Ecopista do Dão ganhou terceiro prémio europeu Excelência
A ecopista do Dão, que atravessa os concelhos de Viseu, Tondela e Santa Comba Dão, no distrito de Viseu, recebeu na passada semana o terceiro prémio europeu na categoria Excelência.
Os Prémios Europeus de Ecopistas, que são promovidos de dois em dois anos pela Associação Europeia de Vias Verdes, foram entregues pela primeira vez em Portugal, na cidade de Viseu.
A ecopista do Dão, que representou um investimento de cinco milhões de euros, recebeu o terceiro prémio Excelência, ex-aequo com a ecopista Vasco Navarro, de Espanha.
A diretora da Associação Europeia de Vias Verdes, Mercedes Muñoz, justificou a atribuição do prémio à ecopista do Dão com a «qualidade global da infraestrutura e o esforço realizado para recuperar um património valioso», nos 49,2 quilómetros que ocupa do antigo ramal ferroviário do Dão.
Para quando a Ecopista em Lafões?
Carlos Marta, presidente da Comunidade Intermunicipal Dão Lafões, entidade responsável pela gestão da ecopista do Dão, frisou que este prémio só foi possível graças à colaboração que houve com as três autarquias e a Refer.
Essa seria a colaboração fundamental para que viesse a surgir uma Ecopista em Lafões, aproveitando o canal do “Vouguinha”, mas que tarda em ser concretizada. O trajeto entre Sernada e Viseu, correspondente a troço da antiga Linha do Vouga, está parcialmente concretizada numa extensão de 9 km junto a Sever do Vouga. Com início no edifício da antiga Estação da Paradela, a Ecopista segue sempre paralela ao Rio Vouga e à Estrada Nacional 16 até pouco depois da foz do Rio Mau, no Lugar da Foz.
O percurso que atravessa Oliveira de Frades, Vouzela e São Pedro do Sul está no Plano, mas sem iniciativas que coloquem as Câmaras e a Refer no caminho da respetiva implementação.
Presente na cerimónia de entrega do prémio à Ecopista do Dão esteve o secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, que defendeu ser tempo de «reconstruir, requalificar e reutilizar», como aconteceu na ecopista do Dão e noutras do país. «Olhamos para estas vias como um instrumento muito importante, porque potencia imenso a prática desportiva informal», frisou.
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