Em Foco 727

Catarina Martins esteve em Oliveira de Frades e Vouzela com autarcas, empresários e populações

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, e o deputado Pedro Soares estiveram em Oliveira de Frades e Vouzela, no passado sábado, dia 28, dois dos concelhos do distrito de Viseu mais afetados pelos incêndios dos dias 15 e 16 de outubro.

Catarina Martins e Pedro Soares reuniram com os Presidentes dos Municípios visitados e tiveram um encontro com empresários afetados pelos incêndios na zona industrial de Oliveira de Frades. A delegação do BE, acompanhada pelo Vice-Presidente da Câmara de Vouzela e dirigentes das associações locais da floresta, esteve com a população de Vila Nova de Ventosa, onde faleceram pessoas e várias habitações ficaram destruídas pelos incêndios.

Em declarações aos jornalistas, a líder bloquista defendeu a necessidade de nesta altura apoiar com urgência pessoas e empresas, restabelecer a capacidade produtiva e defender os postos de trabalho. Para Catarina Martins, no Orçamento de Estado para 2018 deve ser aprovado um pacote de medidas eficaz que corresponda às necessidades das regiões afetadas pelos incêndios rurais.

Em Vouzela e Oliveira de Frades estima-se que os incêndios tenham destruído 500 empregos, na indústria, agricultura e no setor florestal. “Para além das questões do apoio de emergência imediata às populações, apoio do mais diverso tipo – apoio social, apoio para a reconstrução das casas, apoio médico, apoio psicológico que é necessário – e para lá das questões de fundo que se colocam – alterar o modelo da proteção civil, alterar o modelo da floresta e da defesa da floresta – há uma enorme preocupação que nós temos, que é manter empregos e capacidade produtiva, nomeadamente no interior do país”, apontou a coordenadora do Bloco de Esquerda.

Por fim, Catarina Martins apelou a que, no âmbito orçamental, se discuta um pacote “que junte os levantamentos, que estão feitos no território, das várias necessidades” e alertou que “a multiplicação de medidas, por bondosas que sejam, mas de uma forma descoordenada, podem não responder às necessidades do país”.

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