Deco apela a que não se compre carne já picada nos talhos

A nível nacional

A Deco apela aos consumidores a que não comprem hambúrgueres já picados nos talhos, onde encontrou bactérias nocivas, e defende que o governo proíba a sua venda.

A Deco Proteste publicou no dia 23 de janeiro de 2017, um estudo sobre a venda nos talhos de hambúrgueres já picados.

“Desaconselhamos de todo a compra de carne previamente picada e de hambúrgueres frescos já preparados nos talhos”, disse à Agência Lusa o técnico Nuno Lima Dias, que defende que o Governo deve proibir a venda deste formato.

No estudo divulgado nesta segunda-feira, a Deco diz que identificou carne guardada a temperaturas demasiado altas, “milhões de bactérias por grama”, entre as quais a ‘salmonella’ e outras de origem fecal, demasiada gordura e sulfitos usados ilegalmente como conservantes.

Para este estudo, a associação de consumidores visitou 25 talhos de Lisboa e Porto e pediu hambúrgueres de carne de vaca que não contivessem cereais ou vegetais, para que estivessem livre de sulfitos, mas mesmo assim encontrou este tipo de conservantes de forma “escondida e ilegal” em 80 por cento das amostras, por vezes em “quantidades enormes”.

A Deco alerta que os sulfitos podem provocar alergias, náuseas, dores de cabeça, problemas de pele, digestivos e respiratórios.

O técnico Nuno Lima Dias salienta que “os consumidores estão desprotegidos” quando compram a os hambúrgueres já picados, uma vez que não têm forma de verificar a qualidade da carne ou detetar bactérias ou sulfitos, apenas olhando para ela.

A associação aconselha a que os consumidores escolham a peça de carne e piquem em casa ou peçam para picar na hora. Sugere ainda que a carne seja bem cozinhada e que se evite que seja posta em contacto com outros alimentos que são consumidos crus.

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