Antiga administração da Termalistur deu 6 mil euros à Radio Lafões

Reunião pública da Câmara de São Pedro Sul, assenta em polémicas

O Presidente da Câmara disse que o executivo anterior “gastou dinheiro muito mal gasto” e afirmou que não tem nem projectos, nem margem de manobra para fazer obras

Vítor Figueiredo não podia ter sido mais claro, a antiga administração da Termalistur, um dia antes de se demitir, deu à Rádio Lafões cerca de 6 mil euros. O Presidente da Câmara interpelou directamente Rogério Duarte, exigindo que este responde-se objetivamente à questão: “É ou não verdade que a antiga administração da Termalistur doou cerca de 6 mil euros à Rádio Lafões?”O vereador da oposição, não respondeu e Vítor Figueiredo retirou-lhe a palavra.

O Presidente da Câmara disse que o executivo anterior “gastou dinheiro muito mal gasto” e afirmou que não tem nem projectos, nem margem de manobra para fazer obras. Como referiu “Eu se tiver que comprar um saco de cimento tenho que me atravessar, os cofres estão vazios”. Rogério Duarte discordou, disse que o município fez grandes obras para benefício dos sampedrenses e acrescentou que. como presidente “não veio de Marte e foi deputado da Assembleia Municipal, desde 1998, tem plena consciência  das contas do município”.  A oposição acrescentou ainda que isto não pode ser uma desculpa para que o novo executivo não faça nenhuma obra neste mandato. Em resposta, o presidente disse que não tinha forma de ter conhecimento das inúmeras dívidas e deu alguns exemplos. Para além da já referida oferta à Radio Lafões, o presidente fez referência, entre outras dívidas, às dívidas no estádio da Pedreira, à estátua na rotunda do shopping e aos terrenos da feira, ainda por pagar.

Oposição quer representação do município em cargos intermunicipais de destaque

Adriano Azevedo, por sua vez, reforçou a importância do município estar representado em cargos directivos dos órgãos intermunicipais. O vereador criticou ainda o facto de, o presidente da Câmara ter criticado publicamente os funcionários da autarquia, o que, no seu entender, dá uma má imagem do município. Em resposta, Vítor Figueiredo disse ter sido eleito para cargos no Planalto Beirão e na  Associação Nacional de Municípios e que, é natural que um presidente que assumiu funções há pouco mais de um mês, não tenha mesmo peso que outros que já estão em funções há vários anos. Relativamente à polémica sobre a postura dos funcionários, o Presidente disse que não quis generalizar. Como referiu há, de facto, muito bons funcionários, mas também, havia outros que não se sentiam motivados e que, a maioria dos sectores estavam completamente desorganizados.

A oposição voltou a criticar a opção do presidente em nomear pessoas para o seu gabinete de apoio. Rogério Duarte diz que foram atribuídos “três tachos”. O presidente disse que o que fez foi legitimo e acrescentou que,  estas pessoas têm trabalhado arduamente, muitas vezes, como refere, “das oito da manhã às oito da noite”.

• Patrícia Fernandes

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