CIM Viseu Dão Lafões: “Bazuca” europeia “não dá respostas claras à dimensão da crise económica”

A CIM Viseu Dão Lafões manifestou a sua “preocupação por este Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não dar respostas claras à dimensão da crise económica e da solvabilidade das empresas” da região e, consequentemente, “para o relançamento da economia, para a manutenção e para a criação de emprego”.
Esta entidade de autarcas afirmou-se “perplexa” por o PRR não prever um conjunto de investimentos que considera “estratégicos, chave e prioritários” para a competitividade e desenvolvimento da região.
Os domínios da saúde, dos recursos hídricos, da rede viária estruturante e das ‘missing links’, apenas para citar algumas áreas, vão ficar de fora, como é o caso do Centro Oncológico do Centro Hospitalar Tondela/Viseu, assim como a criação e reforço da rede de Psiquiatria e de Cuidados Continuados.
“Exigem-se intervenções que fortaleçam uma nova resiliência, em territórios, como estes, onde as condições de sobrevivência são mais exigentes. Só assim seremos capazes de manter o nosso tecido económico”, considera a CIM, que quer que sejam “dadas condições à região para desenvolver um Plano Estratégico de Recuperação pós incêndio”.
Importa “corrigir a corrente de massificação do eixo litoral” porque, “se não for assim”, será dada, “definitivamente, uma machadada final na coesão territorial e nos territórios de baixa densidade”, sustentam os autarcas dos 14 municípios que compõem a CIM Viseu Dão Lafões.
(Edição 801 – 11/03/2021)

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