Carlos Vieira e Castro
“JÁ MARCHAVAS” – 1ª marcha pelos direitos LGBTI+ de Viseu a 7 de outubro (domingo)
A organização do Já Marchavas – 1.ª Marcha pelos Direitos LGBTI+ de Viseu (2018) já informou que a Marcha irá decorrer não no dia 6 de Outubro, como inicialmente divulgado, mas sim no dia 7 de Outubro de 2018 (Domingo) e com concentração às 15h como previsto anteriormente, no Jardim de Santo António, junto à Escola Secundária Emídio Navarro, em Viseu.
“Esta alteração prende-se com o facto de no dia 6 de Outubro de 2018 decorrer em Viseu a Caminhada Anual contra o Cancro da Mama, organizada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro. Os trajectos dos dois acontecimentos iriam se cruzar em várias alturas do decorrer das acções de forma que sentimo-nos no dever de fazer a alteração para que desta forma quer a Marcha como a Caminhada tenham o espaço, a liberdade e o respeito que merecem”, afirma a organização da Marcha “Já Marchavas!”
Para já, estão a participar na organização e na mobilização da marcha quase duas dezenas de organizações: Amnistia Internacional – Grupo de Viseu, Amplas (Porto), API – Acção pela Igualdade, BE – Concelhia e Distrital de Viseu, Catarse – Movimento Social (Vila Real), Checkin (Viseu), It Gets Better Portugal, JS – Concelhia e Distrital de Viseu, LGBTI Viseu, Movimento LGBTI de Bragança, Olho Vivo – Núcleo de Viseu, Panteras Rosa, PATH – Plataforma Anti-Transfobia e Homofobia de Coimbra, Rede Ex aequo, SOS Racismo, UMAR – Núcleo de Viseu, Viseu Jovem Pela Igualdade.
Entretanto, na sessão da Assembleia Municipal de Viseu, na passada segunda-feira, dia 17, foi apresentado pelo deputado independente, eleito pelo BE, Jorge Adolfo Meneses Marques, um voto de congratulação pela realização da 1ª Marcha pelos direitos LGBTI + em Viseu, aprovada com os votos a favor do PS, BE, CDU e do presidente da Junta de Torredeita, Paulo Meneses, e a abstenção do eleito do CDS e dos eleitos pelos PSD (excepto os presidentes das Juntas de Orgens e de Cavernães que votaram contra). De notar que estiveram ausentes o deputado do PSD, José Alberto, e os presidentes da Junta de Bodiosa e da Junta de Coutos de Viseu.
Um voto de congratulação semelhante apresentado pela representante do BE, Manuela Antunes, na Assembleia de Freguesia de Viseu, na noite desse mesmo dia 17, foi chumbado pela maioria do PSD, com a abstenção do membro do CDS, e votos a favor do PS, BE e CDU, com o incrível argumento, invocado pelo presidente da Mesa, Ermida Rebelo, de que Viseu é uma cidade tolerante e pacífica, pelo que não faria sentido fazer-se aqui manifestações deste tipo. Note-se que este argumento, pode parecer ridículo, mas teve a força suficiente para o presidente da Junta de Freguesia de Viseu, Diamantino Santos, alterar a posição que teve na AM, apoiando o sentido de voto de Ermida Rebelo. Para além da divergência entre as votações da maioria na AM de Viseu e na AF de Viseu, lamentamos que uma iniciativa que congrega em Viseu organizações prestigiadas a nível nacional e até internacional, na defesa dos Direitos Humanos e dos direitos LGBTI+, alguns já consagrados no actual quadro legislativo,e que contará com a presença de Rosa Monteiro,
Secretária de Estado Para a Cidadania e Igualdade, não mereça o apoio e a congratulação inequívoca dos poderes autárquicos locais, à semelhança do que tem acontecido em muitas outras cidades, de Norte a Sul do país (Vila Real já vai na segunda marcha).
O Núcleo de Viseu da Associação OLHO VIVO comentou estes acontecimentos, afirmando: “Queremos acreditar que essa postura preconceituosa será alterada em breve, e recordamos a frase que inscrevemos na faixa que levámos na Concentração STOP Homofobia, que ajudámos a organizar em Viseu, em Maio de 2005, de repúdio pelas agressões a homossexuais aqui verificadas, que contou com a presença no Rossio, de trezentas pessoas e 14 organizações de todo o país:
“POR UMA CIDADE LIVRE DE PRECONCEITOS!”
Sem mais!
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