Duas irmãs de etnia cigana trabalham na Câmara de S. Pedro do Sul

Texto de Fernando Morgado

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As duas irmãs trabalham na Câmara Municipal de S. Pedro do Sul executando serviços de limpeza nas ruas da cidade, manutenção dos jardins e fazem todo o serviço que fôr preciso. Nasceram em Trás-os-Montes e nunca tiveram uma infância feliz, nem se lembram de ter brincado, como todas as crianças. Andavam de terra em terra, vida difícil, muitas dificuldades financeiras, sem dinheiro para comprar aquilo que as crianças gostam, uns simples rebuçados como todos os meninos.

Mas o que mais as magoou em toda a sua vida foi, sem dúvida nenhuma, serem excluídas da sociedade, quando no fundo apenas só querem trabalhar para ter uma vida melhor e serem respeitadas por toda a sociedade em geral que, por vezes, não dá às pessoas, que são pessoas e humanos. Não sabem ler, nem escrever, nem tiveram essa oportunidade, mas não desistiram de ter uma vida melhor para poder dar aos seus filhos uma vida completamente diferente da que tiveram.

Os nossos filhos não queremos que passem pela mesma vida que nós passamos. Antes do trabalho que têm agora, vendiam na rua e pediam dinheiro por necessidade e não tinham como sobreviver com o rendimento social.

Ambas têm dois filhos cada uma e tiveram de fugir dos pais, pois não estes aprovavam a relação com os actuais companheiros, quando tinham 14 anos. Chegaram ao concelho de S. Pedro do Sul e residem actualmente em Negrelos, mas as condições de habitabilidade são precárias. Ta foi a primeira oportunidade que lhes apareceu e estão muito bem e contentes.

Pediram ajuda à Segurança Social e com esse pedido foi possível entrar a trabalhar na C. M. de S. Pedro do Sul e o trabalho não nos mete medo, fazemos de tudo e agora têm orgulho no que fazem, e a sua auto-estima está em grande. Querem melhorar a suas condições de habitação e já estão é procura de uma casinha para cada uma.

Ajudar quem precisa e quer trabalhar na vida, pois muitos só querem é o Fundo de Desemprego e trabalho zero. Um exemplo para muitos cidadãos deste País.Redação Gazeta da Beira

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