Agricultores cada vez mais penalizados com o insustentável aumento dos custos dos fatores de produção

A CNA (Confederação Nacional da Agricultura) manifestou grande preocupação com o “enorme aumento dos custos dos fatores de produção, de transformação e comercialização”, em particular com “a subida brutal do preço dos combustíveis, da eletricidade e também dos fertilizantes e da alimentação animal”.
Refere aquela organização de agricultores que “depois das dificuldades com a pandemia de COVID-19, a escalada dos preços dos fatores de produção poderá forçar mais agricultores a reduzir ou a abandonar a produção” e considera que “que a situação possa ter consequências nos preços ao consumidor, mas frisa que possíveis aumentos podem não vir a compensar os agricultores”. Segundo as contas feitas pela CNA, apenas 20% do valor pago pelo consumidor chega ao agricultor e 2/3 vão para custos de produção.
Esta política de desproteção da agricultura familiar está a aumentar a dependência do país em relação a produtos alimentares e a penalizar as pessoas e os territórios rurais com o crescimento da tendência para o abandono.
No que respeita aos combustíveis, constatando o aumento dos preços na origem e nas margens praticadas, a CNA reclama que o Governo adote medidas para minimizar os efeitos na produção, por exemplo, através do aumento do desconto nos impostos em vigor para o gasóleo agrícola. “Seria incompreensível que a atividade agrícola fosse a única a não ser alvo de um apoio neste momento tão difícil”, afirma a CNA.
O comunicado da Confederação de agricultores adianta que na proposta de Orçamento do Estado para 2022, não está inscrita a verba necessária para a concretização da medida da “Electricidade Verde”, já aprovada pela Assembleia da República, situação que tem de ser corrigida no debate de especialidade.
28/10/2021

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