Barómetro
Positivo / Negativo
Luís Costa
A Binaural – Associaçã
o Cultural de Nodar (S. Pedro do Sul), presidida por Luís Costa, ganhou a 1ª edição do Prémio Miguel Portas. A decisão do júri foi tomada por unanimidade No entendimento do júri, presidido por Nuno Portas: “o projecto da Binaural é exemplar no modo como articula a qualidade, o rigor e a exigência da experimentação de novas linguagens artísticas com o contexto do interior do país, esquecido pelos roteiros habituais das manifestações culturais em Portugal”. O reconhecimento é inequívoco e desmente as políticas dos que agem como se o interior fosse para fechar.

Sérgio Marques
Contra a corrente e enfrentando com coragem a desistência de alguns, o produtor Sérgio Marques agarrou as características únicas enquadradas pela Denominação de Origem Protegida (DOP) Lafões e lançou um vinho de qualidade com a marca “Chão do Vale”. Este produtor de vinho de Lafões acrescenta um pouco mais à pequena produção regional e, deste modo, contribui decisivamente para a sobrevivência de um produto típico das encostas mais ensolaradas de Lafões, ancestralmente ligado às suas gentes e cultura. À sua maneira, Sérgio Marques, de São Miguel do Mato (Vouzela), ligou bem o seu papel de empresário à de resistente e criador cultural.
Rui Ladeira e Vítor Figueiredo
Depois de cada um dos presidentes de Câmara de Vouzela e de S. Pedro do Sul terem promovido festivais da Vitela de Lafões separados e de costas voltadas, chegaram agora a acordo para apresentar uma candidatura conjunta à construção de uma nova ETAR que sirva ambos os municípios. Tinha de ser assim e não há nada como um choque de realidade para ambos perceberem que a cooperação intermunicipal é indispensável. Espera-se que este seja um sinal positivo para o futuro.
PSA e Martifer
A Peugeot Citroen de Mangualde e a Martifer de Oliveira de Frades vão despedir quase 800 trabalhadores criando um impacto negativo brutal sobre a economia da região Dão-Lafões e consequências sociais graves para muitas famílias. A dimensão do problema exige uma conjugação de esforços de todos e um plano de acção urgente, desde as autarquias da região aos sindicatos, das associações empresariais ao governo. Até agora viu-se muito pouco, demasiadamente pouco para a gravidade da situação que está a ser criada.Redação Gazeta da Beira
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