António Eloy
“Sandez” ou profunda idiotice?
“Sandez” ou profunda idiotice?
“Os homens possuem raciocínio e por isso são capazes de governar-se” John Locke
“O Estado moderno (…) está estabelecido sobre mitos, lendas partilhadas, que só existem na imaginação colectiva (lembrem-se do inventado Viriato) “ Noah Harari, parêntese meu!
1 – Em Inglaterra há poucos anos, uma associação de estudantes universitários “exigiu que se retirassem dos programas Platão, Descartes e Kant por serem racistas e colonialistas brancos” e há menos tempo, nos EUA houve quem exigisse e conseguisse que “Matar um Rouxinol” e “Huckleberry Finn” fossem proibidas nas escolas por usarem termos racistas… essas obras que são clássicos anti-racistas de referência.
2 – Um pouco por todo o lado (e com o apoio insensato de alguns bonzos da ecologia) jovens descabeladas tem vindo a atentar contra o património, a cultura universal e a humanidade vandalizando obras de arte, dizendo assim lutar contra as alterações climáticas. Não as vejo na estrada deitadas em frente a gasolineiras, que isso era valentia e não a estupidez das sopas químicas de tomate com que danificam obras de arte.
3 – Se de um lado temos o ascenso do pensamento sem pensamento contra os direitos, o ambiente e a justiça (que não necessita de qualificativo) , o ascenso do fascismo, do outro temos o contra-fascismo sem ideias nem princípios e criando as condições para o seu antagónico (recentemente vi um panfleto que era cópia do outro, dizia: “ o governo português é negacionista climático”, e não é que surpreendentemente dezenas de professores universitários o assinavam). E depois admiram-se que a mentira, a demagogia, o populismo que também arvoram se desenvolva do outro lado, De facto são o mesmo. Gente que não pensa.
4 – Voltei a retomar uma polémica que ficou no tempo de um grupo de vândalos que há talvez duas décadas queimou (ajudando assim a propagação dos OGMs) um campo de produção Frankenstein e agrediu o proprietário com umas pauladas e pontapés. Fui o primeiro ecologista que tomou posição contra esse acto violento (como a vandalização das obras de arte!) e a tal se seguiu alguma polémica que felizmente acabou com esse tipo de acções de enorme “sandez”.
5 – É necessário, novamente, vir a público, porque o que se passa o exige. Só um pensamento estruturado e uma acção política sem sombras e clara, que se baseie no direito e na não violência se pode considerar no quadro de reflexão e acção ecologistas, hoje sendo certo que sem a mínima verifica empresas podem promover grupos ditos ecologistas que merecem páginas inteiras, sem contraditório em jornais que cada vez mais fazem figuras do regime e da sua hegemonia.
6 – Infelizmente é cada vez mais difícil manter o equilíbrio e a lucidez, quando, como no caso do Brasil nos deparamos com dois lados que mentem, que roubam, que “moscabilham”” que alienam o futuro mergulhando nos piores passados. No caso, todavia, não deve haver a menos hesitação só, só votar Lula ainda permite continuar a pensar, mesmo que o mandato dele tenha sido o mais destrutivo para a Amazónia! Mas houve também outros valores….
7 – Muito haveria para dizer, o faço no Observatório que coordeno: https://obseribericoenergia.pt/ e na Rádio (Movimento) onde tenho voz. Como já escrevia Gramsci lutar contra a hegemonia e o pensamento dominante (que por isso tem os meios de dominar) é tarefa de formiga. O sou.
10/11/2022

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