Dívida da Câmara Municipal desce 3 milhões num ano

Oposição critica falta de obras estruturantes

As contas do Município de S. Pedro do Sul foram apresentadas em sede de Reunião de Câmara e na Assembleia Municipal pelo vice-presidente. Pedro Mouro destaca uma redução da dívida na ordem dos 3 milhões e uma redução significativa dos dias de pagamento a fornecedores. Já a oposição critica a falta de obras estruturais no concelho. O documento foi aprovado em Assembleia, com a abstenção da bancada social-democrata.

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Pedro Mouro mostra-se satisfeito com os resultados alcançados em 2014. “Reduzimos a dívida num valor próximo de 3 milhões e reduzimos substancialmente o prazo médio de pagamento. Anteriormente, a Câmara Municipal chegou a pagar a 300, 400 dias, atualmente o número médio de dias que estamos a pagar é de 115”. Segundo o vereador este é um dado importante porque é “a primeira forma de ajudar os comerciantes, já que a generalidades dos fornecedores é de S. Pedro do Sul”. Por outro lado, estes indicadores ajudam a conseguir melhores valores “dos empreiteiros, quando o Município vai fazer uma obra”.

O valor da dívida situa-se agora nos 9 milhões. Houve uma diminuição da taxa de endividamento de 23 para 18%. Segundo Pedro Mouro, atualmente, o Município está 5 milhões abaixo do limite de endividamento.

 

“O que é que se pede de uma câmara que não faça obras?”

Já a oposição, tanto na Reunião de Câmara como na Assembleia Municipal, criticam a falta de obras. “ O anterior executivo também reduziu a dívida, mas não foi tanto milhão. Isto porque o executivo
anterior tinha uma particularidade, fazia obra. Portanto, ao fazer obra tem que se fazer opções, ou se tem dinheiro ou se faz obra”. Defende o vereador Rogério Duarte.

Já Adriano Azevedo diz que “nem tudo é um mar de rosas”. O vereador saudou a redução da dívida, “as contas devem estar o mais arrumadas possíveis”, contudo, como defende, este equilíbrio não deve impedir investimentos estruturantes que possam criar emprego e desenvolvimento. Azevedo destacou a falta de saneamento no concelho. “O executivo apostou quase exclusivamente na redução da dívida”, defende.

O mesmo ponto de vista tem o deputado Mário Almeida. “Rico não e quem ganha é quem poupa. O que é que se pede de uma câmara que não faz obras?” Para o social-democrata “o investimento baixou drasticamente”. Diz faltar grandes obras que tragam investimento e desenvolvimento para o concelho. “Para além da obra da soleira da porta, nada foi feito”.

“Estou casado de inaugurar obras”

Em resposta, Vítor Figueiredo disse estar cansado de inaugurar obras e dá alguns exemplos: “Em Santa Cruz da Trapa, a ligação de Lourosa à Landeira, a ligação do Pingo Doce ao Intermarché, a variante da Avenida Sá Carneiro à 227, a ligação a Negrelos, o saneamento em Santa Cruz de Vila Nova…”

Quanto às críticas de Adriano Azevedo, o Presidente da Câmara disse que obras como o saneamento já podiam estar feitas há muitos anos. “O senhor esteve muitos anos na Câmara Municipal, onde estão as suas responsabilidades?” Relativamente ao emprego, Vítor Figueiredo fala da conjuntura e condena o anterior executivo por não ter criado mais nenhuma Zona Industrial.

 

S. Pedro do Sul vai entregar 700 mil euros ao FAM

Na última Assembleia Municipal, Pedro Mouro revelou que o Município terá que contribuir para o Fundo de Apoio Municipal em cerca de 700 mil euros. Já este verão serão entregues 102 mil euros. O executivo critica esta medida do Governo Central que vem complicar as contas da autarquia sampedrense.Redação Gazeta da Beira

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