EDITORIAL 715
O ataque de Trump à Síria merece total repúdio e condenação
O ataque de Trump à Síria merece total repúdio e condenação
Os Estados Unidos da América não são os donos do mundo

“Entre Bashar Al-Assad, Vladimir Putin e Donald Trump não existem inocentes. Inocentes são as vítimas destes ataques”: esta foi a frase dita e escrita por várias pessoas com responsabilidades políticas a propósito do violento ataque dos Estados Unidos da América à Síria através de 59 mísseis cruzeiro Tomahawk de alta precisão lançados a partir de dois navios de guerra baseados no mediterrâneo, ao largo da Síria.
Mais uma vez, à semelhança do que aconteceu nos Iraque em 2003, o pretexto foi o alegado uso de aramas químicas por parte de Bashar Al-Assad. Tal como no Iraque nunca se provou que o motivo da invasão por parte dos EUA tivesse sido real, também agora está por provar que o pretexto que justificou o ataque existiu realmente.
Todos sabemos que “Entre Bashar Al-Assad, Vladimir Putin e Donald Trump não existem inocentes” mas o refúgio nesta frase em vez de condenar, em primeiro lugar, o ataque dos EUA à Síria, parece-me falta de sensibilidade política e de conhecimento das regras do direito internacional. O ataque à Síria por parte dos EUA foi ilegal, insano e imoral, tem que ser condenado. A seguir podermos apontar o dedo aos diversos interesses em jogo, mas só a seguir.
Logo a seguir os EUA ameaçam a Coreia do Norte: “Donald Trump publicou uma mensagem no Twitter onde afirma que a “Coreia do Norte está à procura de sarilhos” e que os EUA estão dispostos a “resolver o problema”.
De seguida, Trump enviou o porta-aviões de propulsão nuclear USS “Carl Vinson” para águas próximas da Coreia do Norte afirmando que foi em “resposta aos últimos testes do regime norte-coreano, que a 05 de Abril lançou um míssil de médio alcance para o mar”.
Pouco depois de ter ameaçado a Coreia do Norte, devido ao programa nuclear, Trump deu luz verde à adesão do Montenegro à NATO, passo considerado pela Rússia como uma provocação.
De que andará à procura o senhor Trump? De uma terceira guerra mundial? Em poucos dias a presidir aos EUA já demonstrou insanidade mental suficiente para não ter medo de desencadear uma guerra mundial. Resta-nos a esperança que os seus “inimigos” mantenham inteligência necessária para saber responder de modo a evitar uma tragédia para a humanidade.
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