Em Foco 735

Valor dos salários das mulheres ainda é 17% menor do que o dos homens

Comissão Nacional Justiça e Paz alerta para «persistentes assimetrias e desigualdades» entre homens e mulheres

A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), organismo da Igreja Católica, considera que existe um “longo e difícil caminho” até se eliminarem todas as “formas de discriminação” que atingem as mulheres.

“A igualdade, e o consequente combate a todas as formas de discriminação que a impedem, só pode ser conquistada pelo trabalho diário, próximo, consciente de cada realidade pessoal, combatendo a indiferença, devolvendo visibilidade de forma a que ninguém seja deixado para trás”, refere a CNJP em nota enviada à Comunicação Social a propósito do Dia Internacional da Mulher.

No documento intitulado ‘O sentido da vida e o caminho dos povos’, a CNJP alerta para uma realidade que “evidencia persistentes assimetrias e desigualdades” como a “especial vulnerabilidade” de meninas e mulheres face à violência, incluindo a violência doméstica.

O organismo de leigos ligado à Conferência Episcopal Portuguesa denuncia “a remuneração desigual”, com as mulheres a receber “cerca de 17% menos que a dos homens”; as pensões são “cerca de 31% mais baixas”.

“A jornada diária de trabalho (remunerado e não-remunerado) penalizada em cerca de mais de uma hora que a do homem, o difícil acesso aos lugares de decisão nas empresas e na política”, são outros fatores de discriminação numa civilização que consagrou “a igualdade entre homens e mulheres como direito fundamental”.

No Dia Internacional da Mulher, que se assinala a 8 de março, a CNJP reconhece “as conquistas” que se fizeram na “correção das desvantagens estruturais” que gravemente “recaem sobre as mulheres e ferem a sua dignidade”.

“Os Direitos Humanos não são um mero ideal abstrato”, realça a comissão da Igreja Católica, explicando que “são um compromisso de toda uma civilização, de toda uma comunidade” para que a justiça e a paz sejam uma realidade na vida de cada pessoa.

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