros heróis nacionais, merecedores de

público reconhecimento.

 

Muito obrigada Dr. Miguel Henriques Rodrigues, por mostrar disponibilidade para esta entrevista da rubrica “Gente Que Ousa Fazer”.

Paula Jorge (PJ) – Comecemos pelo princípio. Pode descrever o seu percurso académico e o profissional?

Miguel Rodrigues (MR) – Ora bem, comecemos, então, pelo princípio, como soe dizer-se.

Concluí o ensino primário com dez anos incompletos e estava predestinado para seguir a carreira dos pais, na agricultura, uma tradição, aliás, ancestral, com a exceção de um bisavô que havia sido bufarinheiro, andando de terra em terra, tipo almocreve, com as suas mulas, comercializando diversos tipos de mercadorias. Quatro anos mais tarde, e porque, entretanto, tinha aberto um posto da telescola, na freguesia de Vila Maior, a instâncias dum tio meu, para fazer companhia a um filho que tinha acabado de sair da escola primária, os meus pais, embora um pouco contra a sua vontade, pois, para além de contarem os tostões também contavam comigo para colaborar nos trabalhos agrícolas, lá consentiram que eu voltasse aos bancos da escola. Dois anos após, e uma vez concluído o ciclo preparatório, voltaram a reclamar a minha força de trabalho, na agricultura. Era o filho mais velho, já com 16 anos, logo, o mais útil. Recordo que, naquele tempo, o conceito de utilidade estava intrinsecamente associado à procriação. Numa agricultura de subsistência, onde o dinheiro escasseava e se sobrevivia basicamente à custa do que na terra se produzia, os filhos eram tidos como imprescindíveis para ajudar os progenitores nos trabalhos árduos que um tal modo de vida implicava. Porém, sempre me mostrei refratário a viver naquelas condições, pelo que, depois de muito suplicar para que me deixassem prosseguir os estudos, apesar das alegações de não haver dinheiro, prometi ser bom aluno e candidatar-me a uma bolsa de estudo, no sentido de reduzir ao mínimo o meu peso no orçamento familiar.

Ousei, então, matricular-me no Externato S. Tomás de Aquino, aqui em S. Pedro do Sul, estabelecimento que frequentei sempre com bom aproveitamento – quadro de honra permanente – até ao, à época, designado 1.º ano do curso complementar dos liceus, hoje, 10.º ano. Só que, entretanto, chegara a idade de ir para a tropa e, para grande desgosto meu, lá tive de interromper os estudos, tendo-me sido permitido frequentar apenas o 1.º período letivo. Estávamos em janeiro de 1974. Em abril de 1976, se não estou em erro, já concluído o serviço militar, abriu uma época extraordinária de exames, a que se podiam candidatar indivíduos não matriculados. Ousei propor-me a exame a 4 disciplinas (Francês, Inglês, Introdução à Política e História) das 6 que integravam o já referido curso complementar, tendo obtido aprovação nelas todas. Ficaram a faltar 2 (Filosofia e Português), para concluir o curso e ter acesso ao respetivo diploma.

Uns 5 ou 6 anos mais tarde, já trabalhava e residia no Porto, resolvi “fazer” essas 2 disciplinas em falta. Para o efeito, inscrevi-me num colégio privado, em Vila Nova de Gaia, frequentando aulas pós-laborais. Submetido a exame às mesmas na Escola Secundária Almeida Garrett, em Vila Nova de Gaia, onde à época residia, “passei” nas provas escritas, ficando dispensado das orais. Logo de seguida, matriculei-me no 12.º ano, no mesmo estabelecimento de ensino, ao abrigo do estatuto de trabalhador-estudante. Entretanto, um colega amigo alertou-me para a possibilidade de ingressar na Universidade via exames ad-hoc. Informei-me e, mais uma vez, ousei inscrever-me. Submeti-me às respetivas provas para o curso de Direito, na Universidade de Coimbra e fui admitido. Já nem foi necessário concluir o 12.º ano. Arcando com todas as vicissitudes decorrentes de circunstâncias várias, nomeadamente, de trabalhar, para mais numa profissão que não conhecia horários; de não poder frequentar as aulas, uma vez que residia e trabalhava no Porto e aquelas decorriam em Coimbra; da inexistência de manuais para a generalidade das cadeiras dos 5 anos do curso; de ter uma casa em reconstrução; filhos ainda pequenos a carecer de especiais cuidados; etc., etc., o curso lá se foi fazendo até à sua conclusão com a obtenção do respetivo diploma de licenciatura.

Foi, sem dúvida, uma caminhada penosa rumo à concretização desta ousadia, um velho sonho de infância.

Relativamente ao percurso profissional, pois, ingressei na Polícia Judiciária, por concurso público, graças um primo e grande amigo que, na ocasião, trabalhava nos tribunais, no Porto, e que me sugeriu tal possibilidade. De resto, nunca me passara pela cabeça tal profissão. Recordo que tal acontece num contexto extremamente complicado no que toca ao ingresso na função pública, pois, estávamos em meados de 1976, numa altura em que a avalanche de quadros regressados das ex-colónias ou províncias ultramarinas reclamava colocação, sobrelotando assim as vagas existentes, inclusive como supranumerários.

Imaginarão os estimados leitores o sentimento que assolava todos aqueles jovens que viram o seu percurso de vida interrompido para terem de ir para o ultramar de arma em punho tentar salvaguardar a vida e a segurança de cidadãos nacionais, com o risco das próprias vidas, naquele período conturbado da descolonização, para, depois, no regresso da sua comissão de serviço, serem ignorados e até preteridos nas suas possibilidades de emprego, em favor dos que foram obrigados a ir proteger. Felizmente que consegui superar todas as provas de candidatura, tendo a Polícia Judiciária, concretamente a Diretoria do Porto, hoje denominada Diretoria do Norte, sido a “minha casa” durante cerca de três décadas, repartidas em duas áreas específicas, a saber: 12 anos na do combate à droga e 18 na da criminalidade económica. Ali percorri todos os 5 escalões da categoria de inspetor, os últimos 5 anos com funções de chefia de brigada, por convite.

Já na situação de pré-aposentado, concretamente, em 2008, frequentei a parte teórica do curso de formação para advogados, no Conselho Regional do Porto da respetiva Ordem.

Uma experiência interessante que me permitiu percecionar o que é estar do outro lado da barricada, passe a expressão, em matéria de Direito Criminal. Para quem passou uma vida a defender objetiva e imparcialmente a justiça, o justo, não é fácil passar a defender o interesse subjetivo do cliente arguido, quando este colide com aquele. Obviamente que, em consciência, me sentiria desconfortável.

PJ – Descreva-nos como se iniciou no mundo das letras.

MR – Os meus primeiros escritos públicos tiveram lugar no antigo periódico são-pedrense

“Tribuna de Lafões”. Durante algum tempo, fui o porta-voz da freguesia de Pinho, para além dum ou outro artigo de tema livre e que a oportunidade me ia sugerindo. Já na Polícia Judiciária, produzi alguns artigos publicados na Revista de Investigação Criminal, editada pela própria instituição. Em 1998, a Polícia Judiciária edita uma antologia de poesia, contos e outras narrativas, sob o título “Um Outro Olhar”, contendo um conto e alguns poemas da minha autoria.

 

PJ – Fale-nos dos seus livros.

MR – A necessidade, em termos de escrita criativa, de me libertar do espartilho em que se traduz todo o formalismo processual penal, com respeito absoluto pela verdade e por uma religiosa fidelidade ao testemunho próprio e alheio, campo em que não há, nem pode/deve haver, margem para a criatividade, ousei, nas horas vagas, evadir-me e dar asas à imaginação. Daí surgiu a minha incursão pelos escritos ficcionais traduzida nos primeiros contos, baseados em factos reais, alguns deles publicados na já citada Revista de Investigação Criminal. Entretanto, já com a chancela de autor MIGUEL HENRIQUES, fui-me aventurando no domínio do romance e daí surgiram os dois já publicados: “E AGORA?”, editado em 2011, pela Papiro Editora e o segundo, “VIOLETAS SELVAGENS”, editado em 2017, pela Mosaico de Palavras Editora.

Pelo meio, viram a luz do dia o livro de poesia “PARA LÁ DAS NUVENS HÁ LUAR” e o de “memórias” “DE LAMEGO AO LUBANGO – memórias dos últimos dias da guerra colonial”, ambos editados pela Mosaico de Palavras Editora, respetivamente em 2015 e 2016. Para além destes ou destas publicações, participei em várias coletâneas juntamente com outros autores.

 

PJ – Esteve ligado a alguns jornais/revistas. Pode contar-nos como foram estas experiências?

MR – Dos primeiros passos no jornal “Tribuna de Lafões”, de que já falei acima, digamos que constituíram o acordar do bichinho da escrita. Aos que foram meus professores de Português o devo, por me terem munido das ferramentas necessárias, permitindo-me aqui realçar o saudoso cónego Isidro Faria, aquando da frequência do externato S. Tomás de Aquino, aqui em São Pedro do Sul, o grande impulsionador do meu batismo naquele jornal, incumbindo-me de escrever uma reportagem da “festa” de finalistas, no final do ano letivo 1972/73. Mais recentemente, entre 2019 e 2022, a convite do diretor do jornal “A Voz de Ermesinde”, produzi três dezenas de artigos sob o tema “A Guerra Colonial Portuguesa”, mensalmente ali publicados.

 

PJ – Descreva-nos também a sua “paixão” pela parte criminal/investigação.

MR – Falar de paixão pela investigação criminal parece-me soar a um pouco excessivo. Gosto, sim, parece adequar-se mais à forma como encarei a profissão, durante a maior parte do tempo em que desempenhei funções. Lembro que me pré-aposentei no início do ano de 2007. Como já disse, nunca sonhei ingressar em qualquer corpo ou instituição policial, muito menos na PJ. Porém, em boa hora aconteceu. Durante muitos anos, considerei ter a melhor profissão do mundo: ajudar a Justiça a combater a criminalidade, com o risco até da própria vida, é certo, defendendo os valores que nos permitem viver sadiamente em sociedade e bem assim os direitos afetados por terceiros das pessoas humanas e coletivas que me punham nas mãos esse poder/dever. Embora tal implicasse uma disponibilidade total para o serviço, tinha o aliciante de não me ver permanentemente confinado a um gabinete, amarrado a uma secretária. O crime ocorre em todo o espaço territorial do país, logo, se o “caso” que tivesse em mãos se conexionasse com uma qualquer comarca, ainda que distante da sede do local de trabalho, lá tinha de ir, o que me permitia viajar e conhecer novas terras e novas gentes. E, sem dúvida, o contacto direto com todo o tipo de pessoas, de todos os estratos socioculturais, foi para mim uma experiência extremamente enriquecedora, ainda que isso, por vezes, custasse inevitavelmente o assumir um pouco as dores alheias. Depois, com o decorrer dos anos, vendo frustradas algumas das legítimas expetativas de carreira, perante injustas “ultrapassagens pela direita”, algum desencanto começa a aflorar.

É natural! Mas é nessa altura que há que lançar um forte apelo à nossa consciência e assumir que a sociedade, para a pacificação da sua inevitável conflitualidade, espera de nós a resolução dos seus problemas. E é para isso que nos paga, e nos investiu desse poder/dever, nada tendo a ver com questiúnculas ou injustiças internas.

 

PJ – Na sua opinião, como se encontra a cultura nos nossos ambientes mais rurais e também ao nível nacional?

MR – Sinceramente, não me sinto à vontade para me pronunciar sobre isso. É que o paradigma educacional atual nada tem a ver com aquele em que eu fui criado e educado. Na altura, tínhamos de decorar quase tudo: a tabuada, os rios nacionais e seus afluentes, as linhas férreas, os sistemas montanhosos, as dinastias, respetivos monarcas e seus feitos, etc., etc., sem sequer se imaginar onde é que tudo isso ficava ou, sequer, muitas vezes, o que significava. Mas éramos completamente analfabetos em informática, que nem existia, parcos em matéria de línguas estrangeiras… Agora, com a facilidade que há no acesso a calculadoras, computadores, já não é necessário saber a tabuada de cor ou fazer cálculo mental e praticamente toda a informação nos entra pela casa adentro, estando ao alcance dum clique ou dum qualquer comando de TV. A informática, por exemplo, veio incrementar enormemente o conhecimento da língua inglesa. O acesso a séries e filmes, idem.

Lamentavelmente, e ao que me é dado observar, não sei se por incúria de quem a fala e/ou escreve, se por ignorância, a Língua Portuguesa é que tem vindo a ser drasticamente maltratada, com particular ênfase na comunicação social escrita e falada.

Logo, as áreas de conhecimento parece terem dado uma grande volta, pelo que se uns sabem mais disto, outros sabem mais daquilo, pelo que me sinto incapaz de chegar a uma conclusão.

 

PJ – Nasceu em Pinho e esteve muitos anos distante de Lafões. O que o fez voltar às origens?

MR – Para quem nasceu e foi criado num meio calmo, sossegado, apesar de austero, de gente sã, fruindo de tudo o que de bom a natureza nos oferece, quer à custa do nosso trabalho quer gratuitamente, é natural que a esse meio queira regressar, recuperar essas sensações, rever velhos amigos. A vida nas grandes cidades, por vezes, soa a autênticas selvas de betão: ninguém se conhece, as pessoas atropelam-se umas às outras, é a poluição atmosférica, sonora, o stress nas filas de trânsito…

À medida que avançamos na idade, o que queremos é sossego, fruir da vida e do pouco tempo que provavelmente nos resta o máximo de prazer que ela nos possa proporcionar.

Sentir os aromas de outrora, os sons dos insetos e das aves no campo… tudo isto me trouxe de volta.

 

PJ – Muitas histórias terá guardadas durante todo o seu percurso de vida. Quer partilhar connosco uma das histórias que mais o marcou?

MR – Sim, tenho várias e que até deram origem a outros tantos contos, alguns deles já publicados. E fá-lo-ia com todo o gosto, se para tal houvesse espaço nesta entrevista, já que se me afigura manifestamente impossível fazê-lo por poucas palavras.

 

PJ – Quer falar-nos de alguns projetos em que esteja envolvido e que ainda não tenhamos falado?

MR – Neste momento, não tenho em curso, qualquer projeto na área da escrita. Parado, sim, tenho um novo romance que iniciei há já alguns anos; a eventual compilação dos contos dispersos ainda que já publicados em coletâneas várias; e uma hipotética publicação em livro do trabalho que acima referi publicado no jornal “A Voz de Ermesinde” sobre a guerra colonial, já que, sem despudor e eventual melindre para alguns, nele dei a conhecer um conjunto de histórias por detrás da História oficial que nos foi ensinada, relativa ao relacionamento dos Portugueses com as populações autóctones nos territórios africanos por nós colonizados, desde a nossa chegada ali, nos finais do séc. XV, até às respetivas independências, no último quartel do século passado. Porém, como a publicação de qualquer livro para autores pouco ou nada conhecidos, como é o meu caso, implica custos substanciais – pois as editoras não gostam de correr grandes riscos –, acaba por se traduzir num hobby demasiado dispendioso, especialmente para alguém que apenas vive da sua pensão de aposentação, toda a vontade esmorece e ou a criatividade fenece ou os projetos simplesmente não passam disso mesmo.

 

PJ – Para além de tudo o que já foi referido, que outras paixões nutre, que o completam

enquanto pessoa?

MR – Gosto também de música. Aos 10 anos, durante o inverno, após o jantar (ceia), o meu pai mandou-me aprender música para casa dum vizinho, o saudoso Sr. José Figueiredo, que então fazia parte da Banda Aliança Pinho-Vila Maior. Por lá andei, creio que uns nove anos, tendo tocado trompa e trombone. Entretanto, em 2020, com o confinamento a que nos obrigou a pandemia covid-19, resolvi adquirir um saxofone alto, já que sempre o tive como o meu instrumento favorito, mas que nunca tinha aprendido a tocar. Lá fui aprendendo sozinho com recurso à internet e a vídeos ali publicados, pelo que, sempre que o estado psicológico devido às contingências da vida pessoal e familiar o permitem, com ele me vou divertindo. De resto, um bom ambiente familiar, boa vizinhança, alguns amigos, tudo contribui para a minha realização pessoal e social.

 

PJ – Apenas numa palavra, pode descrever-se?

MR – Hedonista, rigoroso e disciplinado. Hedonista, porque a idade já não permite adiar tudo aquilo que me possa proporcionar prazer. Como não sou crente, a vida é o que se vive neste mundo, logo, na minha ótica, ou se aproveita ou se perde. Rigoroso e disciplinado, porque só assim nos conseguimos aproximar da perfeição e merecer o respeito de todos aqueles com quem convivemos.

 

PJ – Para fechar esta entrevista, o que me diz o seu coração?

MR – Diz-me que, ao regressar ao seio materno, a nossa Lafões, tendo encontrado um espaço para viver que considero paradisíaco, bem próximo da natureza e de todos os seus aliciantes, acordar com o canto dos estorninhos, dos corvos, dos melros, etc.; voltar a ouvir o canto dos grilos, o piar da coruja nas noites amenas, após quase meio século a ouvir gaivotas e rolas turcas; o zumbido dos insetos; o colorido das serras e dos campos e seus aromas; o reencontro com velhos conhecidos e amigos… enfim, tudo isto me deixa a grata sensação de ter atingido o meu Olimpo.

 

PJ – Quero, em meu nome pessoal e em nome da Gazeta da Beira, dizer-lhe que foi uma enorme honra, Dr. Miguel Henriques Rodrigues! Desejo-lhe a continuação de um excelente ano de 2023 e MUITO OBRIGADA! – Peço-lhe que deixe uma mensagem breve a todos os

nossos leitores.

MR – Eu é que agradeço a honra deste convite, retribuindo, com amizade, os votos formulados. Aos nossos leitores direi que, na vida, praticamente tudo se rege pelo princípio da oportunidade, logo, a felicidade, enquanto fim último que todos almejamos, não espera; ou se aproveita, ou se perde, e continuaremos a lamentar-nos por nos sentirmos uns eternos infelizes. Para isso há que trabalhar séria e honestamente, pois, sem isso, nada nos vem parar à mão e só assim conseguiremos, em tudo o que depender de nós, alcançar os nossos objetivos.

Ah! Já agora, ler mais, ousemos informarmo-nos cada vez mais, pois quanto mais e melhor conhecimento do mundo obtivermos, mais confortáveis nele nos sentiremos.

16/03/2023


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