Em Foco 766

INE publicou Anuário Estatístico 2018: somos 10,276 milhões, quase metade vive em cidades, com uma taxa de crescimento migratório positiva e uma taxa de crescimento natural negativa

O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou há dias o Anuário Estatístico de Portugal relativo a 2018, que abrange temáticas como o território, a população, a atividade económica e o Estado.

Nas 159 cidades portuguesas existentes, residiam cerca de 4,5 milhões de indivíduos, o que correspondia a 43,4% do total da população residente em Portugal. A maioria das cidades situava-se nas regiões Norte (54 cidades) e Centro (43), seguindo-se o Alentejo (21 cidades), a Área Metropolitana de Lisboa (17), o Algarve (11) e finalmente as regiões insulares: 7 cidades na Região Autónoma da Madeira e 6 cidades na Região Autónoma dos Açores.

A população residente em Portugal foi estimada em 10 276 617 pessoas, menos 14 410 que em 2017, o que se traduziu numa taxa de crescimento efetivo de -0,14%. A tendência de decréscimo populacional regista-se desde 2010, ainda que atenuada nos dois últimos anos. A desaceleração do decréscimo populacional registada em 2018 resultou do aumento do saldo migratório, a diferença entre imigração e emigração (de 4 886 em 2017 para 11 570 em 2018), já que a diferença entre óbitos e nascimentos, o saldo natural, foi negativo e agravou-se (de -23 432 em 2017 para -25 980 em 2018).

Quanto à estrutura etária da população, verificou-se que em 2018 o número de jovens (0-14 anos) representava 13,7% do total da população residente, o grupo dos 15 aos 24 anos, 10,6%, o grupo dos 25 aos 64 anos, 53,8% e o número de idosos (65 ou mais anos), 21,8%. Esta distribuição concorreu para um índice de envelhecimento de 159,4 pessoas idosas por cada 100 jovens, o que significa um acréscimo de 4,0 pontos percentuais relativamente a 2017.

A esperança de vida à nascença está a aumentar e foi estimada em 80,80 anos, sendo 77,78 anos para os homens e 83,43 anos para as mulheres no período 2016-2018. No espaço de uma década verificou-se um aumento de 2,06 anos de vida para o total da população, 2,29 anos para os homens e 1,62 anos para as mulheres.

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