Entrevista a Maria Ester Vargas de Almeida e Silva

“Gente Que Ousa Fazer” • Paula Jorge

A rubrica “Gente Que Ousa Fazer“ será assente numa entrevista a alguém que tenha algo válido no seu percurso de vida. Gente que sabe o que quer e, acima de tudo, que luta por aquilo que quer. As entrevistas serão sempre encaminhadas de forma a mostrar o lado melhor que há em cada um de nós e, dentro do possível, ousar surpreender o leitor. Serão entrevistas com a marca das nossas gentes, da região Viseu Dão Lafões, de todos os quadrantes e faixas etárias. Vamos a isso!

 

 • Paula Jorge

 

Ficha Biográfica

Nome: Maria Ester Vargas de Almeida e Silva

Idade: 65 anos

Profissão: Professora, exercendo neste momento funções como Adida Social na Embaixada de Portugal em Berna.

Livro preferido:  A pergunta mais difícil que alguma vez me fizeram… São tantos…

Destino de sonho: Qualquer sítio onde haja Paz.

Personalidade que admira: Outra pergunta difícil… depende das áreas. Felizmente tem havido, ao longo da História, personalidades que se têm distinguido.

 

Muito obrigada, Dra. Ester Vargas, por mostrar disponibilidade para esta entrevista da rubrica “Gente Que Ousa Fazer”.

Comecemos pelo princípio.

Paula Jorge (PJ) – Pode descrever o seu percurso académico?

Maria Ester Vargas de Almeida e Silva (EV) – – Nasci e estudei em Lisboa, onde vivia com a minha família: pais e irmãos. Depois de ter concluído a escolaridade primária, como na altura se designava, frequentei o Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho, bem no centro da cidade e que era, então, um dos maiores liceus da capital, com cerca de 2000 alunas. Na altura ainda não havia co-educação. Apesar de não termos um regime democrático no país, era uma escola de referência, sobretudo pela qualidade do corpo docente, obviamente totalmente feminino e posso afirmar que os sete anos que aí passei muito contribuíram para a construção da minha personalidade. Havia a preocupação de proporcionar um ensino muito exigente  e rigoroso, mas também eram disponibilizadas muitas actividades desportivas, conferências, algumas com personalidades  internacionais, como seja o caso de Raoul Follereau, que dedicou a sua vida à  questão da lepra e que tive o privilégio de conhecer nessa altura, palestras, filmes,  sensibilização para a música com o Maestro José Atalaia,  aulas de culinária, enfim… uma panóplia de actividades  que nos davam abrangente da vida e da sociedade, tanto quanto era permitido nessa altura.

Tive a sorte de, paralelamente, frequentar a Alliance Française, o British Council e o Goethe Institut, o que levou a que, apesar de ter  o dia sempre preenchido e para além da aprendizagem da língua em questão, me ía inteirando de outras realidades, de outras formas de pensar  e de ver o mundo.

Concluído o Ensino Secundário, ingressei na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, para frequentar o Curso de Germânicas.  A Revolução de Abril ocorreu no final do meu primeiro ano de Faculdade e, como tal, posso testemunhar a diferença do que era estudar antes e o que foi depois.

Mais tarde, ainda fiz a parte curricular do Curso de Mestrado em Estudos Ingleses, na mesma Faculdade, mas os afazeres da vida não permitiram a conclusão da tese em tempo útil.

 

PJ – No seguimento do percurso académico, fale-nos do seu percurso profissional.

EV – Comecei a leccionar muito cedo, logo após ter concluído o Bacharelato, tendo concluído a Licenciatura como aluna voluntária, estando já a trabalhar na Escola Secundária de S. Pedro do Sul. Isso aconteceu em Janeiro de 1977 e devo dizer que vir para S. Pedro do Sul, sem ser para passar férias, foi uma experiência marcante, por vários motivos. A satisfação de estar num lugar que conhecia desde a infância, uma vez que a minha família paterna é oriunda de Oliveira do Sul, aliada ao desejo de contribuir para melhorar o mundo, partilhando aquilo que sabia com os meus alunos, alguns dos quais eram da minha idade, rematando com a boa interacção que se foi estabelecendo com todos, alunos, colegas, funcionários e as muitas pessoas que, entretanto, fui conhecendo. E tudo foi tão positivo, que decidi ficar na terra que tão bem me acolheu e que considero minha. Tanto que, quando alguém me pergunta de onde sou, digo logo que sou de S. Pedro. Só depois caio em mim e verifico que a resposta é imprecisa. Mas considero que todas as pessoas transportam em si as raízes que vão criando nos lugares onde vão vivendo e por onde vão passando.

Fiz o meu estágio profissional em Viseu, na escola Secundária de Alves Martins e depois regressei à sempre “minha” Escola Secundária de S. Pedro do Sul, a cujo quadro pertenço.

A vida é feita de momentos e de oportunidades que importa aproveitar, e em 1986 passei a exercer funções na Escola Superior de Educação de Viseu, integrada no respectivo Instituto Politécnico, como Docente Orientadora de Estágio de Professores de Inglês e Alemão, do Ensino Básico e Secundário, leccionando a cadeira de Didáctica das Línguas Estrangeiras. Fui continuando a ser requisitada pelo IPV à minha escola de origem e acabei por leccionar outras disciplinas, entre as quais Alemão, Inglês, Espanhol, Literatura Inglesa, Literatura para a Infância de Expressão Inglesa, para além de Cursos de Formação de Professores, em Viseu, na escola referida, e também na Escola Superior de Gestão e Turismo de Lamego.

Durante dois anos, fui igualmente Docente Convidada pelo Centro Regional de Viseu da Universidade Católica, no momento em que se introduziu a disciplina de Alemão nos Cursos de Licenciatura desse Centro Regional.

Para além disso, fui Formadora do IEFP, nas disciplinas relacionadas com a minha especialização.

PJ – Tem então no seu currículo: docente do Quadro do Agrupamento de Escolas de S. Pedro do Sul, professora convidada pelo Centro de Viseu pela Universidade Católica, docente requisitada pela Escola Superior de Educação de Viseu. O ensino faz parte da sua vida. Pode descrever-nos como se revê nesta faceta?

EV – Ser professora foi o meu grande desejo de infância, que a vida me ajudou a concretizar. É assim que me vejo e é assim que me defino. Ser Professor é partilhar o que sabemos e aquilo que somos com outras pessoas, todas diferentes, que temos de aprender a conhecer e perceber, de modo a criar a empatia necessária para que o trabalho possa ter resultados positivos. Ser professor é um enriquecimento constante, pois muito se aprende com os alunos, também.  Ser Professor é comunicar com um grupo de pessoas que têm todas a sua história de vida (e ás vezes tão difícil), sonhos, medos, tristezas acumuladas (apesar da juventude) e tentar chegar ao equilíbrio num emaranhado de personalidades distintas e, por vezes, antagónicas. Mas é aí que está o desafio que qualquer Professor tem de enfrentar. Não basta saber muito relativamente à sua área científica, elemento fundamental como é óbvio, mas importa que o docente consiga interagir com os outros, numa perspectiva de responsabilização e respeito mútuos.  Se se atingir esse patamar, temos não só alunos, mas amigos, alguns dos quais para a vida. Nesse aspecto, sinto-me muito feliz por poder contar, ainda hoje, com a amizade de muitos alunos que fui conhecendo ao longo de tantos anos, sentindo um enorme orgulho do percurso que muitos seguiram, sabendo-os gente de Bem.

 

PJ – Foi membro da Comissão Restrita da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco de S. Pedro do Sul. Que realidade foi esta que encontrou há uns anos atrás?

EV – A actividade que refere, foi, por assim dizer, um prolongamento do meu diálogo com os outros que vinha a estabelecer em contexto escolar. Foi uma fase de muita reflexão e aprendizagem sobre o ser humano, em facetas que muitas vezes passam despercebidas. As pessoas são como as cebolas: a sua mente é composta por diversas camadas e ainda que externamente pareçam estar sãs, na camada mais profunda há problemas, raivas, traumas escondidos, por vezes de difícil descodificação mas que é fundamental analisar. Foi duro, por vezes, porque há pessoas com vidas difíceis e habituei-me a dizer, desde então, que há crianças e jovens que são verdadeiros heróis, se analisarmos  o contexto difícil em que vivem. Mas é importante referir, que, fazendo um trabalho de articulação e acompanhamento aturado a algumas famílias que permitem a intervenção da CPCJ, é muito reconfortante assistir à evolução positiva que se vai gerando e á reorganização familiar que leva á redução e mesmo eliminação do risco.

Considero que as CPCJ desempenham um papel muito importante na sociedade e que, seria desejável que o maior número possível de pessoas se envolvessem nesta questão, pois o bem estar das crianças e dos jovens é responsabilidade da Família, mas também de toda uma comunidade.

PJ – Fale-nos da sua passagem como Deputada da Assembleia da República pelo círculo de Viseu.

EV – Há um momento para tudo na vida e também a mim me calhou essa honra. Como é do conhecimento geral, sempre tive uma participação política a nível autárquico, principalmente porque entendo que TODOS (e essa foi uma das conquistas positivas de Abril) temos o direito e o dever de contribuir para que a sociedade em que vivemos possa ser melhor e se esbatam as assimetrias. E isto, enquanto cidadãos, não me refiro exclusivamente à política partidária. Houve alguém que me marcou e que influenciou grandemente a minha opção partidária. Falo do Dr. Francisco Sá Carneiro, que ainda conheci. Quando surgiu a hipótese de integrar a lista de deputados à Assembleia da Republica, aceitei, claro, imbuída de um espírito que sempre norteou a minha participação política: servir o país, mandatada pelo voto dos meus concidadãos.  Foi uma altura muito difícil, talvez a pior de todas para se exercer essas funções, uma vez que, dada a situação caótica em que o país caíu e que exigiu a dependência de ajuda externa (quem não se lembra da famosa TROIKA?), havia todo um caderno de encargos que era imposto e tinha de ser cumprido. E em tempo de “vacas magras” as medidas populares não abundam.

A minha passagem pela Assembleia da República foi um grande momento de aprendizagem, não apenas por ter trabalhado com pessoas, mesmo de outros partidos, com quem muito aprendi, mas por perceber a dificuldade e a “cabeça fria” que é preciso ter, em momentos em que parece não haver saída ou se há, ela não é exactamente aquilo que gostaríamos que fosse.

Foram 4 anos de trabalho muito intenso, apesar de ser comum ouvir dizer que os deputados nada fazem, mas muito enriquecedor, sempre num espírito de missão que, em meu entender, deve nortear o trabalho político.

 

PJ – Neste momento, a Dra. Ester Vargas é Adida Social na Embaixada de Portugal em Berna. Como foi que este convite surgiu e quais a funções que desempenha com este cargo?

EV – A minha entrada nas lides diplomáticas advém do facto de existir uma vaga para Adido Social na Embaixada de Berna, na Suíça, e estava a ser difícil  preenchê-la, pois era preciso que a pessoa dominasse a língua alemã, para além de ouras competências. Foi outro desafio e aqui tenho estado, a desempenhar essas funções. A comunidade portuguesa na Suíça é muito grande (cerca de 267 mil pessoas) e este país não é fácil, não apenas pela diversidade linguística, mas também pela sua organização administrativa (cantonal), que levam a que este país seja um mosaico de regulamentos diversos, sob o “chapéu” do Governo Federal, que define as linhas-mestras. Assim, o que acontece num cantão suíço, não é o mesmo que noutros (ex.: impostos, obtenção de nacionalidade, regime laboral, etc). É natural que surjam muitas dúvidas nos nossos compatriotas, muitos problemas sociais que obrigam, muitas vezes, ao contacto directo com as instituições suíças e é esse apoio que eu tenho vindo a prestar, mantendo o fio condutor da minha vida desde sempre:   interacção com as pessoas e contribuir para melhorar um pouco a sociedade onde estou integrada, ajudando-as a ultrapassarem os constrangimentos que se lhes colocam.

PJ – Sei que há temáticas sobre as quais tem posições muito vincadas, nomeadamente sobre a violência doméstica. Como se posiciona relativamente a estes comportamentos que violam os Direitos Humanos?

EV – A violência doméstica é a maior aberração de qualquer sociedade, porque é um verdadeiro atentado aos Direitos Humanos, que são direitos fundamentais e inquestionáveis. Por isso, entendo que NINGUÉM pode ficar indiferente a esta doença social e todos somos chamados a denunciar situações de que temos conhecimento e a ajudar as vítimas, sejam elas homens, mulheres, crianças ou idosos. Acontecendo no contexto da família atinge todos os seus elementos, directa ou indirectamente, independentemente da forma como essa violência é exercida. O pactuar com o silêncio e o encolher de ombros nunca pode ser a solução.

 

PJ – Enquanto Adida Social na Embaixada de Portugal em Berna, certamente que lida de perto com os nossos emigrantes que lá residem. Como é que eles revivem, no país que os acolhe, as suas tradições, costumes, folclore, gastronomia?

EV – A comunidade portuguesa na Suíça é muito heterogénea (tal como o país) e funciona, por assim dizer, em grupos. O nível etário e o grau de escolaridade definem as nossas comunidades neste país e nem todos reagem da mesma forma. Se os que vieram primeiro, apenas tiveram em mente o regresso a Portugal, para a casa que entretanto, com muito esforço, conseguiram construir, os mais jovens e sobretudo os jovens qualificados que chegaram á Suíça mais recentemente, o sentimento é aproveitar o país, naquilo que ele tem de bom, privilegiar os contactos a nível internacional, tendo Portugal como “pano de fundo” da sua identidade e no seu coração, mas sem a saudade exacerbada, patente nas gerações mais idosas. Claro está que um cidadão português nunca esquece a gastronomia do seu país e são já muitos os exemplos bem sucedidos de restaurantes que servem comida portuguesa e que são frequentados por pessoas de outras nacionalidades. No entanto, é no âmbito das associações portuguesas que parte da comunidade portuguesa aqui residente convive, faz as suas festas, com o intuito de manter bem vivas as tradições de Portugal.

Os professores de Língua Portuguesa fazem um excelente trabalho de divulgação da História e da Cultura Portuguesas, muitas vezes em parceria com as Associações de pais e Encarregados de Educação.

PJ – Há uns anos foi Sub Diretora do nosso Jornal Gazeta da Beira. Como foi esta passagem por este Jornal Regional?

EV – Foi com muita honra que aceitei o convite do Dr. Carlos Matias e que entrei neste projecto. Com ele troquei muitas impressões e tive longas conversas sobre temáticas locais e regionais à época. O Dr. Matias foi sempre uma pessoa frontal, com uma ampla visão do mundo e da sociedade, que considerou o Jornal Gazeta da Beira como sendo um espaço de liberdade.

As muitas tarefas que tinha levaram-me a optar pela não continuidade, pois não podia corresponder às exigências do cargo.

Mas tenho um carinho muito especial pela “Gazeta”, pois a minha viagem pela vida também passou por lá. Além disso a comunicação local e regional desempenha um papel muito importante e é pena que muitas publicações não consigam manter-se. A vida mudou, estamos em plena era digital, mas não há nada que chegue ao folhear e ao dobrar um jornal, que fala da nossa terra, de pessoas que conhecemos e que proporciona momentos de informação, mas, acima de tudo, de prazer.

 

PJ – Quer falar-nos dos seus projetos de vida, ao nível profissional, num futuro próximo?

EV – Tenho cerca de mais um ano de actividade profissional e, ao regressar a Portugal, entrarei num novo ciclo: o da aposentação.  E tenho tanta coisa para fazer, que não sei se vou ter tempo… sempre tive uma vida muito ocupada, a correr de um lado para o outro, mas ao fim de 44 anos de trabalho, chega o tempo de me dedicar àquilo que sempre quis fazer e nunca consegui, de uma forma um pouco mais livre. Não costumo fazer planos a longo prazo, mas naturalmente, o meu futuro passará a ser em S. Pedro do Sul, onde tenho a minha casa e onde está a viver o meu filho, Miguel Vargas. A minha filha, Marta Vargas, tem estado aqui na Suíça e penso que ficará por cá, pois integrou-se muito bem na sua área profissional.  Isso será um pretexto para voltar à Suíça de vez em quando.

 

PJ – Para além de tudo o que faz, que outra paixão nutre, que a completam enquanto pessoa?

EV – A leitura acompanha-me, está entranhada em mim. Tendo um livro, não há solidão e viajamos pelo mundo e aprendemos a conhecer os outros. (Sempre a mesma constante, na minha vida).

Quase pelos mesmos motivos, a música. E também as viagens, desde que permitam conhecer os naturais desses países e/ou locais. Não gosto de viagens programadas para turistas. Gosto de chegar a um local e seguir pelas ruelas, para “sentir” o país e sobretudo, a sua alma: o povo. Mas o que gosto mesmo muito é de estar com familiares e amigos, com as pessoas. E isso foi notório, nos momentos de confinamento a que todos estivemos obrigados. O resto tínhamos, mas a presença das pessoas é fundamental no nosso bem-estar.

 

PJ – Imagine a sua vida sem a componente da política e do ensino, como seria?

EV – Difícil imaginar… política, em sentido lato, é construir algo. O ensino é, igualmente, uma construção.  As duas situações, Com e Para as pessoas. Sem pessoas não há vida. Logo, sem estas duas componentes, a minha vida não seria…

 

PJ – Apenas numa palavra, pode descrever-se?

EV – Sociável.

 

PJ – Para fechar esta entrevista, o que me diz o seu coração?

EV – Por muitos problemas que haja, muitas decepções e tormentas que tenhamos de enfrentar, a vida é um privilégio e basta olhar à nossa volta, reparar, por exemplo, na pequena flor silvestre que encontramos pelo caminho, para nos sentirmos bem. Mas a verdadeira felicidade, eterna utopia humana, encontra-se nos momentos em que olhamos para os outros e percebemos que podemos fazer alguma coisa para ajudar.

 

PJ – Quero, em meu nome pessoal e em nome da Gazeta da Beira, dizer-lhe que foi uma enorme honra, Dra. Ester Vargas! Desejo-lhe a continuação de um excelente trabalho e MUITO OBRIGADA!

Peço-lhe que deixe uma mensagem breve a todos os nossos leitores.

EV – Eu é que agradeço a sua gentileza. Aos leitores da “Gazeta da Beira”, pedir-lhes que não deixem de ler o Jornal, pois qualquer publicação – livro, jornal ou revista, só tem sentido se houver leitores.

Estar informado é fundamental para percebermos o que se passa à nossa volta e para desenvolvermos a nossa capacidade de intervenção. Um cidadão bem informado não é manipulável e consegue defender-se de outra forma.

Vivemos tempos difíceis, causados por uma pandemia e isso exige de todos nós um grande esforço de adaptação e de resiliência, pois as consequências podem ser muito graves para algumas famílias.

Que haja solidariedade e respeito por todos aqueles que estão numa situação mais frágil. Com esperança no futuro, ainda que em moldes diferentes, vamos conseguir. Um abraço, com muita amizade e… Até Breve.

“Depois de tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos sempre a começar… A certeza de que é preciso continuar… A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar. Por isso devemos: fazer da interrupção um caminho novo… Da queda, um passo de dança… Do medo, uma escada… Do sonho, uma ponte… Da procura, um encontro.”

Fernando Pessoa.

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