António Casais quer ampliar e remodelar o quartel

Em início de mandato, presidente reeleito apresenta projectos

• Patrícia Fernandes

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António Casais e a sua equipa foram reeleitos, no passado dia 29 de Dezembro, para os Órgãos Sociais do Corpo Voluntário Salvaçã

o Pública de S. Pedro do Sul. Em início de mandato, António Casais, fala dos projectos futuros para a Corporação.

Gazeta da Beira – Quais as motivações desta recandidatura?

António Casais – Entendo que só faz sentido estar nas associações quando existe a conjugação de vontades, ou seja, sentir que podemos continuar a concretizar anseios e objetivos. Uma candidatura destas só faz sentido se estiver ao lado dos bombeiros, pois são eles que sem olhar a meios por vezes põem a sua vida em perigo para salvar pessoas e bens. Senti que no corpo ativo que era “um dos deles”, era mais um bombeiro sem farda que os poderia ajudar na retaguarda, que o meu projeto era o projeto deles e do comando. A minha candidatura assumia um papel fundamental na sedimentação de projetos iniciados e não concluídos. Na esmagadora maioria dos diretores o meu nome aparecia como consensual, por todos estes motivos não os poderia abandonar nesta altura.

GB – A sua equipa reúne unanimidade na ordem dos 100 por cento, que significado dá a estes valores?

AC – Um sentido de uma enorme responsabilidade. As unanimidades, por vezes, podem trazer uma falsa união, o que neste momento na Salvação Pública julgo não existir, existe sim uma grande adesão a um projeto iniciado no mandato anterior, que não está concluído e que a maioria dos sócios se revê neste novos elementos para o continuar a concretizar. Só assim entendo esta tão elevada percentagem de votos na candidatura que tenho o prazer de encabeçar. Eu e a minha equipa esperamos estar à altura da confiança que nos foi depositada, estou certo que posso continuar a contar com o apoio dos sócios para as iniciativas que temos em mente. Acrescento, ainda, que a sociedade civil, contrariamente ao que se diz, é muito generosa com os bombeiros, aproveito a oportunidade também para agradecer publicamente todo o apoio que nos têm dado, não só financeiro, mas também em bens e serviços, bem como as palavras de apreço e agradecimento da comunidade face a atuação da nossa Corporação em contextos de risco.

GB – Como caracteriza a nova equipa que tomou posse?

AC – Uma equipa reforçada com uma vontade de concretizar os projetos em que a associação está envolvida, no elevar cada vez mais o nome de Salvação Pública, mas acima, com mais profissionalismo e prontidão para responder às mais variadas solicitações. Esta é uma equipa multigeracional com elementos que garantem a ligação ao anterior executivo, com novos elementos capazes de acrescentar uma nova força, novas ideias, que como se sabe são fundamentais para conciliar a inovação com a prossecução dos projetos já iniciados e continuar a concretizar projetos novos sempre com um sentido crítico construtivo.

GB – Quais os principais desafios para este mandato e que objetivos quer alcançar futuramente?

AC – A primeira prioridade é  o contínuo apoio ao comando e corpo ativo para que tenham as melhores condições para efetuarem os seus serviços, falo em equipamento de proteção individual, veículos mas acima de tudo em formação, porque, cada vez mais, é esta a orientação onde entendemos que os nossos bombeiros têm que apostar. Só com formação atualizada se pode garantir o socorro pleno e em condições de segurança para si e para os que dele necessitam;

Segundo, prende-se continuar a melhorar as condições físicas do quartel sede, e como todos sabemos o nosso quartel não tem condições para as solicitações com que hoje nos deparamos e que se exigem a uma corporação de bombeiros. Foi, neste sentido, que no anterior mandato foram iniciados os contactos para a aquisição de uma parcela de terreno no tardoz das atuais instalações, de forma a deslocar o parque de viaturas e toda a área anexa para esses terrenos.

Claro que este projeto é ambicioso e que a Associação só por si não consegue realizar num mandato, mas entendo que temos que ter uma visão mais alargada e que por vezes extravase a vigência do mandato para que os diretores são eleitos. A localização privilegiada junto ao novo centro de saúde, levou a anterior direção a pensar na renovação e ampliação do quartel, não como um capricho, mas sim, como uma necessidade e também, não posso deixar de referir que um dos objetivos da criação do agrupamento de bombeiros na cidade, era a construção de um quartel de raiz, que S. Pedro do Sul merece e precisa, claro aproveitando os fundos do QREN. Como houve uns avanços e recuos entendeu a anterior direção que o tempo estava a passar, demasiado rápido e nada avançava. Foi assim que se deu início ao processo de aquisição de terreno, neste mandato propomo-nos a concretizar a sua aquisição e, se possível, iniciar a construção da ampliação do quartel, bem como, a remodelação interior das atuais instalações..

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