Concerto de Natal memorável, muito aplaudido pela população

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Concerto de Natal memorável, muito aplaudido pela população

• Patrícia Fernandes

p03_01A Banda da Sociedade Musical Cultural e Recreio de Paços de Vilharigues nasceu em 1928, por um grupo de amigos. Volvidos tantos anos, já várias gerações levaram música de qualidade aos ouvidos dos apreciadores. Volvidos tantos anos, a Banda tem hoje uma equipa muito jovem e dinâmica. Um conjunto de promessas, com músicos cheios de vontade que dão a cada concerto o seu melhor por uma causa que tanto estimam. No passado dia 22 de Dezembro, a Banda de Paços de Vilharigues ofereceu à população um concerto de Natal, na Igreja Paroquial da freguesia, o qual foi muito aplaudido. The Magic of Christmas, Oregon, Queen in Concert e a Todos um Bom Natal foram apenas algumas das músicas que encantaram a população. Uma banda repleta de talentos que a Gazeta da Beira quis conhecer.

Quando se fala da Banda da Sociedade Musical Cultural e Recreio de Paços de Vilharigues fala-se, sobretudo, de talento, de uma vontade incansável de dar o melhor por uma causa em que se acredita, fala-se de música. Nuno Rocha tem apenas 31 anos e já 20 anos dedicados a esta banda. Recentemente eleito presidente de uma direcção muito jovem, com idades compreendidas entre os 19 e os 33 anos, o jovem lidera uma banda com cerca de quarenta elementos em que o mais novo tem apenas 12 anos. Em declarações à Gazeta da Beira, o músico fala de uma banda, “composta essencialmente por jovens, que espera cativar mais, não só as pessoas da terra, como das terras vizinhas, visto que, já alguns jovens das freguesias limítrofes que colaboram com a banda”.

Muitos projectos, muitos sucessos garantidos, essencialmente, pela grande motivação e pelo companheirismo existente no seio da banda. Como refere o Presidente “só com a amizade e respeito mútuo se pode dar seguimento a este projeto”.

Também muito jovem é o maestro da banda, José Costantino, que com apenas vinte dois anos lidera com paixão e muita confiança cada nota de cada música. A música surgiu na sua vida por influência do seu avô materno, que era músico da banda e o convidou a entrar para a escola. Com apenas 10 anos, José Costantino entrou na banda para aprender trombone e nunca mais parou. Hoje é o maestro da Banda de Paços de Vilharigues. Um projecto que abraçou em Abril passado, após, como relata, “bastante insistência do antigo presidente da direção”. Um desafio difícil, tendo em conta que os músicos que dirige são seus amigos e praticamente, da mesma idade. Um desafio difícil que tem superado com distenção, o segredo, como conta, é “tentar manter dois ambientes, um de trabalho para os ensaios e serviços, nos quais tento manter uma certa distância, e o ambiente extra trabalho em que tento ser a pessoa que era antes”.

José Constantino não tem dúvidas da importância da música no desenlvolvimento dos jovens. Como referiu, a música “ensina vários valores importantes na vida adulta, tais como responsabilidade,  assiduidade, pontualidade, respeito por uma hierarquia e um líder”. Também sobre o valor da Banda o jovem maestro fala com certezas, como defende, “A banda contribui bastante para a divulgação da freguesia e do concelho a nível nacional, porque tem actuações por diversos pontos do país.  Mas o principal contributo é a possibilidade de ter uma banda de qualidade na freguesia, que estimula o desenvolvimento cultural da população”.

A escola de musica, um trunfo importante

Um dos trunfos desta banda é a sua escola de música, a qual está a funcionar , neste momento, com cerca de seis alunos entre os 6 e os 15 anos. Como indica o presidente da direcção, esta é uma prioridade da banda, uma vez que garante a renovação das suas fileiras. A frequência na escola de música está aberta a todos, é completamente gratuita e pode trazer muitas valias para o futuro do jovens, portanto, como defende, importa investir. Como explica Nuno Rocha,  “muita gente diz que tem muito que estudar e faz falta o tempo que podem despender na escola de música. Mas, na verdade, a banda tem muitos exemplos de conciliação: tem músicos licenciados e muitos encontram-se nas universidades desde Bragança até Coimbra e não é impossível coordenar tudo desde que haja (boa) vontade”.