Dezenas de Escolas podem fechar no distrito

Cerca de 100 pessoas fizeram-se ouvir numa manifestação contra mais encerramentos

ed657-p15_encerramento-escolasNo passado sábado, dia 21 de junho, em Viseu, foi dia de manifestação. Cerca de uma centena de pessoas contestou o possível encerramento de escolas no distrito. Em causa estão cerca de 58 escolas primárias.  Esta que foi uma iniciativa promovida pelo Sindicato dos Professores das Região Centro.

Professores, e habitantes do distrito de Viseu saíram à rua para contestar o encerramento de escolas no distrito. Segundo dados anteriormente apresentados pela Associação Nacional de Municípios, só no distrito podem vir a fechar 58 escolas primárias, 311 a nível nacional. Viseu é, assim, o distrito do país mais afetado.

Como alertou o Presidente do Sindicato dos Professores da Região Centro, Francisco Almeida, os mais prejudicados vão voltar a ser os alunos do interior do país, nomeadamente nas zonas serranas.

 Bloco contra encerramentos

A Comissão Coordenadora Distrital de Viseu do Bloco de Esquerda, através de comunicado enviado à imprensa,  já manifestou a sua posição. Esta força política “repudia o encerramento de dezenas de escolas no distrito”. O BE, recorda os outros encerramentos e acusa o Governo de estar a  proceder a um “verdadeiro interioricídio” que “agrava as assimetrias e promove a desertificação”.  O Bloco desmente o Governo, os militantes não acreditam que estar reestruturação possa trazer mais qualidade ao ensino. Como se pode ler: “O aumento das distâncias a percorrer para chegar à escola e o considerável aumento do número de horas que as crianças passarão fora do contexto familiar irá, certamente, agravar as taxas de abandono e de insucesso educativo. É sabido que o excessivo número de horas passado em contexto escolar não tem correspondência a nível do sucesso educativo, bem pelo contrário!”. A escola não pode ser transformada numa empresa “onde o consumo dos que detêm mais poder económico prevalece e as populações mais desfavorecidas são votadas ao abandono”, conclui a Comissão Política de Viseu.Redação Gazeta da Beira

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