Corpo Voluntário de Salvação Pública de São Pedro do Sul: completa 96 anos de existência

Um aplauso aos Bombeiros: na linha da frente na prestação dos primeiros socorros e no transporte dos doentes com COVID-19

 

• Paula Jorge

A Gazeta da Beira foi ao encontro do Comando desta Corporação para os congratular pelos seus 96 anos de total entrega à comunidade.

1- O Corpo Voluntário de Salvação Pública de São Pedro do Sul faz, no dia 2 de fevereiro, 96 anos. Como vão ser as comemorações desta data, este ano? – “No dia 2 de fevereiro o Corpo Voluntário de Salvação Pública celebra, de uma forma atípica, o seu nonagésimo sexto aniversário. Tendo em conta o contexto pandémico, a declaração do estado de emergência que vivemos e por sermos aqueles que continuamos na linha da frente a prestar socorro a quem de nós precisa, a comemoração deste ano será realizada através das redes sociais (Facebook) da Associação. O único símbolo visível será apenas a bandeira hasteada. Serão feitos alguns vídeos com os membros imprescindíveis aos atos que serão posteriormente publicados. Das comemorações destacam-se:

*  a atribuição de um Crachá de Ouro, solicitado pelo Comando e pela Direção da Associação Humanitária, concedido pela Liga dos Bombeiros Portugueses com a finalidade de galardoar atos ou serviços relevantes e de inquestionável contributo para a dignificação da causa dos Bombeiros;

* a passagem ao quadro de honra a título honorífico de um bombeiro pelos serviços prestados aquando da sua permanência no quadro ativo;

* passagem à categoria de Chefe de um bombeiro que concluiu com aproveitamento a formação interna e a formação pela Escola Nacional de Bombeiros.”

2- O que representam estes 96 anos de existência sempre ao lado da população de São Pedro do Sul? – “Estes 96 anos ao lado da população são um marco de uma existência realizada e concretizada em prol dos outros. Este Corpo de Bombeiros persiste no tempo, fruto da resiliência de todos aqueles que nesta casa trabalham, que nesta casa encontram uma forma de poder estar ao lado e ajudar os outros através do voluntariado, que nesta casa encontram referência de valores a seguir. Passados 96 de existência recordamos com saudade todos os bombeiros, diretores e benfeitores que fizeram desta Associação uma casa, uma outra sua casa com uma outra sua família. Convictos da nossa nobre missão e dos nossos valores queremos continuar a contar com a ajuda de tantas e tantos que nos ajudam com a sua generosidade e queremos continuar “a repetir por muitos anos””.

3- Como se têm posicionado/ações que têm tomado, relativamente à situação de pandemia da covid-19? – “A situação pandémica que a todos nos afeta revolucionou completamente a nossa vida. Quando escrevia estas linhas, logo no início, referia a situação atípica. As palavras – atípica, pandémica – entraram rapidamente no nosso vocabulário e fazem parte do nosso quotidiano. Desde muito cedo que nos temos vindo a preparar. Temos um plano de contingência que tem sido consecutivamente adaptado e atualizado. Os Bombeiros, apesar de todo o risco que correm, continuam a vir ao quartel para prestar o seu serviço voluntário e, até hoje, conseguimos dar resposta a todos os serviços. Aqui fica uma palavra, uma palavra porque pouco mais podemos fazer, de agradecimento a todos aqueles e aquelas que, apesar do medo, têm coragem suficiente para continuar a ajudar: obrigado. Contudo, por outro lado, não podemos deixar de lamentar a total apatia governamental pela desconsideração dos Bombeiros portugueses. Estamos na linha da frente na prestação dos primeiros socorros e no transporte dos doentes com COVID-19 e ainda hoje se discute quando é que os bombeiros serão vacinados. Abrimos o jornal e, para nosso espanto, o nosso grau de prioridade é o mesmo que os políticos.

4- Ainda no que se refere à covid-19, pode deixar-nos aqui algumas recomendações? – “Para quem segue a nossa página no Facebook, esta tem sido constantemente atualizada com avisos dedicados não só à situação pandémica, mas, de uma forma geral, a tudo o que envolve a proteção civil. As recomendações que fazemos são, em primeiro lugar, o respeito pelas indicações da DGS que são comumente conhecidas. Em segundo, cuidar de si é cuidar dos outros.”

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