Egídio Reis reconhece a necessidade de obras na Secundária de Vouzela
Secretário de Estado critica investimentos do Parque Escolar
Os Secretários de Estado da Cultura, Barreto Xavier e do Ensino Básico e Secundário, Egídio Reis, estiveram, em Vouzela, no passado dia 30 de abril. Da agenda, destaque para a visita à Escola Secundária. Egídio Reis constatou no terreno a necessidade de obras e diz estar sensível a esta realidade. A Escola Secundária de Vouzela foi inaugurada há 28 anos, depois disso, nunca recebeu obras estruturantes.

“Verificamos e constatamos isso mesmo, a escola está com uma estrutura com já algumas dezenas de anos e a precisar, de facto, de intervenção” referiu o Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário aos jornalistas.
Egídio Reis garantiu que o Ministério da Educação já fez um levantamento das necessidades de intervenções e que já foram distribuídas as prioridades “agora falta a concretização dessas prioridades”. Como defende, “compreendo o problema, fico sensibilizado, agora, os financiamentos para obras de reabilitação estão, neste momento, com os Programas Operacionais Regionais. Terá que haver uma articulação entre o Ministério e os seus serviços regionais que já fizeram o trabalho inicial de levantamento.” As obras na Escola Secundária ficam, portanto, em cima da mesa do Ministério da Educação, mas, para já, ainda não há certezas.
Obras são urgentes
A visita dos secretários de Estado f à escola Secundária de Vouzela foi guiada por Mário Jorge e Rui Ladeira.
O diretor adjunto do Agrupamento de Escolas de Vouzela e Campia, em declarações à Gazeta da Beira, destacou alguns dos problemas da Escola: “temos vários problemas de canalização em que o tubo galvanizado em muitos locais, por causa das muitas infiltrações de água, teve que ser substituído; Também, alguns problemas elétricos, em que, é preciso uma remodelação para além da que já foi feita ao longo dos tempos, isto porque, os laboratórios de informática exigem outro tipo de potências elétricas; De acrescentar: o espaço envolvente, de recreio que tem muitos desníveis”, defende.
Mário Jorge também sublinhou o facto da cobertura de dois pavilhões ainda ser a de origem, o que já causou várias infiltrações. Há ainda o problema da Biblioteca que, como explica o professor, “foi feita no piso superior, num dos pavilhões, o que, causa grandes dificuldades de acesso de forma assídua aos alunos com mobilidade reduzida”.
“Não podemos ter alunos de primeira e de segunda”
Também Rui Ladeira destacou a urgência de obras na Escola Secundária e pediu cerca de 2 milhões de euros ao Governo. O autarca defendeu que no mesmo país e na região “não podemos ter alunos de primeira e de segunda”.
Em resposta, Egídio Barreiro também criticou o Parque Escolar do Governo Socialista em que, segundo o seu ponto de vista, “houve prioridades que hoje não entendemos. Os gastos podiam ser distribuídos de outra forma”.Redação Gazeta da Beira
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