Em Foco 801

Evolução recente da mortalidade no contexto da pandemia COVID-19

Semanas 4 e 5 correspondem ao período entre 25 de janeiro e 7 fevereiro de 2021 Gráfico demonstra um crescimento muito elevado entre a média 2015-2019 de óbitos e 2021 em período homólogo (Fonte: INE)

O número de óbitos por COVID-19 no período entre 25 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021, o mais recentemente analisado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), representou, como era expectável, um crescimento muito acentuado relativamente ao mesmo período de anos anteriores, em Portugal.

Segundo o INE, nas primeiras semanas de 2020, o número de óbitos foi, em geral, inferior aos valores médios observados nas semanas homólogas do período 2015-2019. Foi em março de 2020, início da pandemia, contrariamente às tendências passadas, que a mortalidade começou a aumentar, atingindo um primeiro pico entre 30 de março e 5 de abril, para o qual contribuíram, em parte, os óbitos por COVID-19. Novo máximo de óbitos foi atingido em meados de julho.

À medida que se aproximou o final do ano e no início de 2021, este aumento foi, cada vez mais, explicado pelo aumento dos óbitos por COVID-19. Desde a última semana de 2020 (28 de dezembro a 3 de janeiro de 2021), o número de óbitos aumentou de forma continuada até à semana de18 a 24 de janeiro, atingindo nessa semana o maior número de óbitos semanal observado desde o início da pandemia. As medidas para conter o aumento da mortalidade tardaram.

Do total de óbitos registados naquele período, mais de 75% corresponderam a pessoas com idades iguais ou superiores a 75 anos. Contudo, o maior excesso de mortalidade relativamente à média 2015-2019 verificou-se nas pessoas mais idosas: mais 74,1% no grupo 90 ou mais anos e mais 57,3% no grupo 85 a 89 anos; as regiões Norte, Centro e Área Metropolitana de Lisboa concentraram 82,6% dos óbitos; mais de 65% dos óbitos ocorreram em contexto hospitalar.



 

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