Em Foco 753
No Dia Mundial da Paz, D. António Luciano, Bispo de Viseu, apelou à partilha e lembrou “os mais abandonados e excluídos da sociedade”
Mensagem do Bispo de Viseu

Na mensagem do Dia Mundial da Paz, assinalado no passado dia 1 de Janeiro, D. António Luciano cita o Papa Francisco ao lembrar “as vulnerabilidades de 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados”, também os doentes, reclusos, “os mais abandonados e excluídos da sociedade” para quem pede a partilha, a solidariedade e o bem-comum.
O Bispo de Viseu lembra ainda a “dignidade do trabalho humano”, garante dos direitos fundamentais da pessoa, e pede que a paz se inicie na casa de cada um.
“Tanta gente marginalizada e explorada, tanta violência, tanta falta de paz, tantas famílias a estender a mão e a reclamar a «Alegria do Evangelho» na partilha, na solidariedade, no bem comum”, escreve o Bispo de Viseu, que apela a que “sejamos construtores de um caminho de paz, no progresso social, no desenvolvimento sustentável para todos, na promoção de uma economia de inclusão”.
Papa Francisco confronta líderes europeus com dever de acolhimento de refugiados
No Dia de Reis, o Papa lançou um apelo aos governos europeus para que acolham os refugiados salvos por dois navios de ONG, no Mediterrâneo, que aguardam autorização para desembarcar.
“Há vários dias, 49 pessoas salvas no Mar Mediterrâneo estão a bordo de dois navios de ONG, à procura de um porto seguro para desembarcar. Dirijo um apelo sentido aos líderes europeus, para que mostrem solidariedade concreta em relação a estas pessoas”, disse Francisco, após a recitação da oração do Ângelus.
“Enquanto nós, católicos, celebrávamos a natividade de Nosso Senhor cujo abrigo foi refutado em seu nascimento, a Europa rejeitou dar refúgio a um grupo de 32 migrantes”, segundo nota divulgada pelo Vaticano.
O Governo português comunicou à Comissão Europeia disponibilidade para acolher até dez pessoas, após o desembarque. Os governos de Malta e de Itália têm-se recusado a autorizar o desembarque dos refugiados.
Em 2018, morreram (e desapareceram) 2262 pessoas no mar Mediterrâneo, enquanto tentavam chegar à Europa, de acordo com os números do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
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