Entrevista a Dário Filipe Gomes

Educador Social

“A minha missão principal prende-se com criar um ambiente harmonioso que potencie a promoção do sucesso educativo junto de todos os alunos, reconhecendo que este sucesso depende não só do aluno, mas também de todo o seu contexto social, económico, cultural e principalmente familiar.”

 

Olá! Estarei convosco para responder a mais um desafio. Espero não vos desiludir.

A rubrica “Gente Que Ousa Fazer “será assente numa entrevista a alguém que tenha algo válido no seu percurso de vida. Gente que sabe o que quer e, acima de tudo, que luta por aquilo que quer. As entrevistas serão sempre encaminhadas de forma a mostrar o lado melhor que há em cada um de nós e, dentro do possível, ousar surpreender o leitor. Serão entrevistas com a marca das nossas gentes, da região Viseu Dão Lafões, de todos os quadrantes e faixas etárias. Vamos a isso!

Ficha Biográfica

Nome: Dário Filipe Gomes

Idade: 33 anos

Profissão: Educador Social

Livro preferido: Verónika Decide Morrer (Paulo Coelho)

Destino de sonho: África

Personalidade que admira: Obama

 

• Paula Jorge

Muito obrigada, Dário Gomes, por mostrar disponibilidade para esta entrevista da rubrica “Gente Que Ousa Fazer”

Paula Jorge (PJ) – Comecemos pelo princípio. Pode descrever o seu percurso académico e o profissional?

Dário Gomes (DG) – Antes demais, eu é que agradeço a oportunidade de ser entrevistado por uma pessoa que admiro, não só profissionalmente, mas também pela pessoa que é e pelo tanto que dá às pessoas que a rodeiam. Sou natural de uma pequena aldeia chamada Pardieiros que se situa num dos limites do concelho de Carregal do Sal, foi aí que fiz a educação primária, onde tive o privilégio de ter excelentes professoras, que me transmitiram não só conteúdos académicos significativos, mas também valores fundamentais que me têm acompanhado ao longo da minha formação pessoal e profissional. E, talvez por isso, ainda hoje defendo afincadamente que os professores/as do 1.º ciclo têm a missão mais importante no sistema educativo, já que eles são a base da construção dos nossos alunos. O 2.º e 3.º ciclo foram realizados em escolas diferentes e considero que foi um percurso normal. Na verdade, nunca fui um aluno de excelência, mas também nunca o quis ser, para mim, o importante era mergulhar na descoberta daquilo que me desafiava, procurando apenas respostas para os assuntos que me interessavam. Iniciei o ensino secundário na área das Humanidades na Escola Secundária de Canas de Senhorim, movido já na altura, pelo desejo de prosseguir estudos nas áreas relacionadas com as letras (docência, trabalho social, advocacia, jornalismo). Mas, alguns episódios de incompatibilidade com o professor de história, fizeram-me mudar de curso e encontrar o meu caminho na Escola Secundária do Carregal do Sal, acabando por terminar o ensino secundário na área da Economia. Conto, este episódio, para que também possamos refletir sobre o impacto que os professores podem ter na vida dos alunos, tendo em conta, que no meu caso, mudei de escola e de área. No fundo, foi uma mudança bastante positiva, já que voltei a reencontrar os meus antigos amigos e a economia acabou por dar respostas às minhas necessidades da altura.

Dadas as dificuldades económicas, acabei por não seguir estudos, no momento, tendo começado a trabalhar num café, contudo, o meu contacto com o mundo trabalho tinha sido iniciado há bastante tempo, desde os 12 anos, que trabalhei em feiras e festas populares num pavilhão de farturas. Se na altura, eu considerava que não tinha tempo para ser um jovem “normal”, hoje, eu agradeço toda essa experiência tão precoce, ela permitiu-me conhecer o mundo e reconhecer a importância do esforço e do valor do dinheiro. Lembro-me a felicidade que senti quando recebi o meu primeiro ordenado, peguei no dinheiro e fui diretamente ao supermercado mais próximo e comprei muitas coisas boas para levar para casa. Essa memória acompanha-me ao longo da vida e por isso referi-la como um marco importante naquilo que sou hoje.

Mas voltemos a falar do que importa, cheguei à Licenciatura em Educação Social, através do apoio de uma Psicóloga (a quem eu agradeço incondicionalmente a forma como mudou a minha vida) que me fez perceber que eu poderia ter um objetivo na vida e se realmente, eu quisesse fazer um curso superior, não haveria obstáculos que eu não conseguisse superar. A partir daí, foi uma sucessão de acontecimentos positivos que transformaram completamente a minha vida, costumo dizer por brincadeira que a Escola Superior de Educação de Viseu foi a minha casa mãe. Conheci pessoas inspiradoras, fiz amigos para a vida, conheci as minhas potencialidades, criei objetivos, desafiei-me e encontrei o meu lugar no mundo.

Durante o términus da minha licenciatura até à atualidade, estive integrado em equipas de Rendimento Social de Inserção, passei pelo Contrato Local de Desenvolvimento Social nas Obras Sociais de Viseu, estive cerca de três anos numa associação juvenil – Adamastor em Viseu (da qual ainda faço parte em regime de voluntariado e desenvolvo trabalho no projeto Futebol de Rua, que prevê o desenvolvimento de competências pessoais e sociais de jovens e/ou adultos em situação de risco, através do desporto). E mais recentemente, cheguei ao Agrupamento de Escolas de Santa Cruz da Trapa.

Ao longo desta caminhada, estive sempre ligado à restauração, tendo passado pela Capuchinha do Rossio, Pastelaria Wolf, Taste Caffe e Mac Donald´s, entre outros. Por brincadeira, costumo dizer que eu sou o resultado dos lugares por onde passei, por isso mencionar as minhas experiências profissionais, é reconhecer que em todos os locais eu deixei um pouco de mim e trouxe um pouco de cada experiência.

Para além destas experiências, o voluntariado também esteve sempre presente ao longo dos anos, através dele, eu conheci realidades, construí pontes, potencializei sonhos e ganhei competências, que de outra forma não tinha conseguido.

 

PJ – Fale-nos da sua missão enquanto Educador Social no Agrupamento de Escolas de Santa Cruz da Trapa.

DG– De facto, antes de falar da minha missão no AESCT, gostava de falar da família que encontrei nesta escola, já que a nossa missão num determinado contexto, depende indubitavelmente, das condições desse mesmo contexto. Um profissional, por si só, é apenas mais um profissional, mas quando inserido num contexto aberto, dinâmico e proativo como é o caso do AESCT, a sua missão torna-se uma forma de estar na vida, logo, o seu trabalho acaba por ter um impacto diferente. Fui contratado ao abrigo de um programa específico criado pelo governo para dar respostas às necessidades atuais da escola, nomeadamente o PNPSE – Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, através da apresentação de Planos de Desenvolvimento Pessoal, Social e Comunitário, com vista na promoção do sucesso e inclusão de todos os alunos. Deste modo, e sendo a educação social uma área nova na escola, comecei o meu trabalho em conhecer o que já era feito e a partir daí tracei o meu caminho, numa lógica de acrescentar valor ao que já era feito, isto é, trouxe para dentro da escola, aquilo que era a minha experiência pessoal e profissional, que tem resultado numa experiência fantástica, já que todos os dias são diferentes. Se por um lado, o facto da escola nunca ter tido nenhum profissional da educação social, se torna vantajoso, na medida em que tive a oportunidade de construir de raiz a minha identidade profissional, por outro lado, também tenho uma responsabilidade acrescida. Deste modo a minha missão principal, prende-se com criar um ambiente harmonioso que potencie a promoção do sucesso educativo junto de todos os alunos, reconhecendo que este sucesso depende não só do aluno, mas também de todo o seu contexto social, económico, cultural e principalmente familiar. Reconheço ainda como missão, potencializar os sonhos de cada aluno, isto é, mostrar que existem vários caminhos para a concretização de uma tarefa.

Uma verdadeira escola é aquela que se preocupa com o aluno na sua plenitude, e que para além dos conteúdos, valoriza e promove, a aprendizagem de competências socioemocionais, que são tão ou mais importantes, do que as competências académicas, já que um aluno que não está emocionalmente saudável, dificilmente terá bons resultados escolares.

De forma mais operacional, junto do AESCT e integrado na Equipa do GAAF (Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família), temos vindo a dinamizar um conjunto de ações de sensibilização/formação junto dos pais, do pessoal docente e não docente, com objetivo de serem trabalhadas temáticas importantes que fomentam o sucesso educativo.

O meu papel na escola, passa também por ser um agente de mediação entre todas as partes, facilitando os processos de comunicação, entre todos, criando uma relação de parceria, principalmente entre a escola e as famílias.

Ao considerar as potencialidades das metodologias de projeto uma mais-valia, já que nos permitem, uma intervenção holística junto das turmas, que não se esbate apenas num momento de sensibilização ao acaso, mas sim num trabalho reiterado e continuado, são vários os projetos que tenho vindo a trabalhar e a implementar no seio escolar. Destaco a importância de que cada projeto, já que é realizado com o apoio fundamental de várias pessoas da comunidade educativa (pais, professores, assistentes operacionais, técnicos e elementos da direção), nesta lógica, de que todos somos parte interventiva naquilo que é a missão principal da escola: proporcionar um espaço seguro de aprendizagem aos alunos que lhes potencie o desenvolvimento da criatividade, do sentido critico, a capacidade técnica e até a promoção de valores fundamentais para a vida.

Podendo dar como exemplo, alguns projetos mais expressivos: Escola Alerta, Ghandi, Academia Digital para Pais, Parlamento dos Jovens, Green Cork e mais recentemente, Academia de Líderes Ubuntu.

PJ – Até que ponto será importante o envolvimento das famílias e da comunidade na vida escolar dos alunos?

DG – Bastante importante, não se pode falar em sucesso educativo, sem mencionar o papel das famílias e até da própria comunidade como agentes fundamentais na educação das crianças e jovens. Como nos refere Arendt (2016) “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança. Se pensarmos que a vida em família, a partir do século XX, ganhou uma nova ordenação, pautada por desafios económicos que absorvem a força de trabalho dos pais em período integral, veremos que essa necessidade de envolvimento de toda a comunidade na educação é cada vez mais urgente.” Deste modo, precisamos de todas as pessoas implicadas no processo de educação escolar e social, porque, todos nós somos fruto daquilo que nos rodeia e aprendemos através do exemplo e das relações que vamos estabelecendo ao longo da vida. A literatura e os investigadores nesta área apontam diversos benefícios do envolvimento das famílias na vida escolar dos educandos, o que pressupõe uma comunicação eficaz entre as escolas e as famílias. É necessário que se construam pontes de ligação, e que a escola e a família, trabalhem em equipa, lado a lado, unidos para o cumprimento do mesmo propósito. Quanto mais os pais valorizarem o papel da escola, mais os alunos terão resultados escolares de sucesso.

 

PJ – A aposta na formação para pais tem sido um foco prioritário. Que frutos se pretendem colher destas iniciativas?

DG – Ao longo de vários anos, o AESCT tem vindo a dinamizar iniciativas que fomentam a participação das famílias na escola, ainda assim, reconhece-se que a participação dos pais na nossa escola, ainda fica aquém do esperado. Contudo, estamos em constante avaliação e a tentar perceber o que podemos fazer mais, enquanto escola, para facilitar esta participação mais efetiva. A minha contratação, numa lógica mais macro, está intimamente relacionada com a intervenção junto das famílias. Para além das ações de sensibilização, que já eram realizadas pelo agrupamento. O meu trabalho tem incidido, num acompanhamento mais individualizado e realizado de acordo, com as necessidades especificas de cada agregado familiar. Mais do que falar em formação para pais, eu acredito, que o mais importante é criar relações de confiança entre a escola e as famílias. De facto, a pandemia não nos tem ajudado muito na prossecução deste intento, contudo de forma criativa, temos contornado e desenvolvido algum trabalho que acreditamos que trará benefícios no futuro. Trabalhar com os pais é construir uma escola melhor para todos, é adequar o sistema às necessidades reais, é estar próximo e os resultados serão, inevitavelmente diferentes.

 

PJ – Algumas histórias terá guardadas durante o seu percurso enquanto Educador Social. Quer partilhar connosco uma das histórias que mais o marcou?

DG – Sim de facto, ao longos destes anos de experiência profissional na área da educação social, são várias as memórias e as histórias que me acompanham, algumas mais felizes, outras menos, mas todas elas contribuíram significativamente para a forma como me posiciono e vejo o mundo que me rodeia. Podia falar de uma história mais recente, mas prefiro remeter-me para uma história que aconteceu nos primórdios da minha caminhada profissional. Estava integrado numa equipa de Rendimento Social de Inserção, onde fazia o acompanhamento de famílias e tive a oportunidade de acompanhar um beneficiário que me marcou muito. Arrastado pelos infortúnios da vida, talvez uma rotura num casamento falhado, levou a que o senhor se tornasse um acumulador compulsivo de lixo, facto é que em casa dele não conseguíamos quase passar de uma divisão para a outra, tamanha era a quantidade de lixo que tinha acumulado ao longo de tantos anos. Ao iniciar a intervenção, compreendi que aquele comportamento era uma tentativa de “refúgio” a alguma coisa. Começamos por trabalhar o exterior da casa, impulsionando o senhor a vender a sucata e com esse dinheiro conseguir fazer algumas obras de melhoria no interior da sua habitação. Na segunda visita, levei luvas e sacos do lixo, e começamos pouco a pouco a desconstruir o “puzzle” de lixo que habitava naquela casa. Na altura, as ajudantes de ação direta, não perceberam bem porque é que um Técnico Superior estava a “colocar as mãos na massa”, mas na verdade eu não conseguia ganhar a confiança daquele senhor, se não tivesse trabalhado lado a lado com ele. Pouco a pouco, a habitação começou a ganhar uma nova luz e o senhor começou a ganhar motivação para fazer mais e mais. Esta experiência fez-me perceber, que a qualquer momento, qualquer um de nós se pode ver arrastado para uma situação de fragilidade, e que muitas vezes, apenas precisamos de um “empurrãozinho”, de alguém que não nos julgue, mas que está ali para nos dar a mão e levar-nos para um caminho melhor.

 

PJ – Acredita que a sociedade dá a devida importância ao papel do Educador Social?

DG – Ainda hoje, pensava exatamente nisto. Quando terminei o curso, a educação social era uma profissão quase invisível. Embora tenha uma longa história, a sua existência como licenciatura é relativamente recente. À semelhança de outras áreas, como o serviço social, a psicologia, a animação sociocultural, a gerontologia, a educação social tem construído o seu caminho e o reconhecimento tem vindo a ser gradual, sendo um caminho que tem vindo a ser realizado por tantos colegas que nunca deixaram de acreditar e que trabalham de forma apaixonada, fazendo efetivamente a diferença nos contextos onde se inserem. Exemplo disso, é a nossa integração nas escolas, até 2012, a categoria de Educador Social não fazia parte do concurso nas escolas. Hoje, estou convicto que a educação social já está numa fase de afirmação, mas também reconheço, que ainda existem algumas lacunas do próprio sistema em relação ao trabalho que é realizado pelos profissionais desta área. Acho que conseguimos desconstruir algumas ideias erradas que existiam. Em muitos contextos o educador social estava associado ao desenvolvimento de atividades lúdicas e de animação ou ocupação de tempos livres. Contudo, atualmente e pelo conhecimento que detenho, já que acompanho o trabalho de colegas de norte a sul do país, posso afirmar com convicção, que a educação social está integrada em quase todas as áreas da sociedade (Segurança Social, Hospitais, ONG´S, Associações Juvenis, Escolas, Municípios, Estabelecimentos Prisionais, IPSS´S, entre outras). Não tendo uma opinião efetiva sobre o conhecimento/valorização da sociedade em relação ao papel do educador social, contudo, acredito plenamente, que as pessoas que trabalham diretamente com educadores sociais, reconhecem o seu valor e mais valia do seu trabalho.

 

PJ – Quer falar-nos de algum outro projeto, na área da Educação Social ou de outra área, que esteja para ver a luz do dia?

DG – Tenho vários projetos em “carteira”, sou um sonhador nato, e não imagino a minha vida sem pensar em criar novas coisas. Gosto de me desafiar todos os dias e construir objetivos a médio, longo prazo. Neste sentido, estou a terminar o mestrado em Intervenção Psicossocial com Crianças e Jovens em Risco, e em seguida talvez me aventure na realização de um doutoramento. A par disto, estou a iniciar um projeto com um amigo pessoal, Ruben Amorim, que tal como eu partilha esta paixão pela educação social, pelo que pretendemos escrever um livro sobre o papel da educação social em contexto escolar.

Não sabendo bem para quando, mas que esse desejo me acompanha desde sempre, gostava de ter a possibilidade de fazer um voluntariado de longa duração em África, gostaria de colocar as minhas competências pessoais, sociais e profissionais ao serviço das pessoas.

Como pretendo ter uma vida longa, também ambiciono escrever um livro, mas numa componente mais pessoal. Sou um acumulador de pequenas reflexões que decorrem das interações que estabeleço, das experiências que vivo no dia a dia, das pessoas que conheço e gostaria de deixá-las registadas num livro.

 

PJ – Percebemos que o Dário Gomes nutre uma grande paixão pela escrita. Como surgiu este gosto e que alcance lhe pretende dar?

DG – Considero-me um apaixonado por livros, desde cedo, comecei a devorar histórias, e sentia-me tão livre sempre que mergulhava numa nova história, fascinava-me o cheiro dos livros, a experiência de desfolhar e sentir as emoções que me eram transmitidas pela leitura. E acho que é a partir daqui que nasceu a paixão pela escrita, num determinado momento da minha vida, recorria à escrita, para me refugiar, era quase como uma necessidade e de facto resultava, eu consegui transpor para o papel, os sentimentos, as angústias, os desejos e isso aliviava a tormenta e agitação que absorvia em mim. E comecei a gostar de escrever, porque me ajudava a compreender-me e a compreender o mundo. Adoro esta dinâmica da forma como podemos brincar com as palavras, exprimir ideias, sonhos. Às vezes acho que escrever é uma forma de falar comigo próprio. Talvez seja algo que não se consegue explicar, que apenas se sente. Sou o tipo de pessoa, que anda sempre com o bloco e a caneta atrás, começo a rabiscar algumas coisas de forma natural. Embora cada vez tenha menos tempo para o fazer, é algo que não gostaria de perder.

 

PJ – Para além da escrita, que outras paixões nutre, que o completam enquanto pessoa?

DG – Sou um apaixonado por natureza, apaixono-me facilmente pelas coisas simples da vida. Para além da escrita, sou apaixonado pelas minhas duas filhas, pela força que me dão aquando das minhas fraquezas. Nutro uma paixão especial pelos meus amigos, porque são a minha pedra ancora, nos momentos conturbados. Apaixona-me estar a fazer profissionalmente, exatamente o que gostaria de fazer, isso faz-me querer fazer sempre mais e melhor. Mais recentemente, comecei a gostar de viajar, conhecer novas culturas e a ter experiências que me permitem sair da minha zona de conforto. Sou completamente apaixonado pela vida, pelas pessoas, pelas crianças e embora, nem todos os dias sejam “cor-de-rosa”, acredito que a paixão que me move, torna-me uma pessoa mais leve.

 

PJ – Apenas numa palavra, pode descrever-se?

DG – Paixão.

 

PJ – Para fechar esta entrevista, o que me diz o seu coração?

DG – Sou um pássaro livre e como tal, quero voar todos os dias, colocando aquilo que sou em tudo o que faço. Gosto de pensar na ideia de que a minha forma de estar na vida pode melhorar o mundo das pessoas que me rodeiam.

 

PJ – Quero, em meu nome pessoal e em nome da Gazeta da Beira, dizer-lhe que foi uma enorme honra, Dário Gomes! Desejo-lhe a continuação de um excelente trabalho e MUITO OBRIGADA! Peço-lhe que deixe uma mensagem breve a todos os nossos leitores.

DG – Tal como digo a todos os jovens com quem tenho tido o prazer de trabalhar, não tenham medo de sonhar e procurem sempre o vosso lugar no mundo. A qualquer momento da nossa vida estamos a tempo de reescrever uma nova versão, independentemente dos obstáculos que possam surgir. A vida é muito curta e não permite ensaios! Sejam felizes e tentem ser a vossa melhor versão, cometendo erros, permitam-se a ser imperfeitos.

16/12/2021


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