Bloco contesta declarações do presidente dos hoteleiros das Termas de S. Pedro do Sul e da AHRESP/Viseu

Hoteleiros alegam falta de mão-de-obra

 

Declarações dos presidentes da Associação de Hoteleiros das Termas de São Pedro do Sul, Joaquim Cardoso, e da delegação de Viseu da AHRESP, acerca da falta de mão-de-obra na hotelaria, foram contestadas pelo Bloco de Esquerda em comunicado.

Joaquim Cardoso terá afirmado que “quem quer trabalhar não quer a hotelaria, porque inibe dos fins-de-semana e à noite há jantares para servir, muitas pessoas querem poder ir para casa às seis ou sete da noite”. O presidente da AHRESP/Viseu refere que “são vários os empresários que nos garantem que se estão a deparar com o problema da falta de mão-de-obra para alimentar as necessidades dos seus serviços”.

Porém, o BE considera que o problema na hotelaria não se encontra na falta de pessoal, mas na falta de condições laborais. Os trabalhadores do setor hoteleiro e da restauração “sabem bem que a regra geral é a de se depararem diante de um contexto laboral que vive à margem do cumprimento mínimo das regras laborais” e acrescenta que “a toda esta estrutura e comportamento marginal em relação à legislação laboral soma a prática generalizada dos salários baixos que atiram o mês de trabalho ‘real’ para baixo do salário mínimo”, refere com veemência o comunicado distrital do Bloco.

“Se o sector não consegue arranjar mão-de-obra local tal não se deve ao facto de os locais não quererem trabalhar, o que não querem é trabalhar sem as mínimas condições laborais que dignifiquem a profissão. O expediente apontado pelo presidente da AHRESP da ‘importação da mão-de-obra’ é apenas mais uma forma de o sector procurar chutar o problema para a frente (…) através da sobre-exploração dos trabalhadores.”, conclui a estrutura distrital dos bloquistas de Viseu.

15/07/2021


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