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Crise levou a «aumento exponencial» de pedidos de ajuda, segundo a Cáritas de Viseu

A Cáritas Diocesana de Viseu está preocupada com o “aumento exponencial” de atendimentos às famílias fragilizadas, devido à crise social e económica que se agravou em consequência da pandemia.
Carlos Monteiro Marques, que encerrou esta semana um ciclo de cinco anos na presidência da Cáritas de Viseu e é substituído por Felisberto Figueiredo à frente daquela organização católica, referiu que os atendimentos “cresceram mesmo muito” face a janeiro de 2019 ou de 2020, com mais de 80 pessoas atendidas no primeiro mês deste ano.
Com o aumento do desemprego, “as situações ficaram complicadas para muitas famílias e basta que um dos cônjuges caia numa situação de desemprego para desequilibrar o orçamento familiar”, contou.
Carlos Monteiro Marques refere que estas são “situações graves” porque em muitos casos “se não fossem ajudadas, as pessoas não teriam alimentos para esse dia”.
Ao fazer o retrato das pessoas que pedem ajuda, o entrevistado salienta a presença de jovens, sobretudo dos países lusófonos, casais mais novos, muito sujeitos à precariedade laboral, e pessoas idosas.
A situação de crise faz que qualquer despesa suplementar, “como a ida ao médico e novos medicamentos”, afete drasticamente os exíguos orçamentos familiares.
Ao nível das escolas, procura-se ajudar os pais “que estão infetados e não podem recolher as refeições fornecidas”, realizando a Cáritas “esse trabalho”.
Carlos Monteiro Marques fala em “anos difíceis” na presidência da Cáritas de Viseu, primeiro por causa dos incêndios que afetaram, essencialmente, três concelhos – Tondela, Vouzela e Santa Comba Dão – e no último ano devido à pandemia.
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