Eleições Autárquicas de 2017 em Lafões

Gazeta da Beira entrevista candidatos dos 3 concelhos de Lafões (S. Pedro do Sul / Vouzela / Oliveira de Frades)

Pela primeira vez, há 4 décadas, só três candidatos disputam câmara municipal de S. Pedro do Sul

As eleições autárquicas portuguesas de 2017 serão realizadas a 1 de outubro. Estarão em disputa a eleição de 308 presidentes de câmaras municipais, os seus vereadores e assembleias municipais, bem como as 3.091 assembleias de freguesia, das quais sairão os executivos das juntas de freguesia.

O Concelho de S. Pedro do Sul
São Pedro do Sul é uma cidade no Distrito de Viseu, região Centro e sub-região do Dão-Lafões, com cerca de 3.600 habitantes. É sede de um município com 348,68 km² de área e subdividido em 14 freguesias. Atual Presidente da Câmara Municipal, Vitor Figueiredo

• Vítor Figueiredo recandidata-se à Câmara de S. Pedro do Sul para concretizar obras
O presidente da Câmara de S. Pedro do Sul, Vítor Figueiredo, vai recandidatar-se a um segundo mandato nas próximas eleições autárquicas, pelo PS, por entender que quem lança os projetos deve depois concretizar as obras.
“Qualquer autarca que entre em funções numa Câmara Municipal sabe que os quatro primeiros anos são para começar a preparar projetos”, disse à agência Lusa Vítor Figueiredo, de 57 anos.
O autarca quer assim, num segundo mandato, tentar acabar aquilo que iniciou, até porque “os fundos comunitários vieram todos muito tarde”.
“Neste momento, temos uma série de obras para se iniciarem”, com fundos comunitários aprovados, frisou, exemplificando com os projetos do parque da cidade (1,4 milhões de euros) e das ruínas romanas (1,8 milhões de euros).
Vítor Figueiredo disse ainda ter fundos aprovados para uma nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e seus efluentes (quatro milhões de euros, em conjunto com Vouzela), para redes de saneamento por todo o concelho (cerca de três milhões de euros) e para o novo centro escolar em Vila Maior (400 mil euros).
“Quem lançou todas estas obras e trabalhou para que elas pudessem ser concretizadas teria todo o gosto em as finalizar”, sublinhou.
Nas eleições autárquicas de 2013, Vítor Figueiredo conseguiu roubar a presidência da Câmara de S. Pedro do Sul ao PSD. O PS conquistou quatro mandatos e o PSD três.
O derrotado foi Adriano Azevedo, que tinha sido a escolha do PSD após o impedimento do então presidente, António Carlos Figueiredo, de se recandidatar, devido à lei de limitação de mandatos.
Vítor Figueiredo era então presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro do Sul (desde 1998) e conseguiu convencer o eleitorado da necessidade de mudança para o PS. (in SAPO24 – 11/04/17)

• CDU candidata professor João de Lima Pinheiro à Câmara de S. Pedro do Sul
O professor João Pinheiro é o candidato da CDU à presidência da Câmara de S. Pedro do Sul, assumindo como prioridade a aposta no turismo, caso seja eleito nas autárquicas de 01 de outubro.
“A minha grande bandeira é a aposta no turismo, pois S. Pedro do Sul tem capacidades turísticas ímpares na região de Lafões. Tem um grande centro termal, a serra, rios e tem quase tudo de bom”, sustentou.
Com 63 anos, esta é a terceira vez que o docente do ensino básico concorre à presidência da Câmara de S. Pedro do Sul, depois de ter entrado nas ‘corridas’ autárquicas de 1989 e 1993.
“Candidatei-me porque as pessoas estão um bocadinho afastadas da política e acho que posso contribuir para melhorar a discussão. As pessoas afastaram-se, acham que a política não é nada com elas, mas quanto mais candidatos tivermos melhor é, para discutirmos todo o tipo de questões”, justificou.
No dia em que realizou a apresentação pública da sua candidatura, João Pinheiro revelou ainda que, caso seja eleito, pretende trabalhar para a descentralização de competências das juntas de freguesia e para a despoluição do rio Vouga.
“Entre as minhas prioridades estão também a melhoria do ensino e da saúde, a requalificação de espaços públicos, a reflorestação do concelho e o apoio aos agricultores e ao pequeno comércio”, acrescentou.
O candidato da CDU disse ainda que terá em conta a questão do transporte público entre as freguesias do concelho.
“São tantas as questões importantes, que uma pessoa começa a ver o que está mal e parece uma lista sem fim”, concluiu.

• Independente Daniel Martins é o candidato do PSD em S. Pedro do Sul
O independente Daniel Martins, de 42 anos, é o cabeça-de-lista do PSD à Câmara de S. Pedro do Sul, um concelho onde considera que tem havido “falta de estratégia” nos últimos anos.
“Não há um projeto, uma visão, não existe obra feita, nem previsão de se fazer algo integrado. As coisas vão-se fazendo de uma forma desgarrada, sem um objetivo que seja percetível”, afirmou à agência Lusa o advogado, que neste momento trabalha na Agência para a Modernização Administrativa.
Na sua opinião, o executivo atual, liderado por Vítor Figueiredo (PS), “está a gastar dinheiro”, mas S. Pedro do Sul tem “cada vez menos população, menos capacidade de fixar jovens e menos empresas”.
“Foi essa constatação, aliada à perspetiva de haver pessoas capazes de levar um projeto para a frente, com o apoio do PSD, que me fez avançar”, justificou Daniel Martins, que até ao início do ano era militante do PS e, entre 2009 e 2013, representou este partido na Assembleia Municipal de S. Pedro do Sul.
Na corrida autárquica está também Vítor Figueiredo, que espera conseguir ser eleito para um segundo mandato.
Nas eleições autárquicas de 2013, o PS conseguiu roubar a presidência da Câmara ao PSD, obtendo 49,79% dos votos. O PSD teve 37,71% dos votos.
Na opinião de Daniel Martins, a situação “piorou com o PS, porque durante o tempo em que o executivo foi do PSD havia obra e havia uma estratégia”.
“Algumas opções podiam ser criticadas, eu próprio critiquei algumas durante o tempo em que estive na Assembleia a representar o PS, mas a verdade é que havia uma estratégia”, considerou.
O candidato do PSD defendeu que “não é a fazer festarolas que se leva o concelho para a frente, porque isso são coisas de efeito imediato, não são estruturantes”.
Caso seja eleito, Daniel Martins tem como prioridade “dar uma nova roupagem ao termalismo”, porque “a receita que tem sido utilizada nas termas está esgotada”.
“Temos que conseguir convencer empresários a apostar no projeto das termas, não é estar a endividar a Câmara ainda mais com obras. Há aqui um paradigma que tem que se alterar. Vamos manter o que está, porque continua a ter procura, mas vamos fazer algo mais”, explicou.

João Pinheiro – Candidato pela CDU

Gazeta da Beira (GB) – Tendo em conta a acção do actual executivo, que marcas distintivas pode apresentar que justifiquem a sua candidatura à CM?
João Pinheiro (JP) – As razões que me levaram a aceitar a candidatura à CM prendem-se essencialmente com o desejo que o concelho possa melhorar o seu desenvolvimento, possa sair das quatro paredes do edifício da Câmara Municipal, consiga motivar os munícipes para a participação ativa nas soluções dos problemas, melhorando o funcionamento dos diferentes conselhos municipais e até criando novas áreas de importância estratégica para o município .
Todos os partidos falam da necessidade de participação da sociedade civil, mas depois de eleitos têm esquecido a importância de envolver e comprometer os cidadãos nas principais decisões estratégicas para o município ( educação, desenvolvimento industrial e tipo de indústrias, proteção ambiental, turismo, termalismo, etc.), no exercício pleno de cidadania.

GB – Um dos principais problemas do concelho é demográfico, que consiste na perda de população. Como pensa contrariar esta situação?
JP – A perda de população no concelho vem a verificar-se desde os anos sessenta do século vinte, sendo que se registou uma diminuição de cerca de 33%. As diversas gestões camarárias nunca conseguiram estancar a saída da população porque se têm limitado à gestão pontual do recursos do município, sem terem construído uma estratégia de desenvolvimento que consiga ser integradora das potencialidades e recursos do concelho, tendo tratado das questões do termalismo, turismo , criação de postos de trabalho, saneamento, educação como se eles fossem isolados e não numa perspectiva holística, ou seja um conjunto que necessita de soluções abrangentes e que possam constituir um a unidade coerente.

GB – Como encara a reforma florestal em curso e que impacto poderá ter no concelho? Como a poderá articular com as políticas do município, numa abordagem territorial e de desenvolvimento local?
JP – A nova lei da reforma poderá ser um instrumento importante na gestão da floresta. No entanto, esta lei foi aprovada à pressa e, por si só, não melhora a gestão correta da floresta. Já existe, provavelmente, legislação suficiente. O que era necessário eram meios para cumprir aquilo que já está legislado, para garantir a realização do cadastro; não tem associado o respetivo suporte financeiro; o papel dos baldios e sua gestão; não assegura os meios e os investimento necessários.
A participação das autarquias ficou aquém do que seria desejável, devendo ser transferidas mais competências no que tem a ver com a proteção da floresta contra incêndios.
A autarquia deverá realizar um debate com todos os interessados nessa questão da gestão das florestas, nomeadamente com as Comissões de baldios e com os pequenos proprietários, para prevenir efeitos danosos e prejuízos a estes pequenos proprietários, que podem ver-se expropriados sem a compensação justa.

GB – Indique os três principais desafios que o levam a recandidatar-se.
JP – Os maiores desafios do concelho são a fixação de população, que se realiza através da criação de emprego com uma política de fixação de empresas (não esquecendo o apoio às pequenas e médias, que podem com mais facilidade contrariar a desertificação de algumas das nossas freguesias), desenvolvimento turístico (termalismo, turismo nas zonas serranas, divulgação da nossa gastronomia, conservação e divulgação do património).
O caminho a percorrer é um caminho que não será fácil e exigirá o empenho e participação de todos os sampedrenses.

Daniel Martins – Candidato pelo PSD

Gazeta da Beira (GB) – Após passagem pelo Partido Socialista, onde chegou a ser líder da Comissão Concelhia e autarca, apresenta-se agora a liderar candidatura pelo PSD. O que faltou para não prosseguir com o PS na procura de novos caminhos para o desenvolvimento do concelho? Não teme que os eleitores tenham dificuldade em perceber este caminho de mudança de partido?
Daniel Martins (DM) – Pedindo desde já desculpas pela correcção, mas eu não mudei de partido. Fui militante do Partido Socialista e deixei de o ser quando me apercebi que o concelho de São Pedro do Sul estava nas mãos de pessoas que se mostraram e mostram incapazes de o conduzir a bom porto.
Atualmente, não sou militante de nenhum partido, sendo, sim, apoiado pelo PSD, ou seja, até hoje apenas fui militante de um único partido, pelo que não se pode falar de mudança de partido.
Nas listas que atualmente concorrem à Câmara Municipal, os únicos casos de mudança de partido que tenho presente são os do atual presidente da Câmara Municipal, Vítor Figueiredo, e do vereador Francisco Matos, ambos destacados militantes do PSD e que são, hoje, destacados militantes do PS.
De qualquer das formas devemos estar na política, como em tudo o resto na vida, pelas pessoas e pelos projetos que pretendemos levar a cabo e é isto que os eleitores esperam. Os eleitores sampedrenses são esclarecidos. Eles preocupam-se mais com as pessoas que integram as candidaturas, com as suas competências, com as suas qualidades, com as provas que deram no passado, do que com os partidos. E estão certos, porque é isso que importa.

GB – O que o distingue das anteriores lideranças do PSD? Se ganhar as eleições terá coragem para abrir concurso público internacional para a gestão da Termalistur?
DM – A pergunta parece partir do pressuposto que sou líder do PSD, o que não é verdade, como resulta da questão anterior.
Sem prejuízo disso, diria que a forma como a candidatura que lidero se apresenta ao ato eleitoral do dia 1 de outubro é perceptível pelo método que utilizámos até este momento. Identificámos os problemas do concelho, indicámos quais é que pretendíamos resolver e, por fim, apresentámos um programa com 161 medidas distribuídas por 9 eixos, que são a forma como os vamos resolver.
Temos um projeto para desenvolver o nosso concelho, composto por um conjunto estruturado de medidas e não um rol de promessas desgarradas com intuitos meramente eleitoralistas.
Relativamente à questão da Terma-listur, a primeira decisão que tomarei é pôr fim à gestão que, pela primeira vez na história, conseguiu que as Termas de São Pedro do Sul deixassem de estar no primeiro lugar das mais procuradas, sendo agora apenas as terceiras mais procuradas, com uma quota de mercado de apenas 12%. Para esta decisão não é preciso coragem, apenas cumprir algo que já devia ter sido feito: pôr fim ao descalabro que se vive desde há 3 anos a esta parte.
Quanto ao concurso público internacional, não vejo necessidade de ter de sujeitar as Termas a serem geridas por um espanhol, por um belga ou por um alemão. Vejo, sim, necessidade de se estabelecer objetivos e metas para os futuros gestores da Termalistur que, caso não sejam atingidos, terão por consequência a imediata substituição de tais gestores..
Com objectivos e metas bem definidas e com a associação da consequência da substituição dos gestores caso não os atinjam, jamais voltaremos a viver um momento como aquele que a Termalistur vive neste momento, com resultados que pioram de dia para dia, seja para a própria empresa, seja para os seus trabalhadores, seja para os hoteleiros e demais operadores económicos das Termas, sem que a Câmara Municipal nada faça para inverter a situação.

GB – Um dos principais problemas do concelho é a falta de emprego resultante da iniciativa privada, ou seja, a maior oferta de emprego é da CM e de empresa municipal. Há quem considere que este facto faz diminuir a qualidade da democracia. Que pensa fazer para atrair empresas para o concelho, nomeadamente empresas capazes de oferecer trabalho qualificado?
DM – Antes de mais, permita-me apenas uma pequena correcção: o número de funcionários da Câmara Municipal e da Termalistur representam 9% da população ativa sampedrense, enquanto que os funcionários públicos portugueses representam 12% da população ativa nacional, ou seja, comparando com a situação nacional, São Pedro do Sul está abaixo.
De resto e ao contrário do atual Presidente da Câmara Municipal, não entendo que os funcionários da Câmara Municipal e da Termalistur sejam a mais.
O problema dos funcionários da Câmara Municipal e da Termalistur não é a quantidade, mas sim a forma como são geridos, em clima de constante instabilidade, intimidação e pressão, ou seja, o problema da qualidade da democracia, melhor dizendo, da falta dela, deve-se à gestão imprimida pelo atual executivo camarário.
No entanto, a qualidade da democracia renova-se a cada quatro anos quando existem eleições para as autarquias e, como o voto é secreto, estou certo que os trabalhadores destas instituições não se esquecerão da forma como foram tratados nos últimos quatro anos. É preciso não esquecer que os trabalhadores permanecem sempre para além do fim dos mandatos dos eleitos, pelo que o respeito que lhes é devido é, também por isto, obrigatório, pois eles continuam e nós somos substituídos mais cedo ou mais tarde.
O que pretendo fazer quando for eleito para captar empresas é, desde logo, sair. Sair do meu gabinete e iniciar uma busca ativa de investidores para o concelho. A Câmara Municipal é que tem de ir à procura deles e não o contrário.
São Pedro do Sul não precisa de um presidente da Câmara que passe os seus dias a andar de BMW de um lado para o outro a ver as pequenas obras que faz. Para isso existem funcionários capazes e muito mais habilitados e em quem devemos confiar.
O que São Pedro do Sul precisa é de um Presidente que consiga mostrar as potencialidades do concelho a empresas e investidores, que tenha a capacidade para lhes explicar a sua visão empresarial para o concelho, agregando-a com as virtualidades do turismo, do comércio, da agricultura e do termalismo, pois está tudo ligado.
Em termos de medidas concretas, o nosso programa tem, entre outras previstas, a criação de uma Zona Empresarial Responsável, a criação de um programa de financiamento a micro e pequenas empresas e a criação de efectivo gabinete de apoio ao empreendedorismo para simplificar e clarificar todos os procedimentos de licenciamento de atividades económicas da responsabilidade da autarquia, revendo os regulamentos municipais que contenham regras desnecessárias e burocracia em demasia.
São Pedro do Sul tem de passar a ser um captador de investimento, facilitador daqueles que querem criar postos de trabalho, para assim criar emprego e fixar a nossa população.

GB – Indique os três principais desafios que o levam a recandidatar-se.
DM – Fazer com que as Termas de São Pedro do Sul recuperem o primeiro lugar em termos nacionais, seja no número de aquistas, seja no aproveitamento geotérmico.
Aumentar o número de postos de trabalho através da captação de novas empresas e/ou apoios efetivos às já existentes.
Devolver a dignidade ao concelho, aos sampedrenses, em geral, assegurando-lhes direitos tão básicos como o fornecimento de água ao domicílio ou o saneamento básico, e aos funcionários do município e da Termalistur, em particular.

Vitor Figueiredo – Candidato pelo PS

Gazeta da Beira (GB)– Em dois parágrafos indique as principais metas do seu programa eleitoral, apresentado há 4 anos, que foram atingidas.
Vitor Figueiredo (VF) – Há 4 anos apresentei-me aos Sampedrenses com o compromisso de ser um Presidente de Câmara com uma gestão de proximidade. Ter uma Câmara aberta e disponível, cumprir uma gestão rigorosa e recuperar financeiramente o Municipio. Após 4 anos cumpri todos estes propósitos.
De igual modo propus-me a fazer investimento nas condições básicas de qualidade de vida: água e saneamento foi o meu principal desígnio. Atualmente executámos ou estão em execução 8 milhões de euros de obras nestas áreas.

GB – A consolidação da dívida herdada do anterior executivo deverá ter sido a sua principal “obra” deste mandato. Atingiu esse objetivo? Esta herança do passado impediu-o de avançar nos objectivos de desenvolvimento que tinha para o concelho?
VF – A recuperação financeira do Município fez-se em várias dimensões: na redução da divida consolidada (Câmara mais Termalistur) de 26 milhões de euros para 18 milhões; na redução do prazo médio de pagamentos aos nossos fornecedores; na saída do PAEL que nos limitava na nossa capacidade de gestão…
Como é compreensível, devido a este espartilho financeiro não conseguimos alcançar tão rapidamente os nossos objetivos e muitas das obras que queríamos executar para o desenvolvimento do concelho e bem-estar das nossas populações tiveram de ser adiadas.
Mas conseguimos lançar muitas delas e coloca-las em execução e agora com a situação financeira resolvida muitas mais estamos em condições de desenvolver.

GB – Quanto às Termas de São Pedro do Sul, o que falta para atingir os objectivos com que se apresentou ao eleitorado há 4 anos atrás?
VF – Quando chegámos à Câmara Municipal as Termas de S. Pedro do Sul estavam num processo de declínio total, menos aquistas, em três anos baixaram mais de 4000 clientes, menos 900 mil euros de faturação… Connosco conseguimos inverter esta situação de declínio. Conseguimos voltar aos números de faturação anterior e inverter a tendência de declínio de clientes. Sabemos que o enquadramento económico-financeiro da Termalistur é muito complicado, pois tem aos ombros uma divida colossal e só à banca tem todos os meses de pagar quase 80 mil euros, mas consideramos que estando invertido este ciclo e com a restruturação que fizemos e com a aposta clara e diferenciadora que estamos a fazer das nossas Termas conseguiremos atingir novos objetivos para o nosso termalismo e turismo.

GB – Indique os três principais desafios que o levam a recandidatar-se.
VF – Os meus três principais desafios são a conclusão da rede de saneamento e água no concelho, pois ainda muito há a fazer e deste modo oferecer as condições mínimas de dignidade e vivência aos meus conterrâneos em pleno séc. XXI.
É atrair investimento, criação de riqueza e de emprego, desde logo com o desenvolvimento do Parque empresarial de Pindelo dos Milagres e de um conjunto de medidas de apoio ao investimento e à criação de emprego.
Fazer do nosso concelho um ex libris turístico, onde o turismo aconteça não só nas termas mas que se espalhe por todo o concelho permitindo deste modo criar riqueza em todo o território e fixar as populações.

Cabeças de lista às Assembleias de Freguesia do Concelho de S. Pedro do Sul
Bordonhos: José Luís Morujão (PSD); Artur Cruz (PS)
Carvalhais e Candal: José Carlos Almeida (PSD); Emanuel Pereira (PS)
Figueiredo de Alva: Vítor Loureiro (PS); Mário Oliveira (PSD)
Manhouce: Carlos Laranjeira (PS); Custódio Barbosa (PSD)
Pindelo dos Milagres: António Rolo (PS); João de Carvalho (PSD)
Pinho: António Pereira (PSD); Rui Carvalho (PS)
Santa Cruz da Trapa e São Cristovão de Lafões: Celso Almeida (PS); Luís Filipe Ferreira (PSD)
S. Félix: Martinho Prudêncio (PS); Luis Figueiral (PSD)
S. Martinho das Moitas e Covas do Rio: José Martins (PS); Gil Dias (PSD)
S. Pedro do Sul, Várzea e Baiões: António Cardoso (PSD); João Heitor (PS)
Serrazes: José Fernandes (PSD); Armando Pereira (PS)
Sul: Pedro Maurício (PSD); Luís Barros (PS)
Valadares: Pedro Soares (PSD); Clara Vasconcelos (PS)
Vila Maior: Rogério Pinto (PSD); Paulo Lima (PS)

 

Vouzela quer continuar a “construir o futuro”

O Concelho de Vouzela
Vouzela fica a 30 km de Viseu, a 60 km de Aveiro, a 2 km das Termas de São Pedro do Sul.
É sede de um município com 193,69 km² de área e subdividido em 9 freguesias. O concelho tem origem no antigo concelho de Lafões, juntamente com São Pedro do Sul. Em 1836, Lafões foi repartido entre Vouzela e São Pedro do Sul. Atual Presidente da Câmara Municipal, Rui Ladeira

• CDU candidata chefe de Finanças Eduardo Boloto à Câmara de Vouzela
O chefe de finanças Eduardo Boloto é o candidato da CDU à presidência da Câmara de Vouzela, onde se compromete a implementar um projeto pensado para os próximos 30 a 40 anos, caso seja eleito a 01 de outubro.
“Nestes últimos 43 anos a seguir ao 25 de Abril os presidentes de Vouzela e até de toda a região de Lafões olharam sempre para o voto e não para o desenvolvimento da região. Se for eleito comprometo-me a fazer um projeto para 30 a 40 anos e não projetos para 12 anos ou de quatro em quatro anos”, sustentou.
Em declarações à Lusa, o candidato de 60 anos sublinhou a importância dos concelhos da região Dão Lafões se desenvolverem em conjunto, não olhando apenas para o seu concelho.
“Temos de desenvolver a região de Lafões, com projetos e candidaturas em comum, para daqui a uns anos termos uma região como o Gerês, por exemplo”, acrescentou.
No seu entender, os presidentes das câmaras da região Dão Lafões têm de pensar em conjunto e “desenvolver o que a natureza oferece: a Barragem de Ribeiradio em Oliveira de Frades, as Termas em S. Pedro do Sul e o património natural em Vouzela”.
Esta é a primeira vez que Eduardo Boloto concorre à presidência da Câmara de Vouzela, mas já foi candidato em Oliveira de Frades na década de 90, onde trabalhou 14 anos.
Foi também candidato por duas vezes em S. Pedro do Sul, onde reside e trabalha como chefe de Finanças há seis anos.
Nas autárquicas de 2013, o PSD conseguiu 49,30% dos votos, elegendo quatro mandatos, enquanto que o PS conquistou 38,60% e três mandatos.

• Escriturário António Meneses é o candidato do PS à Câmara de Vouzela
O escriturário António Meneses é o candidato do PS à presidência da Câmara de Vouzela, elegendo como prioridade a fixação de pessoas na vila e em todas as freguesias do concelho, caso seja eleito a 01 de outubro.
De acordo com o candidato socialista de 58 anos, que trabalha na Conservatória Civil e Predial de Vouzela, esta é a segunda vez que concorre à presidência da Câmara, depois de ter ido a votos em 2013.
“As razões desta candidatura não divergem muito das orientações de 2013, no fundo mantém-se as divergências em relação ao projeto político atual que está a ser executado no concelho”, justificou.
À Lusa, António Meneses destacou que terá como grande prioridade, caso seja eleito, promover a fixação de pessoas na vila de Vouzela, mas também em todas as freguesias do concelho, que “estão cada vez mais desertas”.
“Vou ter também uma atenção especial em relação ao aproveitamento da beneficiação das rodovias existentes no concelho, para além da criação de algumas infraestruturas que possibilitem que se aproveitem eficazmente os nós que temos de acesso à A25. O aproveitamento desses nós poderá levar a uma outra projeção do parque de campismo, assim como das belezas naturais, património natural e edificado e até cultural”, destacou.
Nas suas pretensões está também que o Tribunal de Vouzela volte a ser comarca, já que “o atual serviço de proximidade é completamente incompatível até com a posição geográfica do concelho em relação à região de Lafões”.
De acordo com o candidato, o PS apresenta candidaturas “válidas e fortes” a todas as juntas de freguesia do concelho, sendo cabeça de lista à Assembleia Municipal de Vouzela o advogado Simões de Almeida. (in LUSA – 09/08/17)

• PSD, Rui Ladeira recandidata-se
O autarca Vouzelense confirmou a sua recandidatura para dar seguimento aos projetos que tem desenvolvido e continuar a lutar pela sua terra pois quer projetar Vouzela como um concelho da referência na região e no País.
“Rui Ladeira sempre consigo, a construir o futuro”
Desenvolveu, em conjunto com a sua equipa, um trabalho planeado e programado assente em 4 eixos estratégicos: 1) Desenvolvimento Económico; 2) Desenvolvimento Social, Educação e Cultura; 3) Ambiente e Recursos Naturais; 4) Turismo.
O programa eleitoral apresentado foi cumprido! Foi um programa assente na atração de investimento, com o intuito de criar emprego, novas oportunidades e consequentemente bem-estar para a comunidade.
A aposta na valorização da identidade vouzelense e no apoio às coletividades do concelho esteve sempre presente. O autarca investiu na formação e educação das crianças e jovens. Empenhou-se na defesa e promoção dos produtos regionais e do riquíssimo património histórico e ambiental.
Foi realizada uma gestão financeira rigorosa, séria e competente.
O trabalho feito fala por si! E o autarca orgulha-se dos resultados alcançados.
Vouzela está mais forte, mais competitiva e mais coesa!
“A minha recandidatura surge da convicção que temos que continuar este caminho ambicioso de melhorar ainda mais as condições de vida de todos os Vouzelenses. Queremos fazer ainda mais.” Foi a mensagem do candidato e atual presidente da câmara Rui Ladeira

• Independente Paulo Lino Martins concorre em Vouzela com apoio do CDS-PP
O independente Paulo Lino Martins é candidato à presidência da Câmara de Vouzela com o apoio do CDS-PP, elegendo como prioridade a elevação do concelho “ao patamar dos concelhos mais conhecidos e apreciados em Portugal”, caso seja eleito.
Esta é a primeira vez que o advogado, de 46 anos, concorre à presidência da Câmara de Vouzela (distrito de Viseu), definindo-se como um cidadão atento e interveniente, perante o que se passa no país, especialmente em termos de políticas autárquicas.
“A minha experiência provém da minha atividade profissional e do diálogo com autarquias, empresários e investidores, vendo assim a política como uma atividade em que os melhores e mais bem preparados para o exercício das suas funções em nome dos eleitos devem estar e permanecer”, acrescentou.
Em declarações à Lusa, o candidato revelou que tem nas suas prioridades a elevação do concelho de Vouzela, através da “potenciação das qualidades únicas existentes”, nomeadamente “as suas gentes, o riquíssimo património histórico, o elevado interesse e potencial turístico, a diversidade e vasta área florestal, a multiplicidade social e geracional e, basilar a tudo isto, a potenciação empreendedora e empresarial a criar no concelho de Vouzela”.
Caso seja eleito a 01 de outubro, Paulo Lino Martins pretende apostar na criação de uma dinâmica turística uniforme em todo o concelho, alavancada em parcerias com os concelhos vizinhos.
“Estudar e requalificar a vila de Vouzela, tornando-a uma das mais conhecidas vilas da Europa, e estudar, colaborar e requalificar a floresta em conjunto com bombeiros, freguesias e poder central” são outras das suas pretensões.
O candidato propõe ainda promover em cada junta de freguesia um serviço camarário de multibanco diurno, “garantindo o atendimento a todos os eleitores, sobretudo idosos, e permitindo-lhes o acesso à utilização de tecnologias de informação, por forma a garantir a sua inclusão plena na sociedade e assegurando os mesmos privilégios que os utilizadores regulares das tecnologias de informação beneficiam”.
Nas suas prioridades figuram ainda o estudo de modelo de orçamento participativo e a promoção de forma uniforme do investimento em infraestruturas de saneamento básico em todo o concelho.
O executivo de Vouzela é liderado pelo PSD, que tem quatro eleitos, e dois do PS. (in LUSA – 28/07/17)

Eduardo Paiva Boloto – candidato pela CDU

“CDU – A força necessária para um concelho melhor!”
Gazeta da Beira (GB): Tendo em conta a ação do atual executivo, que marcas distintivas pode apresentar que justifiquem a sua candidatura à CM?
Eduardo Paiva Boloto (EPB): A candidatura da CDU é essencial para trazer rigor na gestão, trabalho serio e de proximidade com as freguesias, funcionários municipais, o Estado Central e os agentes económicos, trazer competência nas decisões cruciais para o desenvolvimento sustentado do concelho de Vouzela com audição permanente dos órgãos autárquicos e das populações, honestidade denunciando desvios e ruinosos compromissos, lutando pela criteriosa aplicação de cada cêntimo do dinheiro público. As Câmaras PS/PSD/CDS encontram-se fechadas em si mesmas e ninguém sabe o que realmente se passa lá dentro, para isso é necessário a força da CDU. Deve-se dialogar e ouvir as pessoas sobre as obras prioritárias para o concelho e região. O desenvolvimento deve ser equilibrado e participativo, proceder a uma análise profunda do processo do parque natural de Vouzela – Vouga/Caramulo, promovendo debates com as populações afetadas e ouvindo os proprietários de terrenos incluídos no parque natural. Realizar projetos de grande longevidade e comum aos municípios da região de Lafões, sem colidir com a independência de cada um dos concelhos, as populações têm que voltar a ter confiança na Câmara Municipal para isso, esta, deve ter um discurso transparente.
GB – Um dos principais problemas do concelho é demográfico, que consiste na perda de população, como pensa contrariar esta situação?
EPB – A perda da população deve-se de um problema global e em Portugal os governos sucessivos PS/PSD/CDS venderam o que o capitalismo vem a dizer, que já não há empregos estáveis. Por outro lado se todos nos lembramos a política seguida por Passos Coelho e Paulo Portas, era de convidar os jovens a emigrar e os que cá ficaram têm baixos salários. Entende a CDU que se deve criar regulamentos de apoio à fixação de famílias jovens, criação de postos de trabalho qualificados, regular os transportes escolares de modo a que os passes sejam gratuitos e refeições escolares com comparticipação, rede viária de qualidade entre os lugares e para fora do concelho, por forma, a que haja vontade de viver no concelho. Outra questão importante é travar a saída dos serviços públicos.

GB – Como encara a reforma florestal em curso e que impacto poderá ter no concelho e como poderá articular com as políticas do município numa abordagem territorial e de desenvolvimento local?
EPB – A posição de fundo é que esta reforma florestal não resolve os problemas, que se resumem sobretudo à falta de meios, falta de investimento, falta de recursos humanos, falta de dotações financeiras, para colocar em prática aquilo que há muito já está legislado”.
“Não recusamos a ideia que as leis podem sempre ser melhoradas, mas a ideia de que, por si só, a aprovação destas leis garante a inversão do caminho que tem sido seguido é uma fraude”.
A CDU assume desde o início uma “posição muito crítica” desta reforma, por razões de forma, como a ausência de auscultação de organizações do setor e por razões de conteúdo, considerando “negativas muitas das propostas que incluía e muitas que deixava de fora, nomeadamente a inexistência de uma referência aos baldios”.
Consideramos que foi possível avançar em alguns domínios, como a obrigação de criação até 2019 das 500 equipas de sapadores florestais, criação do corpo de guardas florestais, criação de linhas de financiamento para apoiar o equipamento de máquinas agrícolas com equipas de segurança e “obrigação do Estado realizar por sua iniciativa os procedimentos necessários ao cadastro, dispensado os particulares de suportarem os encargos com todo esse processo.
Apontamos ainda a aprovação de competências de gestão florestal da mancha do eucalipto para o ICNF, “a começar pelas propriedades de maior dimensão, garantindo que não seja permitida a plantação de eucaliptos em zonas de regadio nem em zonas de largas manchas contínuas”, bem como a criação naquele instituto de uma equipa específica para acompanhamento das medidas de defesa contra incêndios.

GB – Indique os três principais desafios que o levam a recandidatar-se.
EPB: * Fiscalizar a atividade da Câmara e lutar pela transparência da gestão autárquica, com uma política de proximidade e de envolvimento com as populações, isto é possível com eleitos da CDU.
* Realização de projetos/candidaturas de grande longevidade e comum aos municípios da Região Lafões sem colidir com a independência de cada um dos concelhos, esta é a melhor forma desenvolver a Região de Lafões e os concelhos que fazem parte.
* A Região de Lafões tem potencialidades ímpares, rios/termas/serras. Com uma política de trabalho, com honestidade e competência, apostarmos no turismo, na requalificação das redes viárias quer internas como para os concelhos vizinhos, em mão de obra de qualidade, no apoio as micros empresas e de cariz familiar, no apoio aos jovens, no travar da saída de serviços públicos, na qualidade do ambiente. Para isso, é necessário discursos diferentes, com o conhecimento e trabalho coletivo que têm as candidaturas da CDU e com a luta das populações é possível.

Paulo Lino Martins

Nota Biográfica
Paulo Lino Martins, Advogado e Diretor Jurídico, 47 anos.
Licenciou-se em direito em 1997 e possui várias especializações na sua área, destacando-se Pós-Graduação em Gestão e Direito de Empresas na Faculdade de Economia, Universidade Nova de Lisboa; Pós-Graduação – Direito dos Valores Mobiliários da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa; Pós-Graduação, pela Faculdade de Direito de Coimbra, em Direito do Ordenamento do Território, do Urbanismo e do Ambiente e Pós-Graduação em Direito da Defesa Nacional, Universidade de Lisboa, Faculdade de Direito, CJP, IE, IDEFF e Instituto de Defesa Nacional.
Além do exercício da prática da Advocacia e consultoria, é também formador e conferencista.
Entre outros cargos, exerceu funções, como técnico no IAPMEI, como Diretor Jurídico no Grupo Martifer entre 2001 e 2013 e na Thales Portugal/Edisoft a partir de 2014.

Gazeta da Beira (GB) – Tendo em conta a acção do actual executivo, que marcas distintivas pode apresentar que justifiquem a sua candidatura à CM?
Paulo Lino Martins (PLM): O modelo de gestão implementado nas últimas quase duas décadas em Vouzela é um modelo ultrapassado pelo realismo dos números do desenvolvimento dos concelhos vizinhos. É tímido na política de atração industrial, falhou na implementação de um plano estratégico para o turismo e no aproveitamento da riqueza a partir do imenso património histórico, turístico e ambiental. O concelho de Vouzela vive centrado sobre si e nesse sentido é um modelo de gestão que nos oferece muitas e boas oportunidades de melhoria a propor aos eleitores de Vouzela. Para explicar a quem não sabe onde é Vouzela, é necessário falar da sua proximidade às termas de S. Pedro do Sul ou a Oliveira de Frades. Daí o lema da nossa campanha para estas eleições; ELEVAR VOUZELA. Vouzela não devia necessitar dessas referências aos vizinhos para ser reconhecida ou relembrada. As propostas do CDS-PP nestas eleições visam tornar Vouzela uma das mais reconhecidas pequenas Vilas da Europa. Os ingredientes para o sucesso existem desde sempre, só que não estão conjugados e muito menos aproveitados de forma eficiente. A geobiodiversidade e a beleza natural, o riquíssimo património, histórico, cultural e a gastronomia, a riqueza social geracional do concelho, a rica mancha florestal, os cursos de água, a capacidade empreendedora local, tudo isto é matéria-prima que garantiria que o Vouzela fosse um dos mais dinâmicos em Portugal. A nossa candidatura visa relembrar a todos os eleitores que não podem desistir de exigir mais e melhor aos executivos que têm governado o concelho nas últimas décadas. A marca distintiva que queremos oferecer aos eleitores de Vouzela é a a evolução da política camarária, errática no que respeita ao turismo, ao desenvolvimento empresarial e à atração de empresas. Propomos que o concelho se estruture na economia turística, florestal e num modelo industrial digital, colaborativo e participativo, em indústrias que apostem na economia circular, renovável, indutoras da descarbonização da economia, valorizando a floresta e o meio ambiente, criando outra entidade local para a atração de jovens empresários e novas empresas. Queremos possibilitar a todas as freguesias saneamento básico e água ao domicilio, possibilitando as mesmas oportunidades sociais de desenvolvimento e de bem estar a todos os habitantes no concelho, garantir mais e melhor mobilidade, seja pelo melhoramento das vias rodoviárias, seja pela aposta no estudo e implementação de outras soluções de transporte.

GB – Um dos principais problemas do concelho é demográfico, que consiste na perda de população, como pensa contrariar esta situação?
PLM – O problema demográfico é um problema europeu, que infelizmente na região de Lafões onde se acentua mais é no concelho de Vouzela. O problema demográfico não consiste apenas na perda de população do concelho para o estrangeiro ou para as cidades, mas igualmente no problema do envelhecimento, com o grande aumento da esperança média de vida. Há uma trajetória inversa da curva de natalidade e da curva de longevidade, acentuando-se esse saldo negativo no nosso concelho. Não existe uma solução milagrosa, mas temos um conjunto de propostas, que passam na sua grande maioria pela criação de medidas no desenvolvimento harmonioso da economia do concelho. O mais importante é começar por proporcionar empregos e estabilidade aos jovens, pois sem possibilidade de adquirirem independência económica e financeira, é certo que em alternativa adiam a constituição de família ou, optam por constituir família fora do concelho ou fora de Portugal. Para lutar contra a baixa natalidade, é nossa proposta que o concelho se estruture e se assuma como um destino turístico, com empresas ligadas á floresta, atraia empreendedores que apostem na economia circular, fortaleça o apoio nos empresários locais e nos que já cá estão, desafiando esses jovens a se fixarem no concelho, tomando partido da criatividade, energia, melhorando assim a competitividade do concelho e rejuvenescendo-o simultaneamente. Por outro lado, é necessário estimular politicas de investimento público nas freguesias que garantam aos jovens que aí residiam as mesmas oportunidades básicas de saúde-pública, mobilidade e comunicações que teriam em se residissem na sede do concelho. A garantia de saneamento básico, água da rede pública, rodovia e telecomunicações eficientes, serviços sociais de apoio (hospitais, cresces, lares) conjugada com uma politica de apoio á reconstrução de casas para jovens que pretendam comprar casa própria e se fixar no concelho ou que queiram comprar casa nova, majorando aqueles que queiram reconstruir onde já existe um aglomerado urbano garantido a consolidação e recuperação urbana seja na sede do concelho seja nas freguesias, serão outras medidas a implementar.

GB – Como encara a reforma florestal em curso e que impacto poderá ter no concelho e como poderá articular com as políticas do município numa abordagem territorial e de desenvolvimento local?
PLM – Uma das principais propostas programáticas do CDS-PP para Vouzela passa pela implementação duma estratégia municipal de economia circular, tendo em atenção a grande mancha florestal, que necessita de ser estudada e requalificada, através do trabalho conjunto com todas as entidades, sobretudo com os bombeiros, as freguesias e o poder central. Da floresta retiramos riqueza, seja nosequestro de carbono, na protecção do solo, na regulação da qualidade da água e do ciclo hídrico, na geobiodiversidade e claro no turismo. A reforma florestal em curso, é uma oportunidade para o concelho de Vouzela nas áreas do: ordenamento do território, no combate aos incêndios mas também no cadastro. O município terá de analisar as politicas que tem em curso e adaptar os seus recursos a uma nova realidade nacional e a um novo quadro legislativo. Deve estar á altura das novas competências e responsabilidades, e definir uma visão de longo prazo. Deve assim aproveitar estas novas medidas para contrariar o despovoamento, vendo como uma oportunidade para a implantação de pequenas e médias explorações que fixem a população às freguesias do concelho, seja na atividade da produção florestal ou agrícola, aproveitando a cada vez maior procura de produtos agrícolas de grande qualidade e natureza biológica. Com esta reforma o município passar a fazer a gestão do seu território, através de alteração ao seu Plano Diretor Municipal, garantindo uma maior autonomia na defesa da sua riqueza florestal, deixando de haver desculpas sobre a impossibilidade de proteção adequada na área concelhia. Por outro lado, os empreendedores terão oportunidades económicas, com a criação de um regime jurídico denominado “unidades de reconhecimento”, onde surgirão novas cooperativas ou empresas, que terão como fim a gestão conjunta dos espaços florestais, promovendo a criação de novos postos de trabalho e impulsionando a economia local. Por outro lado, obrigará o município a ter um papel ainda mais interventivo em conjunto com os bombeiros, sapadores e militares, devendo criar uma área na gestão municipal vocacionada para gerir apenas os assuntos da floresta no concelho, dado o relevo económico esta poderá passar a ocupar na economia local.

GB – Indique os três principais desafios que o levam a recandidatar-se
PLM – A prioridade é a promoção da melhoria de vida e bem-estar das pessoas do concelho, principalmente aquelas vivem longe da sede do concelho, das que já estão reformadas ou necessitam de cuidados permanentes. Iremos promover a melhoria dos apoios sociais ás famílias carenciadas e/ou ás famílias cuidadoras, ás IPSS e Associações, tendo como objetivo imediato, o de minimizar as dificuldades das famílias (especialmente os segmentos infantil e de terceira idade) não apenas no aspecto financeiro, mas também no aspecto social e combater o abandono e o isolamento da população mais idosa do Concelho. Outro desafio é evidenciar que a vila de Vouzela sendo uma das mais lindas de Portugal, lhe seja dada a atenção devida através de uma política concelhia de atração e gestão turística para que esteja “na moda” e se torne num local visitado e desejado por cada vez mais mais turistas de qualidade. Queremos que seja a pequena vila entre as mais belas da Europa, através da valorização do passado cultural, do património, da gastronomia mas também da natureza, potenciando a indústria do turismo através da requalificação da Estrada Romana da vila até à Quinta do Fontelo, tornando-a transitada e visitada bem como a via romana entre Vouzela e as Termas de S. Pedro do Sul à beira do Vouga. Promovendo a requalificação da estrada da Foz para Serrazes e estudar, com o Município de Oliveira de Frades, uma estrada com interesse rural, florestal mas também turístico junto à margem do rio Vouga, da Foz até ao Cunhedo, aplicando soluções de engenharia natural na requalificação das margens do rio Vouga, provendo em conjunto com os empresários que exploram unidades hoteleiras turísticas, a criação de infra-estruturas que atraiam e criem hábitos turísticos no Concelho, como por exemplo, a promoção de acessos a pé, ao longo do rio Alfusqueiro e do ribeiro de Ribamá ou aos pontos de interesse histórico ou paisagístico como o Crasto de Campia, o Crasto de Paços de Vilharigues, a serra da Penoita e da Rocha ou a ainda á reserva botânica de cambarinho. Por ultimo, implementar um modelo de gestão que estimule o crescimento integrado e unitário em todo o concelho, permitindo a todos o acesso à saúde, segurança, qualidade de vida e bem-estar, boas acessibilidades e melhoria das perspetivas do seu futuro, dos seus filhos e netos.

Cabeças de lista às Assembleias de Freguesia do Concelho de Vouzela
Alcofra: Rui Alexandre Teixeira Dias (+Alcofra); João Nuno dos Prazeres Vaz (PS); Celestino de Jesus Vaz (PSD)
Cambra e Carvalhal de Vermilhas: José Carlos Pereirinha Rodrigues (CDU); Artur Pereira; José do Cortinhal (PS); António Ferreira da Silva (PSD)
Campia: Maria Isabel de Almeida (CDU); Joaquim Pereira Couceiro (PS); Carlos Manuel Tavares Duarte (PSD)
Fataunços e Figueiredo das Donas: Isabel Maria Lopes Barbosa (CDU); José António Correia de Almeida (PS); Carlos Alberto Santos Oliveira (PSD)
Fornelo do Monte: Sérgio Luís Rodrigues do Vale (PS); Rui Miguel Correia Pereira (PSD)
Queirã: Susana Carla Marta do Outeiro (PS; Paulo César Mendes Ribeiro (PSD)
São Miguel do Mato: Gilberto Marques do Carmo (PS); Fernando dos Santos Marques (PSD)
Ventosa: Carlos Alberto de Almeida Morais Pereira (CDU); Agostinho Carvalho Trindade Neves (PS); Maria de Fátima Marques Figueiral (PSD)
Vouzela e Paços de Vilharigues: Ana Sofia de Figueiredo Morgado (CDU); António Figueiredo Garcez (PS); Patrício Cristino Soares Sequeira (PSD)

 

Oliveira de Frades, dar continuidade

O Concelho de Oliveira de Frades.
Oliveira de Frades é uma vila portuguesa no Distrito de Viseu, região Centro e sub-região do Dão-Lafões, com cerca de 2 800 habitantes. É sede de um município com 147,45 km² de área e subdividido em 8 freguesias. Oliveira de Frades é a Capital do Frango do Campo. Atual Presidente da Câmara Municipal, Luís Vasconcelos, que está impossibilitado de se recandidatar devido à lei de limitação de mandatos.

Geógrafo Miguel Martins concorre pela CDU em Oliveira de Frades
O geógrafo Miguel Martins é o candidato da CDU à presidência da Câmara de Oliveira de Frades, tendo como principal ambição criar uma ligação mais próxima com os munícipes, caso seja eleito a 01 de outubro. “Não faz sentido que uma câmara municipal esteja de costas voltadas para os seus munícipes. Queremos uma ligação muito mais próxima”, sustentou.
O candidato de 38 anos explicou que esta é a terceira vez que concorre à presidência da Câmara de Oliveira de Frades, tendo ido a votos nas Eleições Autárquicas de 2009 e 2013. No seu entender, a CDU é mesmo “a única força política que, nos últimos quatro a oito anos, tem feito oposição ao executivo camarário”.
“Se formos eleitos temos outros meios que atualmente não possuímos e ter alguém da CDU no executivo seria quase como do dia para a noite”, referiu.
Sobre a sua lista, Miguel Martins revelou que Maria Alice Fernandes será a cabeça de lista à Assembleia Municipal.

• Médico António Cabrita Grade candidato do PS em Oliveira de Frades
O médico António Cabrita Grade, de 62 anos, é o candidato do PS à presidência da Câmara de Oliveira de Frades, na qual pretende criar “um clima de transparência” caso seja eleito nas próximas autárquicas.
“Há que criar um clima de transparência na gestão da Câmara, na sua relação com todos os cidadãos e com aqueles que, de algum modo, são chamados a prestar colaboração”, afirmou o candidato.
António Cabrita Grade contou que se disponibilizou para ser candidato por julgar ter “competência e capacidades” e querer “responder a um dever de cidadania que é participar na gestão das coisas públicas”.
Caso seja eleito nas próximas autárquicas, António Cabrita Grade quer “tentar criar um novo dinamismo industrial e económico em Oliveira de Frades, aproveitando o manancial importante que é a Barragem de Ribeiradio”.
A zona industrial, “que já teve um dinamismo muito grande”, é outra das suas prioridades “.
“Criar acessibilidades, nomeadamente transportes públicos das freguesias para a sede de concelho”, uma área em que o concelho é deficitário, é outras das medidas que pretende tomar se vencer as eleições. (in DN – 28/04/17)

• O Vereador Paulo Antunes é o candidato do PSD à presidência da câmara municipal de Oliveira de Frades
O objetivo segundo os social-democratas, será dar continuidade às “boas escolhas”, que tem permitido desenvolver o concelho.
Estando o atual presidente da câmara, Luís Vasconcelos, impossibilitado de se recandidatar, devido à lei de limitação de mandatos, o PSD decidiu apostar em Paulo Antunes, que é atualmente vereador a tempo inteiro no executivo camarário.
Formado em engenharia civil, Paulo Antunes de 37 anos, começou a trabalhar na câmara municipal de Oliveira de Frades em Janeiro de 2006, quando assumiu funções como chefe de gabinete de Luís Vasconcelos. (in LAFÕES.EU – 02/03/17)

• Paulo Robalo Ferreira é o candidato independente à Câmara de Oliveira de Frades
Paulo Robalo Ferreira, actual presidente da união de freguesias de Oliveira de Frades, Souto de Lafões e Sejães, apresentou-se como candidato independente ao lugar de presidente da câmara de Oliveira de Frades, nestas eleições autárquicas de 01 de Outubro. O anúncio da candidatura, foi feito junto a Anta da Arca, monumento histórico, situado em Paranho de Arca, na união de freguesias de Arca e Varzielas.
Paulo Robalo Ferreira de 46 anos, cumpre atualmente o segundo mandato como presidente de junta de freguesia, mas já há dois anos, que o autarca deu conta publicamente, que não se recandidataria a novo mandato em 2017.
Agora Paulo ferreira, assume-se como o rosto que irá liderar uma candidatura independente no município de Oliveira de Frades.

Miguel Martins – Candidato pela CDU

Miguel Martins (MM): Ao longo destes anos de gestão PSD é evidente a desigualdade entre a vila e as aldeias cada vez mais abandonadas e despovoadas devido ao desinvestimento da Câmara que gasta milhões a embelezar a sede e em obras supérfluas enquanto existem estradas sem segurança, património a degradar-se, munícipes sem água ao domicilio, sem saneamento, e outros a aguardar por caminhos e acessos dignos às suas habitações. Só em Travanca a CDU identificou 7 casas sem acessos pavimentados, enlameados no inverno, sem que haja intervenção da CM e da Junta.
Ao longo dos últimos 8 anos a CDU, mesmo sem eleitos municipais, foi a única oposição à gestão desastrosa e desigual de Luís Vasconcelos, enquanto Paulo Ferreira (ex-PSD) agora no Partido NOS CIDADÃOS, sempre apoiou e o candidato do PS sempre se conformou.

GB: Um dos principais problemas do concelho é demográfico, que consiste na perda de população, como pensa contrariar esta situação?
MM: Tão ou mais problemático que o envelhecimento da população, que é transversal a todo o país, é a distribuição geográfica deste envelhecimento no município. Enquanto a vila continua atrair habitantes as áreas rurais estão cada vez mais despovoadas. Inverter esta tendência passa p. ex. por melhorar estradas e caminhos; aumentar os transportes públicos; expandir a rede de água, saneamento; exigir melhores telecomunicações; travar o encerramento de mais serviços públicos; apoiar a fixação de atividades económicas nas freguesias; apoiar a reabilitação de casas antigas e preservar o património.

GB: Como encara a reforma florestal em curso e que impacto poderá ter no concelho e como poderá articular com as políticas do município numa abordagem territorial e de desenvolvimento local?
MM: As políticas florestais erradas, como p. ex. com a liberalização do plantio do eucalipto pelo governo do PSD/CDS, que ao longo destes anos têm deixado as empresas de celulose ditarem o crescimento insustentável do eucalipto, que é já hoje a maior mancha florestal no concelho e no país. O novo regime de reflorestação recentemente aprovado, não sendo o desejado, resulta de árduas exigências e do tremendo trabalho e luta que as forças que compõem a CDU exerceram na Assembleia da República. Só incentivando a floresta autóctone no país e em O. de Frades é que se fomentará o desenvolvimento e a nossa identidade e o próprio ecossistema.

GB: Indique os três principais desafios que o levam a recandidatar-se.
MM: Os desafios da candidatura da CDU passam pela:
1º- valorização dos dois recursos fundamentais do concelho: o território e as pessoas. Um concelho forte fará uma vila ainda mais forte. Uma vila forte, só por si, faz um concelho fraco e cada vez mais desigual. O modelo seguido pelo PSD/CDS de concentração de recursos e serviços na vila, revelou-se péssimo e insustentável fomentando a especulação imobiliária, as ruínas e o despovoamento das aldeias e o abandono das atividades agro-pecuárias e florestais.
2º- proximidade, participação e envolvimento da população na tomada de decisão evitando obras e gastos desnecessários que não vão de encontro às suas necessidades sendo essencial realizar as reuniões da Câmara em horário pós-laboral, divulgá-las, deslocalizá-las pelas freguesias, alterar o regimento municipal desbloqueando a participação do público e envolver as escolas e estudantes.
3º- forte cooperação com Vouzela e S. Pedro do Sul, respeitando a autonomia de cada município, de forma a perspetivar, rentabilizar e realizar projetos e investimentos conjuntos afirmando e contribuindo para valorizar a região e identidade de Lafões no contexto nacional.

Paulo Antunes – Candidato pelo PSD

Candidato da Coligação PSD/CDS à Presidência da Câmara Municipal de Oliveira de Frades nas próximas eleições do dia 1 de outubro. Casado, pai de duas filhas. Atual Vereador da Câmara Municipal de Oliveira de Frades

Gazeta da Beira (GB) – O facto de ter sido vereador no actual executivo, cujo presidente está a ser alvo de inquéritos por suspeitas de irregularidades, cria-lhe algum tipo constrangimentos na sua candidatura à Câmara Municipal?
Paulo Antunes (PA) – As investigações fazem parte do normal funcionamento das instituições. O que não faz parte do normal funcionamento das investigações é a oportunidade de as fazer em pleno ato eleitoral, da forma que elas aconteceram.
As instituições de garantia da normalidade pública não se devem nem podem imiscuir em atos eleitorais.
De consciência perfeitamente tranquila, não me parece que estas investigações causem constrangimentos à campanha eleitoral até porque o trabalho deste Presidente e deste Executivo está bem visível aos olhos de todos.
Somos dos concelhos que mais evoluíram nos últimos anos.
Somos dos concelhos que melhor gere os dinheiros públicos com visíveis obras ao serviço das populações.
Nos últimos anos crescemos, evoluímos, modernizámo-nos.
O foco da minha candidatura será sempre o desenvolvimento do nosso concelho, a melhoria das condições de vida da nossa população.
Não centraremos as nossas atenções nesses “jogos” de campanha.
As nossas energias estarão centradas no desenvolvimento do nosso concelho.

GB – A sua candidatura será uma candidatura de continuidade? Que marcas poderão os eleitores encontrar para o distinguir da presidência de Luís Vasconcelos, a política, características pessoais ou outras?
PA – A candidatura da equipa que lidero é uma candidatura que se centrará na satisfação das necessidades e dos anseios dos nossos munícipes.
A principal aposta será nas pessoas.
Foi esse o espírito que norteou o desenvolvimento do nosso concelho até aos dias de hoje. Será esse o espírito que a minha equipa colocará em cada ação, em cada medida ou em cada obra feita.
A história não se reescreve. Hoje temos um concelho melhor do que há uns anos atrás. Temos um ponto de partida diferente. Temos uma equipa diferente e temos necessidades diferentes à espera de serem satisfeitas.
Nos próximos anos temos que continuar a apostar na Educação, no Desporto, na melhoria das Acessibilidades, na Indústria, na Avicultura, na Proteção Civil e Segurança, no Ambiente, na Floresta, no Abastecimento de Água e Saneamento, no Turismo, na Cultura, no Associativismo, na Ação Social, no Apoio aos Idosos, na Mobilidade.
As políticas serão as definidas pela equipa agora proposta, o cunho pessoal será o do executivo que será eleito, as medidas serão as constantes no nosso programa, mas os objetivos serão os mesmos: Satisfazer os Anseios e os Objetivos da nossa população incrementado qualidade de vida e tornando o concelho cada vez mais justo, mais solidário e mais competitivo no panorama Regional e Nacional.

GB – A zona industrial, que tem sido o grande motor de desenvolvimento do concelho, tem estado com menor capacidade de atração de investimento. Quem projectos tem a sua candidatura para contrariar esta dinâmica e captar novos investimentos?
PA – O concelho de Oliveira de Frades tem a sua matriz económica e social bem assente em dois pilares fundamentais. A indústria e a avicultura.
Temos conseguido atrair bom investimento muito fruto das adequadas políticas públicas dos nossos políticos e muito por ação dos bons empresários que temos conseguido captar.
Somos o concelho do distrito de Viseu com maior rendimento per capita.
Existem um conjunto de investimentos na nossa zona industrial que foram executados nos últimos anos e que nos permitem encarar o Futuro com otimismo.
Existem, neste momento, algumas unidades fabris a ampliar as suas instalações e outras a implantarem-se.
Nos próximos anos temos que conseguir modernizar e ampliar as zonas industriais que possuímos no concelho captando mais e melhor emprego e gerando mais riqueza.
Acreditamos também que a criação de um polo de empreendedorismo poderá contribuir para a geração de ideias de negócio inovadoras e de estímulo ao aparecimento de novas unidades de produção.
A par destes investimentos, teremos que ser capazes de continuar a promover a avicultura e estimular o turismo, gerando também aí emprego e riqueza.
Esto certo que enquanto a nossa gente continuar a transformar as dificuldades em oportunidades, os nossos empresários continuem a investir e enquanto as pessoas nos derem o seu apoio para desenvolvermos o nosso concelho nunca se deixará de ser um exemplo na Região e no País no que se refere à qualidade de emprego e às condições de Vida.

GB – Indique os três principais desafios que o levam a recandidatar-se.
PA – Os principais desafios que norteiam a candidatura da minha equipa são os de dar uma Educação e um Futuro aos nossos Jovens, o de dar Condições de Trabalho e Vida à nossa população ativa e a de contribuir para o Conforto e Qualidade de Vida dos nossos idosos.
Só estaremos satisfeitos se conseguirmos cumprir estes três desafios.
Só estaremos satisfeitos se a nossa ação política através das mais variadas áreas de atuação municipal for capaz de aproveitar o valor e a qualidade das nossas gentes e contribuir para um Futuro melhor.

António Manuel da Silva Cabrita Grade – Candidato pelo PS

António Manuel da Silva Cabrita Grade Formação Académica: Licenciatura em Medicina pela Universidade de Coimbra Data de nascimento: 20/04/ 1955 Naturalidade: Coimbra
Breve Nota Biográfica:
Casado, residente em Oliveira de Frades, Medico Especialista inscrito no Colégio de Especialidade de Clinica Geral/Medicina Familiar, Coordenador da USF Lafões. Exerceu o cargo de Presidente co Conselho Clinico do ACeS Dao Lafoes II. Exerceu vários mandatos nos órgãos Dirigentes do Distrito Medico de Viseu da Ordem dos Médicos. Curso de Gestão na Administração Publica para Dirigentes (FORGEP 2007 do INA). Curso Avançado para Conselhos Clínicos dos ACES do INA Paces Team. Curso Termalismo da Universidade do Porto, pertenceu as equipes médicas da VMER/INEM do Hospital S Teotónio de Viseu.
Membro da Assembleia Municipal de Coimbra (2 mandatos); Membro da Assembleia Municipal de Oliveira de Frades; Presidente da Concelhia do PS/Oliveira de Frades. Comissão Politica Distrital PS/Viseu.

Gazeta da Beira (GB) – Tendo em conta a Acão do actual executivo, que marcas distintivas pode apresentar que justifiquem a sua candidatura à CM?
António Manuel da Silva Cabrita Grade (AMCG) – O lema desta candidatura do PS de Oliveira de Frades, em que tenho um grande orgulho de assumir a liderança de uma Equipa Forte, Personalizada, Livre, diz tudo. Queremos fazer uma evidente diferença com o passado das lideranças do PSD, bem como outras ditas novas alternativas, que mais não são, mais do mesmo.
Rigor e Transparência – Um Concelho com Futuro: pretendemos apresentar uma nova forma de fazer politica, uma Camara Municipal de gente seria, com processos de gestão transparentes, maximizando todos os meios ao seu dispor para construir um concelho de Oliveira de Frades, sempre com indicadores positivos, em que todos os munícipes se sintam com vontade de viverem aqui, porque gostam e tem as suas necessidades de vida em comunidade satisfeitas. Sou Candidato a Presidente da Camara de Oliveira de Frades; Assumi o repto e o desafio que a Comissão Politica Concelhia e Distrital do PS me colocaram; De uma Forma Ponderada, pesando todo um conjunto de factos, o que não foi fácil; mas decidi e Aqui Estou Totalmente Livre e Disponível para este Grande desafio, que será de colocar Todas as minhas Capacidades e Competências ao Serviço deste Concelho.
Ao longo da minha vida nunca voltei as costas aos Desafios que me foram aparecendo; Tenho Orgulho de ter um Passado e Presente, Familiar e Profissionalmente estável; NÃO PRECISO DA POLITICA NEM DOS CARGOS que tenho assumido para qualquer resolução de interesses particulares: Tenho profissão, Tenho Família e tenho Competências profissionais e de gestão bem conhecidas. Pelo passado e presente, julgo estar perfeitamente capacitado para vir exercer um mandato inovador para os Oliveirenses. O momento atual, “bastante conturbado” que se vive no Concelho e em particular na gestão Autárquica/Politica, com processos de investigação em curso (?) pelas autoridades Judiciais e o aparecimento de duas Listas Partidárias da área do PSD concorrentes a Presidência da Camara, fazem como obrigatório a existência de uma cand- idatura que assuma o compromisso muito real de não comprometimento com os “interesses” instalados ou a quererem serem instalados: Uma Gestão de Rigor e Transparência, assegurando o Futuro das Pessoas e do Concelho.

GB – Um dos principais problemas do concelho é demográfico, que consiste na perda de população, como pensa contrariar esta situação?
AMCG – Na última década o concelho de Oliveira de Frades, terá sido o que menos sofreu com a diminuição de habitantes, comparativamente com os concelhos do distrito de Viseu em particular com os nossos vizinhos de Lafões; o desenvolvimento e o apogeu da nossa zona industrial teve um efeito positivo neste item; mas, curiosamente, também agora se torna evidente que com as situações de abrandamento de algumas unidades industriais aí sediadas, estaremos a ter reflexos na população residente e flutuante que 2frequentava” e vivia em Oliveira de Frades. Para se obter um desenvolvimento sustentado do nosso concelho, teremos que ser bastantes atrativos e inovadores para reativar um novo dinamismo nas nossas zonas industriais. Só assim estaremos a criar as verdadeiras condições para fixar mais população, nomeadamente mais casais “jovens”. O aumento evidente na nossa pirâmide etária da população mais idosa, só pode ser revertida ou minimizada com políticas ativas para fixar os mais jovens.
Logo que iniciar o mandato como presidente irei promover um conjunto de ações sobre a carga fiscal e taxas que tenham incidência sobre as famílias e empresas de Oliveira de Frades. Redução do IRS (participação variável no IRS) ; Derrama municipal; IMI.

GB – Como encara a reforma florestal em curso e que impacto poderá ter no concelho e como poderá articular com as políticas do município numa abordagem territorial e de desenvolvimento local?
AMCG – A Reforma da Floresta em curso é um instrumento importante para incutir uma nova dinâmica em torno do setor florestal. Terá sobretudo um forte impacto ao nível da gestão, com os inerentes benefícios para o município na harmonização do território e para os munícipes enquanto usufruto do espaço e alavanca da economia local.
Importa referir, que os espaços florestais são fornecedores de diversos produtos essenciais para atividades industriais como a pasta e papel, cortiça e mobiliário, contribuindo para gerar 2% do PIB, 12 mil postos de trabalho diretos, 8% do PIB industrial e 5,6 % das exportações, havendo estimativas que apontam para 2,9 mil milhões de euros, o valor da floresta portuguesa, segundo as contas nacionais do Instituto Nacional de Estatística, relativas a 2014.
Acredito que as medidas tomadas no âmbito da Reforma da Floresta pelo Governo poderão ter impactos positivos na floresta do concelho de Oliveira de Frades, nomeadamente no que respeita à questão do cadastro florestal. Da minha parte, se for eleito, irei-me empenhar em dinamizar a realização do cadastro florestal no município. A reforma das florestas pode ser organizada em três grandes áreas: ordenamento do território, combate aos incêndios e titularidade das terras.
Portanto, fica o compromisso de olhar para o território e para a riqueza da floresta de Oliveira de Frades como uma oportunidade para desenvolver o concelho, gerar riqueza e contribuir para o desenvolvimento local por via do turismo e do aproveitamento económico dos recursos florestais. A proteção da floresta e das aldeias face aos incêndios florestais será uma outra prioridade.

GB – Indique os três principais desafios que o levam a recandidatar-se.
AMCG – Oliveira de Frades merece uma oportunidade, séria e verdadeira, para uma Mudança de Rumo, construindo um Futuro para TODOS!
Uma mudança VERDADEIRA, de politicas, e pessoas, colocando uma Equipe IMUNE ás pressões dos interesses “instalados” ou a quererem imergir para ocuparem “novos espaços”. A Câmara Municipal, não será uma área de negócio, mas sim uma estrutura do Poder Local, ao Serviço de Todos os Oliveirenses, respeitando todos os agentes que venham a prestar/vender “serviços” de forma totalmente isenta e procurando compatibilizar e maximizar os orçamentos disponíveis com maior conjunto de realizações úteis para o Desenvolvimento sustentado de Oliveira de Oliveira de Frades.
Um Plano Estratégico Global a ser construído na base de alguns vetores fundamentais;
Zona Industrial; Turismo respeitando o nosso Património paisagístico, Barragem de Ribeiradio, as nossas Freguesias, as nossas Gentes, a Cultura, o Desporto, a Saúde e Educação. Sem este instrumento construído e debatido no seio das populações e seus representantes, nunca será possível pensar e construir o Futuro de forma consistente e respeitando uma calendarização, não só a curto prazo mas também com horizontes mais alargados.

Paulo Robalo Ferreira – Candidato Independente

Gazeta da Beira (GB) – Tendo em conta a acção do actual executivo, que marcas distintivas pode apresentar que justifiquem a sua candidatura à CM?
Paulo Robalo Ferreira (PRF) – Em primeiro lugar serei um Presidente para todos, dialogante e atento.
Formarei uma equipa com os melhores e mais competentes e, os presidentes de Junta, independentemente da cor partidária, serão os representantes das freguesias, num diálogo franco, aberto e de cooperante.
No meu Concelho, ninguém vai ficar para trás. Quero criar desenvolvimento, atrair investidores, fazer regressar os nossos jovens que emigraram e vamos dar especial atenção aos mais frágeis; Doentes, acamados e idosos com carência de apoio social.
Os edificios Municipais devolutos, vão ser postos ao serviço das populações e, em primeiro lugar, estará o apoio social a pessoas idosas e doentes.
Há também, uma falha social grave, por falta de creches que permitam aos casais jovens o apoio necessário durante o horário de trabalho.

GB – Um dos principais problemas do concelho é demográfico, que consiste na perda de população, como pensa contrariar esta situação?
PRF – Infelizmente o nosso Concelho, que estava numa tragetória de crescimento moderado da população, ao contrário da maioria dos Municípios do interior, também acabou por se transformar, novamente, num Concelho que não consegue garantir empregos e bem estar aos residêntes e, por consequência, acabámos por perder população, sobretudo os mais jovens.
Vamos criar programas de apoio á instalação de novos investimentos.
Queremos, de preferência, pequenas e micro-empresas com alto valor tecnológico, mas não vamos deixar de apoiar investimentos criadores de riqueza e emprego cualificado.
Vamos dar especial atenção ao desenvolvimento da agricultura, turismo e comércio de produtos locais. As nossas aldeias vão ser reabilitadas e transformadas em âncoras de desenvolvimento local envolvendo o comércio e os produtores locais.
Será criado um programa de apoio á natalidade, á fixação de casais jovens e criação do próprio emprego

GB – Como encara a reforma florestal em curso e que impacto poderá ter no concelho e como poderá articular com as políticas do município numa abordagem territorial e de desenvolvimento local?
PRF – Oliveira de Frades é considerado, um Concelho, de alto risco de incêndio.
Durante alguns anos, foram construídos centenas de quilómetros de vias florestais, pontos de água e outras medidas redutoras de risco de incêndio.
A realidade actual é bem diferente e, muitos desses caminhos encontram-se intransitáveis, os pontos de água não estão funcionais, havendo muito trabalho a fazer.
Existem inumeras linhas de água e ribeiros, cujas margens estão a ser tomadas por àrvores invasoras e que, por terem declives acentuados, não têm grande potencial para aproveitamento florestal. Pretendemos implementar um programa de controle de espécies invasoras e criar zonas tampão de folhosas que reduzam o risco de incêndio.
Estamos certos que, incentivando a fixação de jovens e humanizando os espaços rurais, se criarão zonas humidas, quer na agricultura quer na floresta, com grande potencial de criação de riqueza e, ao mesmo tempo, factor muito importante para o ordenamento florestal e do território.
Temos consciencia de que não é possivel criar desenvolvimento sem pessoas e, por isso, centraremos a nossa acção na fixação e rejuvenecimento das nossas aldeias.

GB – Indique os três principais desafios que o levam a recandidatar-se.
PRF – O primeiro, foi sem dúvida, o ter sentido, no meu povo, um grande desejo de encontrar um novo rumo e uma nova dinâmica.
O segundo, deve-se ao profundo conhecimento da realidade do meu Concelho e do meu povo.
O terceiro, por ter a certeza que vou fazer mais e melhor, dando novamente, alegria de viver, força de vencer e esperança de um Concelho melhor, mais desenvolvido e mais justo.

Cabeças de lista às Assembleias de Freguesia do Concelho de Oliveira de Frades
ARCOZELO DAS MAIAS: Luís Manuel Henriques Ferreira (CDU), Porfírio Fernandes da Silva (PS), Nelson Tiago Pereira da Cruz (Nós, Cidadãos!), António Manuel Lopes Tavares (Por Oliveira de Frades – Coligação PPD/PSD.CDS-PP)
PINHEIRO: Susana Cristina Sousa Santos (CDU), Carlos Manuel da Silva Rosa (Por Oliveira de Frades – Coligação PPD/PSD.CDS-PP)
RIBEIRADIO: Carla Susana Silva Pereira (CDU), Júlio César Ribeiro Rodrigues (PS), Hélder Miguel da Silva Costa (Por Oliveira de Frades – Coligação PPD/PSD.CDS-PP)
S. JOÃO DA SERRA: António Rodrigues Ferreira (CDU), Luís Manuel Rodrigues Dias (Por Oliveira de Frades – Coligação PPD/PSD.CDS-PP)
S. VICENTE DE LAFÕES: Maria do Céu Correia Pereira (CDU), Nuno Joaquim de Almeida Pinhão (Nós, Cidadãos!), José Guilherme Neves Pereira (Por Oliveira de Frades – Coligação PPD/PSD.CDS-PP)
UNIÃO DE FREGUESIAS DE ARCA E VARZIELAS: Fernando Antunes Pereira (CDU), Dinis Conceição Fernandes (PS), Jorge Marques Silva Bandeira (Por Oliveira de Frades – Coligação PPD/PSD.CDS-PP)
UNIÃO DE FREGUESIAS DE DESTRIZ E REIGOSO: António Fernandes de Oliveira (CDU), Luís Miguel Pereira Fernandes (Nós, Cidadãos!), Carlos Manuel Ferreira de Lima (Por Oliveira de Frades – Coligação PPD/PSD.CDS-PP)
UNIÃO DE FREGUESIAS DE OLIVEIRA DE FRADES, SOUTO DE LAFÕES E SEJÃES: Jorge Manuel Marques Comprido (CDU), Maria Natália da Conceição Nobre (PS), José Manuel Valente Cerveira (Nós, Cidadãos!), Luís António da Silva Pinto Correia (Por Oliveira de Frades – Coligação PPD/PSD.CDS-PP)

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NOTA DA REDAÇÃO:
A Gazeta da Beira enviou 4 perguntas a todos os candidatos à presidencia da câmara dos 3 municípios de Lafões, sabemos que muitos temas mereciam ter sido abordados, mas tendo em conta o espaço disponível e o elevado numero de candidaturas não nos foi possível ir mais longe.
Agradecemos a disponibilidade e a boa adesao a este método de trabalho (respostas por email) e registamos a ausência de resosta de alguns.
Todos receberam as perguntas na mesma altura.

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