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75º aniversário da libertação do campo nazi de Auschwitz-Birkenau - “Nunca mais!”

O Papa Francisco recordou, no Vaticano, o 75.º aniversário da libertação do campo nazi de Auschwitz (27 de janeiro de 1945), símbolo do Holocausto, pedindo que “nunca mais” se repita essa tragédia.

“Esta segunda-feira completa-se o 75.º aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Diante desta enorme tragédia, desta atrocidade, não se pode admitir a indiferença e é imperiosa a memória”, disse, desde a janela do apartamento pontifício.

“Amanhã, somos todos convidados a fazer um momento de oração e de recolhimento, dizendo, cada um no seu coração: nunca mais! Nunca mais!”, apelou.

“O aniversário da crueldade indescritível que a humanidade descobriu há 75 anos é um chamamento a parar, calar e lembrar. Precisamos disso, para não nos tornarmos indiferentes”, declarou, em intervenção divulgada pela Santa Sé.

“Não me canso de condenar todas as formas de antissemitismo”, disse ainda.

Francisco destacou a importância de preservar a memória do Holocausto, para as novas gerações, como forma de “combater todas as formas de antissemitismo, racismo e ódio de minorias”.

Auschwitz-Birkenau era um centro de extermínio em massa, além de também ser um campo de trabalho, em que a indústria alemã, particularmente a IG Farben, empregava deportados “selecionados” para trabalharem como escravos para o esforço de guerra nazi.

Nos finais da 2ª Guerra Mundial, o Exército Vermelho encontrou cerca de 7 mil sobreviventes em Auschwitz, homens e mulheres em condições físicas deploráveis.

Mais de 1,1 milhão de pessoas, na grande maioria judeus, mas também ciganos, foram exterminados nesse imenso complexo de 42 km² construído no sul da Polónia a partir de 1940. O local tornou-se o símbolo do Holocausto.

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