Centro social e paroquial de mamouros, multado por ajudar pessoas a mais

Castro Daire

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O desabafo de SANDRINE ROCHA, Directora do Centro Paroquial e Social de Mamouros, concelho de Castro Daire, multado pela Segurança Social em 5.025 euros por levar comida a casa (matar a fome) a 52 pessoas, quando apenas o podia fazer a 30. O desabafo da responsável foi: ISTO É UM ROUBO. Ninguém percebe isto. Foram multados por apoiarem pessoas a mais. De seguida a S.S. autorizou o Centro a duplicar o número de utentes com a mesma verba e os mesmos funcionários, lamenta SANDRINE ROCHA. Mas há mais: pouco tempo depois o Centro foi autorizado pela SS a apoiar 90 utentes, com os mesmos meios e a mesma verba, depois de paga a multa, pois a mesma não foi perdoada. A Segurança Social realizou uma inspecção ao Centro, que apenas presta apoio domiciliário em Agosto de 2015. Na mesma altura, a ASAE e a Protecção Civil visitaram as instalações do centro social e estava tudo em ordem. Para tudo isto tem que se ter bom senso e não de pode negar uma malga de sopa a um necessitado. Nas últimas semanas, é o terceiro caso conhecido de multas da S.S. a lares por ajudarem mais pessoas que o contratado, ou outros foram em S.Pedro do Sul e na Covilhâ. Fonte da S.S. adianta que apenas se limitou “ A CUMPRIR A LEI “ e multa-se por matar a fome a quem precisa. A Câmara Municipal de Castro Daire critica o Centro Distrital da S.S. de Viseu por ter aplicado a multa ao Centro Social e Paroquial de Mamouros, uma decisão que considera “ COMPLETAMENTE INCOMPREENSÍVEL “  A S.S. de Viseu esclareceu que a multa resultou da aplicação da legislação, uma vez que tinha excesso de utentes em relação á sua capacidade e faltavam contratos escritos. Apoio a 30 utentes e esse apoio estava a ser prestado a 52 utentes. O serviço que está a ser prestado a mais é feito através do esforço da associação em causa e daí não resulta qualquer encargo para os Cofres do Estado. Caricato é, depois de paga a coima, a associação-centro social- foi notificada de que afinal pode dar apoio a 90 utentes. A revolta é grande entre os responsáveis do Centro Social que sentem uma grande injustiça nesta decisão e porque apenas se limitam  a fazer o melhor possível o seu trabalho e a ajudar aqueles que mais precisam.Redação Gazeta da Beira

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