Em Foco 825

Papa apelou a uma “trégua pascal” que possa abrir caminho à paz entre a Rússia e a Ucrânia

 

“Que se deponham as armas, que se inicie uma trégua pascal, mas não para recarregar as armas e voltar a combater. Não, uma trégua para chegar à paz, através de uma verdadeira negociação, dispostos mesmo a alguns sacrifícios, pelo bem da população”, declarou, antes da recitação do ângelus com que concluiu a celebração dos Ramos, na Praça de São Pedro, numa referência à tradição cristã dos povos da Rússia e da Ucrânia.

“De facto, que vitória será aquela de plantar uma bandeira sobre um monte de destroços?”, questionou.

Desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, Francisco tem renovado apelos ao fim do conflito e manifestado a disponibilidade da Santa Sé para exercer um papel de mediadora, admitindo inclusive uma visita papal à Ucrânia e um encontro com o patriarca ortodoxo de Moscovo.

Também a Academia Pontifícia das Ciências (APC) divulgou uma declaração contra a guerra na Ucrânia, dirigida antes de tudo aos líderes nacionais, pedindo que tomem a iniciativa de “pôr fim imediatamente” ao conflito e iniciem “uma resolução pacífica” que rejeite o “conflito militar como forma de resolver os litígios”.

Alerta para a necessidade de “formas e meios mais eficazes” para prevenir a propagação de armas nucleares, e afirma que os países com mais armamento nuclear “têm uma obrigação especial” de dar o exemplo na sua redução e de criar um clima que leve à não proliferação.

 

Celebração do Domingo de Ramos em Viseu evocou «cenários de guerra e de morte na Ucrânia»

O bispo de Viseu agradeceu o trabalho de “tantas pessoas” no alívio das “dores do próximo” na Missa do Domingo de Ramos, evocou os “cenários de guerra e de morte na Ucrânia”.

D. António Luciano referiu-se aos “cenários de guerra e de morte na Ucrânia, na Rússia e em tantas partes do mundo, onde a violência, a destruição, o ódio e a vingança abundam e imperam, ceifando milhares devidas humanas” e convidou à vivência da Semana Santa “como um verdadeiro retiro espiritual”. “Lembremos os que morrem sozinhos em suas casas, abandonados pela família, vítimas da guerra, do Covid 19, de doenças incuráveis e súbitas, nos hospitais superlotados, com doenças mentais, ou marginalizados da sociedade”, acrescentou o bispo de Viseu.

14/04/2022


Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *