Destaque (Ed. 647)

Centro de Emprego Dão Lafões têm novo director adjunto

Adriano Azevedo, o nome escolhido, já está em funções

• Patrícia Fernandes

Depois de, em Setembro do ano anterior, perder as eleições para a presidência da Câmara Sampedrense, Adriano Azevedo tem em mãos um novo desafio, o sampedrense foi nomeado para Director Adjunto do Centro de Emprego Dão Lafões e está a exercer funções desdo o passado dia 20 de Dezembro. Em entrevista à Gazeta da Beira, Adriano Azevedo explica a nomeação e traça aquelas que vão ser as suas principais linhas de intervenção.

Gazeta da Beira (GB) -Como e quando surgiu a proposta para ser o novo Director Adjunto do Centro de Emprego Dão Lafões?

Adriano Azevedo (AZ) – O lugar de Diretor Adjunto do Centro de Emprego Dão Lafões encontrava-se vago desde o início de Setembro e face à necessidade da coordenação do serviço de São Pedro do Sul, através desta função, foi-me feito o convite para assumir essa responsabilidade, que se iniciou no dia 20 de Dezembro.

Cabe a mim gerir as medidas de emprego e de formação profissional e o funcionamento geral do Centro de Emprego, para além de articular os serviços com Tondela no sentido da complementaridade e partilha, maximizando a utilização de recursos próprios dos dois serviços, e sempre que possível, realizando economias de escala.

GB-O contrato é de quanto tempo?

AZ- Não se trata de nenhum contrato temporal. Este lugar é de nomeação até há abertura do respetivo concurso público.

GB-O que é que é que o motivou a aceitar este cargo?

AZ-Aceitei fundamentalmente porque pela experiência, conhecimento do território e dos seus agentes económicos, penso poder dar um contributo importante na execução das políticas públicas de emprego. Procurarei igualmente a eficiência, reconhecendo e valorizando as aprendizagens, capacidades e competências dos funcionários, destinando-lhes funções em que, reconhecidamente, o seu desempenho contribuirá para a qualidade atempada de resposta. O modelo organizacional por objectivos, com base em planos de atividades e orçamentos de gestão, elaborados de acordo com as necessidades detetadas e as prioridades de intervenção estabelecidas e nível nacional, regional e local.

GB-Tendo em conta o número de desempregados no país e na região, este é um grande desafio? Quais as suas perspetivas ao assumir este novo cargo? No âmbito do emprego o que pode ser feito para melhorar a região?

AZ- Os serviços de emprego de São Pedro do Sul e de Tondela constituem o Centro de Emprego Dão Lafões. Este está inserido na Delegação Regional do Centro e tem como área de intervenção os concelhos de Carregal do Sal, Castro Daire, Mortágua, Santa Comba Dão, Oliveira de Frades, São Pedro do Sul, Tondela e Vouzela.

A atividade do Centro de Emprego de Dão Lafões desenvolve-se em no sentido de executar as políticas ativas, definidas pelo governo, nomeadamente a promoção, criação e qualidade de emprego, formação profissional, informação e orientação profissional, tendo em conta o público prioritário, designadamente os jovens, os desempregados de longa duração, as mulheres, os grupos sociais desfavorecidos e os ex-formando.

A articulação e a proximidade que irei manter com os agentes económicos e autárquicos permitirão abrir novas oportunidades de emprego e de negócio, através das aplicações, iniciativas e programas do IEFP.

GB-Vai continuar a exercer funções no Conselho de Marketing de Turismo do Centro?

AZ-Claro que sim, uma vez que fui eleito para o dito órgão e não existe qualquer incompatibilidade, sendo esta inclusive uma função não remunerada.

GB-O facto de se tratar de uma nomeação, aliado ao facto de não estar nos quadros do organismo pode dificultar a sua atuação e relação interpessoal com os restantes colaboradores?

AZ-Obviamente que não. Todos os colaboradores do Centro de Emprego Dão Lafões são profissionais responsáveis e disponíveis, como sempre, para desempenhar as suas funções. A mim compete-me garantir a coordenação do serviço e criar condições para que os objectivos do IEFP no território sejam cumpridos.

GB-Concorda com este sistema de nomeação ou considera que um concurso público seria uma forma mais eficaz?

AZ-Como é do conhecimento geral, todos os lugares de chefia da administração serão preenchidos através de concurso público, o que me parece uma decisão acertada do governo, no sentido de garantir estabilidade nos serviços.

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A opinião dos partidos

António Casais, Partido Socialista

“Entendemos que num cenário de crise nada fazia prever que fosse feita uma nomeação política para a substituição do responsável pelo Centro de Emprego Dão Lafões em S. Pedro do Sul, cargo esse que vinha sendo ocupado há vários anos por um técnico dos quadros do IFP. Por outro lado, entendemos que este cargo não é de nomeação política, mas sim de carreira técnica. Por conseguinte não obstante estas considerações espero que venha a realizar um bom trabalho, isento e transparente e que contribua para a diminuição da taxa de desemprego do concelho, que neste momento é elevada e preocupante.”

Ester Vargas, Partido Social Democrata

“Para além da satisfação pessoal de ver um amigo ser nomeado para um cargo que sei, irá desempenhar com grande determinação e empenhamento , como é sua característica, foi para mim uma situação absolutamente normal, tendo em conta que o cargo estava vago há já vários meses e urgia ultrapassar essa situação até à abertura de um concurso público, como é de lei. Até lá, estou certa de que o Prof. Adriano Azevedo não se poupará a esforços para dignificar o cargo que agora desempenha e que o Centro de Emprego de S. Pedro do Sul irá beneficiar do dinamismo que é habitual na atividade de Adriano Azevedo.”

Pedro Coutinho, Bloco de Esquerda

“Não concordamos com esta nomeação, verificamos que há uma grande promiscuidade entre o Estado e os partidos no poder, de tal forma que não sabemos onde é que começa o Estado e onde é que acabam os partidos. O professor Adriano perdeu as eleições e o seu cargo de vereador remunerado e o natural seria voltar à sua profissão de professor. Se ainda houvesse um cargo disponível, agora, teve que sair o do PS, para entrar um do PSD, isto sem nenhuma razão funcional e orgânica”.

Eduardo Boloto, Partido Comunista Português

“O Partido Comunista Português entende que, quando o governo é do PS, são nomeadas pessoas do PS, quando o governo é do PSD, são nomeadas pessoas do PSD. O que se devia fazer era dar valor a quem tem valor, devia ser nomeado um funcionário, apenas de acordo com a sua competência. Há aqui um arranjo para que, quem deixou de ganhar na política, continue a ganhar e o Professor Adriano sempre viveu da política”.