Autarquias refletem sobre a importância da floresta para a Região

Lafões volta assinalar o dia Mundial da Floresta com iniciativas ao longo de quatro dias

Oliveira de Frades, Vouzela e S. Pedro do Sul voltaram a unir-se para celebrar o dia da Floresta. De 19 a 22 de março foram muitas as iniciativas que quiseram sensibilizar Lafões para a importância de preservar o meio ambiente. Logo na sessão de abertura, os três municípios destacaram a importância da Floresta para o território e refletiram sobre o sector na atualidade.

 

DSC01072 (2)Muitas foram as iniciativas que alegraram Lafões por estes dias. Como é já tradição Oliveira de Frades, Vouzela e S. Pedro do Sul uniram-se para celebrar a Floresta que ocupa mais de 50% do seu território. Mais uma vez o objetivo passou por trazer o assunto para a ordem do dia, valorizar a floresta e sensibilizar a região para proteger esta riqueza. Seminários, plantação de árvores, passeios pedestres foram alguns exemplos do que aconteceu na região, com atividades nos três concelhos. O balanço é positivo, de uma forma divertida os lafonenses puderam refletir sobre um assunto bem sério: a proteção da floresta.

 

 

 

Intermunicipalidade é fundamental na gestão da floresta

 

Os autarcas da região aproveitaram a ocasião para destacar o potencial da floresta para a região e os seus habitantes. Na sessão de abertura que ocorreu no Auditório 25 de Abril, em Vouzela, Rui Ladeira destacou o investimento que os três municípios têm feito na área florestal. “É um investimento muito importante para proteger e valorizar o espaço florestal na região de Lafões”. O Presidente da Câmara de Vouzela reforçou ainda a importância da intermunicipalidade e garantiu que, nesta pasta, Lafões tem trabalhado de braços dados. “Temos estado em permanente contacto, uma vez que os territórios, em particular a floresta, não são estaques tem que estar em sintonia e a gestão e a preservação tem que ser articulada e é isso que temos feito”, garante.

 

 

 

Floresta geradora de economia

 

Já Paulo Oliveira destacou a necessidade de se “conseguir nas florestas gerar economia”, pois só assim, como defendeu, se pode mudar o paradigma atual, ao trazer uma “maior humanização junto da floresta e consequentemente uma maior proteção contra os mais diversos riscos”.

 

O vereador do Município de Oliveira de Frades reforçou que é preciso transformar as “fraquezas em força e as ameaças que nos surgem em oportunidades”, numa atura em que o Novo Quadro Comunitário pode ser “uma janela de oportunidades”. Para isso torna-se necessário, como acrescenta, “aproveitar as diferentes funções da floresta e potenciá-la para gerar receitas, economia, fixar pessoas, sempre na perspetiva de sustentabilidade”.

 

Paulo Oliveira deixou ainda algumas críticas ao sistema atual. “Os planos municipais de defesa da floresta contra incêndios e nomeadamente alguns chumbos que o ICNF (Instituto de Natureza e Conservação da Floresta) tem produzido relativamente a estes planos, têm causado alguns constrangimentos relativamente ao aproveitamento de fundos comunitários”, lamenta.

 

 

 

“Mais do que combater os fogos é preciso evitá-los”

 

Já Francisco Matos destacou a importância destas iniciativas para sensibilizar as pessoas para a proteção de floresta, mas diz que é preciso fazer mais e passar da teoria à prática. Como lamentou, apesar da adesão a iniciativas deste género, “todos os anos a floresta é dizimada cada vez mais. Sendo dizimada não há mel, não há abelhas, não há arbustos, não há paisagem que nos ajudem a que a floresta sejam um recurso positivo”. O vereador da Câmara de S. Pedro do Sul vai mais longe “Devemos tentar evitar os fogos e não combatê-los. Gastamos milhões no combate aos fogos, é bom combater os fogos, mas seria melhor evitá-los”, defende.

 Redação Gazeta da Beira

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.