Ano novo, mais contas para pagar

Executivo aprova alteração de Tarifas Municipais

COntador-Tarifas-aguaA última reunião pública de Câmara, em São Pedro de Sul ditou novos aumentos para os sampedrenses. Água, saneamento básico e lixo, tudo vai ficar mais caro. A Câmara diz que não tem alternativa perante as obrigações impostas pelo PAEL (Programa de Apoio à Economia Local), assinado no último mandato. Já a oposição diz que esta não era a altura certa para estas actualizações, ainda mais, quando, não foram feitas melhorias nos serviços.

Coube a Francisco Matos, responsável pelos pelouros em causa, a explicação destes aumentos que considera serem pouco significativos. Segundo as contas do vereador, as actualizações, de grosso modo, vão ser na ordem “de três a quatro por cento, não mais”. Como disse na reunião de Câmara, esta actualização decorre das obrigações do PAEL, mas também, da Entidade Reguladora das Águas e dos Resíduos (ERSAR) que recomenda, entre outros pontos, que os seis escalões actuais sejam reduzidos para quatro. Como explicou o vereador, “Em termos de custos, para os consumidores, nós procuramos que fossem os mínimos possível, porque, digamos que a qualidade dos serviços que nós prestamos ainda não é cem por cento boa. Mal parecia estar a utilizar todas as propostas, quer da ERSAR, quer do cumprimento das obrigações do PAEL, com produtos que ainda não são cem por cento de qualidade. Como tal, fizemos uma gestão que se aproxima um bocadinho daquilo que eles propõem, mas, aumentando só aquilo que a qualidade pode suportar.”

A oposição votou contra. Adriano Azevedo acredita que antes de se proceder a este aumento, dever-se-ia fazer um “compasso de espera” até serem feitas as melhorias nos serviços. Como referiu na reunião de câmara municipal, “nós temos a convicção que esta não era a melhor altura para fazer actualizações. De uma forma em geral, a situação está muito complicada para as famílias e para os consumidores e não havendo também uma melhoria, nesses serviços, penso que, estarmos a aumentar as taxas é um pouco agressivo, para quem já está sujeito a estes impostos todos e a todas estas situações, tais como o desemprego, que nos temos aqui no concelho.”

Francisco Matos reforçou a sua posição, como disse, a câmara não tem responsabilidades perante “uma política nacional que empobreceu o país e os cidadãos”, para além do que, como relembrou:

“não fui eu nem nós que assinamos o PAEL e estes aumentos, embora sejam aumentos, não são tão significativos, quanto aquilo que os senhores assinaram que implica aumentos de 7%”. Como confessou Francisco Matos, o executivo actual também “não tem gosto nenhum em cobrar mais caro pelos serviços prestados, contudo, como sublinhou, “em termos legais estamos obrigados a fazer com que as nossas despesas com fornecimentos tenham um retorno equiparado”.

• Patrícia Fernandes

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