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Papa afirma que migrantes «são hoje o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada»
Numa Eucaristia com 250 pessoas migrantes e refugiadas, na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco afirmou que os migrantes são “o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada”.
“Os migrantes são, antes de mais nada, pessoas humanas e que, hoje, são o símbolo de todos os descartados da sociedade globalizada”, disse na homilia.
“São pessoas; não se trata apenas de questões sociais ou migratórias”, destacou, repetindo que ‘não se trata apenas de migrantes!’, o tema do 105.º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado (DMMR), que a Igreja Católica vai assinalar a 29 de setembro.
Francisco propôs a imagem da escada de Jacob e explicou que em Jesus Cristo “está assegurada e é acessível a todos a ligação entre a terra e o Céu”, mas esses degraus pedem “empenho, esforço e graça” e os “mais frágeis e vulneráveis devem ser ajudados”.
“Apraz-me pensar que poderíamos ser nós aqueles anjos que sobem e descem, pegando ao colo os pequenos, os coxos, os doentes, os excluídos. Os últimos que, caso contrário, ficariam para trás e veriam apenas as misérias da terra, sem vislumbrar já desde agora algum clarão do Céu”, desenvolveu Francisco.
O Papa agradeceu aos migrantes que, mesmo recém-chegados à Itália, ajudam os “irmãos e irmãs” que chegaram depois: “Quero agradecer-lhes por este estupendo sinal de humanidade, gratidão e solidariedade”.
A 8 de julho de 2013, Francisco evocou o drama dos milhares de migrantes que tentam entrar na Europa e acabam por perder a sua vida no mar Mediterrâneo, numa visita a Lampedusa, ilha italiana a menos de 115 quilómetros da costa da Tunísia que recebeu a primeira viagem do Papa argentino.
“Neste mundo da globalização, caímos na globalização da indiferença. Habituamo-nos ao sofrimento do outro, não nos diz respeito, não nos interessa, não é responsabilidade nossa”, disse na altura o Papa argentino.
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