Entrevista a Arménio Moreira

“Gente Que Ousa Fazer”
• Paula Jorge
Olá! Estarei convosco para responder a mais um desafio. Espero não vos desiludir.
A rubrica “Gente Que Ousa Fazer” será assente numa entrevista a alguém que tenha algo válido no seu percurso de vida. Gente que sabe o que quer e, acima de tudo, que luta por aquilo que quer. As entrevistas serão sempre encaminhadas de forma a mostrar o lado melhor que há em cada um de nós e, dentro do possível, ousar surpreender o leitor. Serão entrevistas com a marca das nossas gentes, da região Viseu Dão Lafões, de todos os quadrantes e faixas etárias. Vamos a isso!
Ficha Biográfica
Nome: Arménio Moreira
Idade: 44 anos
Profissão: Fotógrafo
Livro preferido: “Como vencer na vida” de Irene C. Kassorla
Destino de sonho: Austrália
Personalidade que admira: Quem me levou para o mundo da fotografia e quem me ensinou muito do que sei (Jorge Figueiral, Agostinho Figueiral e António Rua).
Paula Jorge (PJ) – Muito obrigada, Arménio Moreira, por mostrar disponibilidade para esta entrevista da rubrica “Gente Que Ousa Fazer”. Comecemos pelo princípio.
Há quantos anos se iniciou no mundo da fotografia e como aconteceu?
Arménio Moreira (AM) – Antes de mais, obrigado eu pelo convite. Comecei na fotografia em 1997 e aconteceu de uma forma casual. Tinha sido algo que, até então, nunca me tinha passado pela cabeça. Na altura fui convidado por familiares a entrar neste mundo e aceitei o desafio.
PJ – De forma breve, pode descrever-nos o seu percurso profissional?
AM – Como disse anteriormente, iniciei este percurso em 1997, na cidade de Pombal, onde estive até 2017, altura em que regressei a São Pedro do Sul.
PJ – Qual o tipo de trabalho que mais gosta de fazer, estúdio ou ar livre? Porquê?
AM – Acima de tudo gosto de fotografar, mas, sem dúvida que prefiro fotografar ao ar livre. Em estúdio estamos limitados a um espaço, ao ar livre temos um sem número de cenários ao nosso dispor prontos a desafiarem a nossa imaginação. Adoro fotografar casamentos, batizados, aniversários, pois as pessoas sentem-se especiais nesses dias.

PJ – Fale-nos um pouco de alguns entraves que possam apresentar-se como fatores impeditivos àquilo que um fotógrafo/empresário, ao nível local, pretende fazer.
AM – Penso que nesta área existem poucos impeditivos, embora em meios maiores exista mais procura, principalmente de sessões fotográficas. Hoje em dia, com as redes sociais, o local onde estamos não causa esses entraves.
PJ – Muitas histórias terá guardadas, quer partilhar connosco uma das histórias que mais o marcou no seu percurso profissional?
AM – Em 22 anos tenho muitas histórias, é verdade! Por esse motivo acho que estaria a ser injusto se falasse apenas de uma. Posso dizer que todos os trabalhos que fiz tiveram uma história e espero que continuem a ter.
PJ – Que lições tirou destas experiências?
AM – O que tirei dessas experiências, sendo que umas foram boas, outras menos boas, foi aprendizagem, todas me ensinaram algo.
PJ – O Arménio Moreira tem um percurso profissional de sucesso. Quais são os valores em que acredita para que esse sucesso seja possível?
AM – Obrigado, mas não acho que tenha ainda conseguido um percurso profissional de sucesso, vou fazendo o meu caminho para um dia lá chegar. Esse caminho não é fácil, existem obstáculos, entraves, mas seguindo, focado, esse caminho será feito e é para isso que luto diariamente.

PJ – Acompanha as novas tendências nacionais e internacionais ao nível da fotografia? De que forma?
AM – Tento acompanhar ao máximo. Frequentemente surgem novidades e não podemos ficar para trás, perder o comboio. A melhor forma de o fazer são workshops, formações e principalmente o mundo digital, que diariamente nos leva tudo a casa.
PJ – Tem algum projeto a curto ou a médio prazo que queira partilhar connosco?
AM – Um deles concretizou-se recentemente, um escritório na Incubadora de Empresas para um atendimento personalizado. Um outro, este a médio prazo, será a abertura de um estúdio.
PJ – Que conselhos daria aos nossos leitores que ambicionam fazer carreira no mundo da fotografia
AM – Que não o façam… (risos). Agora mais a sério, se acham que é a profissão que desejam ter, aconselho a lutarem por ela e que estejam preparados para as dificuldades, mas se o querem fazer como hobby ou part-time que sejam justos com quem faz disto profissão.
PJ – Se eu lhe pedisse para escolher alguma personalidade pública nacional para fotografar, diga-me qual escolheria.
AM – Para mim, figura pública é aquela que quer ser fotografada por mim, logo não tenho qualquer objetivo ou obsessão por fotografar seja quem for. As minhas figuras públicas são os meus clientes, quem gosta e procura o meu trabalho.
PJ – Além da fotografia, que outras paixões nutre, que o completam enquanto pessoa?
AM – Tenho duas grandes paixões, uma delas é a fotografia, como disse. A outra é a minha filha.
PJ – Imagine a sua vida sem o mundo da fotografia, como seria?
AM – Atualmente não seria nada fácil viver sem a fotografia. Há 22 anos atrás seria numa qualquer outra profissão, mas sempre com a mesma vontade de ser cada vez melhor e atingir o sucesso.
PJ – Apenas numa palavra, pode descrever-se?
AM – Profissional.
PJ – Para fechar esta entrevista, o que me diz o seu coração?
AM – Apenas que lhe devo agradecer pela oportunidade de me dar a conhecer.
PJ – Quero, em meu nome pessoal e em nome da Gazeta da Beira, dizer-lhe que foi uma enorme honra, Arménio Moreira! Desejo-lhe a continuação de um excelente trabalho e MUITO OBRIGADA!
Peço-lhe que deixe uma mensagem breve a todos os nossos leitores.
AM – Que continuem a acompanhar as notícias da nossa terra através da Gazeta da Beira.
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