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Francisco/6.º aniversário: Um Papa em busca de respostas radicais para problemas sociais e da Igreja

Francisco/6.º aniversário: Um Papa em busca de respostas radicais para problemas sociais e da Igreja

O Papa Francisco assinalou nesta quarta-feira o sexto aniversário da sua eleição pontifícia, um momento visto como de viragem, em busca de respostas para os problemas sociais e da Igreja que foram identificados desde 2013.

Há menos de um mês, o Papa convocou uma inédita cimeira mundial, com presidentes de conferências episcopais e responsáveis de institutos religiosos, sobre a proteção de menores na Igreja e a crise dos abusos sexuais.

Francisco apelou a uma luta “total” e global perante crise à espera de respostas que superem resistências e receios dos responsáveis católicos; no final de fevereiro, o pontífice proibiu o cardeal George Pell, ex-prefeito da Secretaria para a Economia da Santa Sé, do exercício público do ministério, após este ter sido condenado em primeira instância por um tribunal australiano da acusação de abusos sexuais contra menores.

Face ao crescimento dos nacionalismos e populismos, Francisco tem proposto uma Igreja de “portas abertas”, que compara a um “hospital de campanha”, principalmente preocupada com as periferias sociais, económicas e existenciais.

O Papa tem proposto uma mudança do paradigma económico e financeiro internacional, como tinha deixado bem vincado na exortação ‘Evangelii Gaudium’ ou no seu discurso em Estrasburgo, perante o Parlamento Europeu, em defesa da democracia face ao poder dos mercados.

Com a encíclica ‘Laudato si’, Francisco abriu as fronteiras do seu discurso e colocou a Igreja Católica no movimento mundial para a defesa do ambiente, congregando à sua volta apoios das mais diversas proveniências.

O Papa tem estado próximo dos mais pobres e excluídos, na defesa de uma globalização mais plural, que respeite a identidade de todos e os excluídos, um discurso marcado pela vivência no Sul do mundo.

O primeiro pontífice da América Latina manifestou-se por uma ‘refundação da Europa’, particularmente necessária perante as crises de refugiados e do terrorismo internacional.

O cardeal Jorge Mario Bergoglio foi eleito como sucessor de Bento XVI a 13 de março de 2013, após a renúncia do agora Papa emérito, assumindo o inédito nome de Francisco; é também o primeiro Papa jesuíta na história da Igreja.

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