António Giestas

O Parque Natural ou o Relato de História Triste

EWd681_VZL-parque-naturalDepois de cumpridos os requisitos legais para a instalação do Parque Natural, surge, agora, vindo dos mais variados quadrantes, um infindável rosário de objecções.

Tentemos entender a sua origem

1 – Aproveitamento político, demagógico/populista, por forças que, teoricamente, deveriam ser as primeiras apoiantes do Parque.

2 – Grupo de proprietários que defendem a plantação de eucaliptos sem quaisquer restrições.

3 – Indivíduos, que usam a oportunidade para se promoverem e ganharem notoriedade, que nunca tiveram.

 

Sem pretender passar todos a rasoilo, a generalidade dos opositores à instalação do Parque Natural são proprietários de pequenas parcelas, de que não conhecem as extremas ou proprietários de maiores áreas,  e que, em ambos os casos, estão completamente votadas ao abandono.

Nunca afiaram um podão, nunca amanheceram na serra, nunca plantaram uma árvore, nunca cortaram uma paveia de estrume, nem eu, algum dia, os vi na serra; e eu ando por lá há muitos anos.

O argumento demagógico de que “Querem tirar-nos o que é nosso”, esquece que só é nosso, aquilo de que cuidamos; e não falo só da serra….

O recurso à calúnia e ao ataque pessoal, que tem sido usado, define bem melhor quem o usa do que o alvo a que se dirige.

Não espanta que tudo seja como é e, parafraseando um velho ditador, “nem  podia ser de outra maneira”. Quando os mais altos representantes da nação são conhecidos por aldrabões, trafulhas e corruptos, o que se poderá  esperar-se do povo que os elege?Redação Gazeta da Beira

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.