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Natal: Papa Francisco recorda que também Jesus, com Maria e José, era um migrante fugindo para salvar a sua vida
• Redação
O presépio e a iluminação da árvore de Natal na Praça de São Pedro foram inaugurados no passado domingo e vão permanecer no local até 10 de janeiro, dia em que que encerra o tempo litúrgico do Natal no calendário católico.

Francisco disse que a festa de Natal convida todos a sentirem-se “pequenos, pobres e humildes como os personagens do presépio.”
“Sinal admirável, como começa a Carta sobre o presépio que assinei há um ano em Greccio. Será bom relê-la nestes dias”, recomendou Francisco. Greccio, em Itália, mais conhecido como a Belém franciscana, está localizada na província de Rieti (Lácio) e é onde, na véspera da noite de Natal de 1223, o frade Francisco de Assis, que pregava contra a riqueza e a opulência, criou o primeiro presépio da história do Cristianismo dando origem à tradição que perdura.
Para além da Árvore de Natal e do Presépio em cerâmica, a escultura de bronze na Praça de S. Pedro, que retrata um barco com um grupo de migrantes e refugiados de diferentes origens geográficas, culturais e étnicas , e de vários épocas históricas, adquiriu neste período natalício uma iluminação particular para “evidenciar o significado profundo do Natal e para recordar que também Jesus, com Maria e José, era um migrante, fugindo para salvar a sua vida”, refere um comunicado do Vaticano.
A obra de arte, em forma de barco, foi inspirada na Carta aos Hebreus, um dos livros do Novo Testamento: ‘Não se esqueçam da hospitalidade; alguns, praticando-a, acolheram anjos sem o saber’.
Num discurso divulgado pelo Vaticano, o Papa declarou que as crises económicas estão a causar “fome e migrações em massa, enquanto as alterações climáticas aumentam o risco de desastres naturais, penúrias e secas”.
“Hoje, talvez mais do que nunca, o nosso mundo cada vez mais globalizado requer urgentemente um diálogo e uma colaboração sinceros e respeitosos, capazes de unir-nos ao enfrentar as graves ameaças que recaem sobre o nosso planeta e hipotecam o futuro das jovens gerações”, apelou Francisco.
17/12/2020
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