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No dia do Corpo de Deus, bispo de Viseu lamentou que se esteja a perder «consciência eucarística»

S. António Luciano, bispo de Viseu, presidiu na passada quinta-feira à Missa da solenidade do Corpo de Deus, apresentando a Eucaristia como “sacramento do amor e da caridade fraterna para com todos”.
O responsável eclesiástico considerou que se está a “perder um pouco esta consciência eucarística, deixando de viver um tempo de oração, adoração e contemplação” e referiu que na Igreja diminuem as confissões e a formação cristã, mostrando-se dessa forma preocupado.
“Devemos promover a prática da piedade da adoração eucarística, base eficaz de uma fecunda evangelização e catequese. Temos muitas comunhões, poucas confissões e pouca formação cristã e eclesial”, considerou o prelado que, de seguida, também manifestou desejo pelo aumento das vocações sacerdotais, numa alusão à crise vocacional na igreja que se torna evidente pelo facto de desde 2017 não haver qualquer ordenação de sacerdotes na Diocese de Viseu.
O bispo de Viseu apelou à oração “pelas melhoras do Papa Francisco, pela paz no mundo, pelas crianças que hoje celebram a Primeira Comunhão, pelos jovens em caminho para a Jornada Mundial da Juventude, pelos pobres e pelos doentes, pela santificação das famílias, dos sacerdotes e pelo aumento das vocações sacerdotais”.
Esta solenidade do Corpo e Sangue de Cristo pretende celebrar no calendário católico o 60.º dia após a Páscoa, uma quinta-feira, ligando-se assim à Última Ceia.
Esta festa terá chegado a Portugal nos finais do século XIII e tomou a denominação de Corpo de Deus. O Papa Urbano IV, em 1264, tornou-a obrigatória para a Igreja universal e o Papa João XXII, em 1318, determinou que a celebração fosse celebrada com procissão solene pelas ruas, como manifestação pública de fé em Cristo.
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