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Bispo de Viseu: «Temos de ser uma Igreja muito solidária, uma Igreja muito fraterna» a propósito da encíclica papal «Fratelli Tutti»

O bispo de Viseu afirmou que é necessário “olhar” para as pessoas doentes e os que foram afetados para a pandemia, mas também os que “ficaram sem trabalho” e enfrentam a crise social.
“Temos de ser uma Igreja muito solidária, uma Igreja muito fraterna, ou somos irmãos ou não somos nada” referiu D. António Luciano.
O responsável católico salientou que a nova encíclica do Papa Francisco “é um instrumento de trabalho” e que “hoje, mais do nunca” é preciso estar ao lado dos que “precisam de ajuda”.
“Quando me encontro com os outros, nunca pergunto se é cristão. Eu fico contente por encontrar o outro, sei que é uma pessoa”, e acrescenta que quando começa a falar com outras pessoas, procura descobrir “afinidades” para “ir mais longe”.
A fraternidade é isto, saber estar com o outro e não olhar aquilo que o outro pensa, deseja ou quer, mas dar-lhe testemunho daquilo que acredito, e se ele conseguir apanhar alguma coisa fico muito contente, fico muito feliz”.
O Papa Francisco assinou na cidade italiana de Assis a encíclica ‘Fratelli Tutti’, a 3 de outubro, tendo dias depois afirmado, em entrevista para um novo documentário cinematográfico, a necessidade de os Estados oferecerem proteção legal para uniões entre pessoas do mesmo sexo.
“As pessoas homossexuais têm direito a estar em família, são filhos de Deus, têm direito a uma família. Não se pode expulsar uma pessoa da sua família ou tornar a vida impossível para ela”, afirmou o Papa Francisco.
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