Carlos Vieira

Viseu cercada de portagens por todos os lados? Não, obrigado!

O presidente da Câmara de Viseu exige ao governo que faça uma auto-estrada entre Viseu-Coimbra com fundos comunitários, aproveitanto excepções à decisão da Comissão Europeia de não autorizar nem mais um euro para auto-estradas em Portugal, tendo em conta que somos o segundo país europeu com mais auto-estradas relativamente ao número de habitantes, e o quarto com mais quilómetros de auto-estrada, apesar da reduzida dimensão do nosso país. Ruas argumenta que Viseu foi esquecida na rede de auto-estradas. Viseu foi esquecida em coisas mais importantes; não nos valeu de nada termos sido por tanto tempo um distrito “laranja”, o chamado “Cavaquistão”! Nem conseguiram impedir que a transformação dos IP4 e IP5 em A24 e A25 SCUT (vias-rápidas em perfil de auto-estrada sem custo para o utilizador) acabassem portajadas por decisão do governo de Durão Barroso, embora a sua  implementação só se concretizasse com o governo de Sócrates. Acontece que o primeiro governo de Costa, perante o veto de Bruxelas ao financiamento de mais auto-estradas e a oposição das populações ao cerco de Viseu com portagens, optou pela duplicação do IP3 em 85% do seu percurso, ou seja, em perfil de auto-estrada, sem portagens, ficando com três vias (2+1) em 12% do trajecto e apenas duas vias (1+1) em 3% do percurso. Uma solução segura!

Esta solução mereceu o acordo da CIM Região de Coimbra e da CIM Viseu Dão Lafões, e das associações empresariais de ambas as regiões, e colheu o apoio da maioria dos autarcas do PS e do PSD,  indo ao encontro da petição que reuniu mais de 18 mil assinaturas para levar ao Parlamento a requalificação urgente do IP3, iniciativa das associações empresariais da Região de Viseu, do Conselho Regional do Centro, da Associação Comercial de Viseu, da Associação Empresarial de Mangualde e da Associação Empresarial de Lafões e mereceu ainda a concordância das Comissões Distritais de Viseu e Coimbra do BE.

Agora, há que exigir a rápida execução das obras do IP3, cujo prazo de conclusão estava previsto para 2022, e investir o dinheirão da ”bazuca europeia” do PRR na mobilidade do futuro, a ferrovia ,menos poluente e mais competitiva, nas ligações internacionais e inter-regionais.

Mais portagens é que NÃO, presidente Ruas!

16/03/2023


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