Em Foco 791
Bispo de Viseu pede mais «cuidadores» para a Saúde Mental que atravessa um momento de grande fragilidade
O bispo da Diocese de Viseu assinalou o Dia Mundial da Saúde Mental, sublinhando a importância de “cuidadores” num momento de fragilidade, provocado pela pandemia da Covid-19.
“Faltam cuidadores na Saúde Mental. Estamos envolvidos num mundo assolado por tão grave pandemia, que nos pede sacrifícios para continuamos a ser pessoas com dignidade própria, com direitos e deveres”, refere D. António Luciano.
O responsável católico convida a refletir sobre o lugar do doente mental na sociedade atual: “A fragilidade afeta a todos e traz-nos medo, insegurança, desânimo, sentimentos de revolta, que podem levar à bipolaridade, à esquizofrenia insustentável, à psicose persistente, ao desejo permanente de morrer, à ausência de alegria, à nostalgia do irreal, à tristeza do ser, à frustração do não alcançado, ao desejo de fuga, à insatisfação num projeto, ao desistir de um sonho pondo em risco a própria vida”, adverte.
Segundo D. António Luciano, existe um risco de agravamento do número de pessoas com doença mental, defendendo a promoção de atitudes de “proximidade e resiliência”.
“Há muitas pessoas em dificuldade, desiludidas da vida, desintegradas e desenraizadas da nossa sociedade, que esperam uma palavra amiga, um gesto, um incentivo e uma motivação”, escreve.
“Queremos despertar na sociedade uma onda de solidariedade e de gratidão, em reconhecimento aos cuidadores abnegados entregues à causa da saúde mental em Portugal”, acrescenta o bispo de Viseu, numa altura em que a Associação Nacional de Cuidadores Informais luta pelo reconhecimento dos direitos destas pessoas que se dedicam a cuidar dos seus, idosos, familiares com deficiência ou com problemas de saúde mental, e se calcula serem cerca de 800 mil em Portugal.
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