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Ciclone Idai: «Há muita gente desaparecida», diz secretário-geral da Cáritas em Moçambique

 O secretário-geral da Cáritas de Moçambique disse, em conferência de imprensa realizada esta semana, que ainda há “muita gente desaparecida” após a passagem do ciclone Idai em Moçambique, mas sublinhou que a situação tende a “normalizar-se”, sendo já possível ligar Maputo à cidade da Beira.

“A situação está a normalizar-se, mas em certas zonas continua o processo de resgate”, assinalou Santos Gotine, em ligação desde Moçambique. O risco de epidemias graves é grande, devido, principalmente, à falta de água potável.

O responsável destacou que as famílias procuram “sobreviver e recuperar aquilo que perderam”, perante o risco da fome e de epidemias, como a cólera ou a malária.

Santos Gotine admite que existem zonas que foram “completamente destruídas” e que a distribuição de alimentos e água “ainda é um desafio”, em particular nos centros de acomodação.

O responsável declarou que as vias de acesso a muitas zonas afetadas estão “cortadas” e que os recursos que estão a ser usados por várias organizações para a deslocação de muitos técnicos, “podiam servir para o apoio direto aos irmãos afetados”.

Segundo o balanço mais recente, a passagem do ciclone Idai por Moçambique, Maláui e Zimbabué, na noite de 14 de março, provocou a morte a pelo menos 761 pessoas, 447 das quais em Moçambique.

O governo moçambicano calcula que cerca de 794 mil pessoas foram afetadas pela tempestade, 200 mil estão em centros de acolhimento, e terão ficado destruídas 56500 casas. Segundo as autoridades, há uma dezena de portugueses que ainda não foram localizados.

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