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Papa Francisco na sua quarta viagem ao continente africano
Papa Francisco na sua quarta viagem ao continente africano – Moçambique, Madagáscar e Maurícia – confrontou a pobreza e a corrupção defendendo um novo modelo de desenvolvimento que proteja os mais desfavorecidos e a natureza

Após viagem de seis dias a países marcados pela pobreza ou pela crise climática, iniciada a 4 de Setembro, Francisco condenou o que denominou como “modelo económico idolátrico”, defendendo uma maior proteção dos mais desfavorecidos e da natureza, além de desafiar a Igreja Católica a confiar nos “descartados”, apresentando como exemplo o missionário francês Jacques-Désiré Laval, do século XIX, que dedicou a sua vida aos antigos escravos na Maurícia.
Antes, em Madagáscar, Francisco elogiou a proximidade da Igreja Católica com o povo, desejando que “nunca se afaste” das pessoas que serve e que saiba levantar a sua voz contra “todas as formas de pobreza”
Em Antananarivo, capital da República de Madagáscar, o Papa criticou a corrupção e as desigualdades sociais que provocam situações de “pobreza desumana” no país, onde visitou a ‘Cidade da Amizade’, do projeto humanitário ‘Akamasoa’, iniciativa do padre vicentino Pedro Opeka, que realojou populações de lixeiras a céu aberto.
“Cada recanto destes bairros, cada escola ou dispensário é um cântico de esperança que recusa e faz calar toda a fatalidade. Digamo-lo com força: a pobreza não é uma fatalidade”, sustentou.
O Papa sustentou que só o “espírito de fraternidade” pode superar a miséria, a corrupção e o extremismo”, que ameaçam a dignidade humana e a natureza; junto de cerca de 100 mil jovens, que participaram numa vigília, alertou para ilusões de felicidade e falsos “caminhos fáceis” para a vida.
A viagem começou em Moçambique, numa visita de três dias centrada na necessidade de uma “nova página” na história do país lusófono, que promova uma viragem definitiva para um futuro democrático e de paz.
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